Jagodi Acção política, promoção de cidadania, tolerância, humor e literatura

17/10/2021
20/09/2021

O METE NOJO

O Santo padroeiro do cruzamento dos caminhantes acusou a chumbada. Na sua tradicional má educação, e, á boa maneira do seu santo confrade, resolveu tomar dores que lhe não diziam respeito, e apontar a Jagodi a sua arma vomitória e saiu bafo de onça ferida.
Seria estranho que nesta altura de escolhas populares, alguns pimpões, IN IIO TEMPORE notáveis dirigentes do PSD local, se mudem de armas e bagagens paro o campo do Cmdt. BS .
Só que de estranho não tem nada.
Cheira-lhes a cacau e a balistite da granada da bazuca, estão atentos à espera do disparo, pode ser que um pequeno estilhaço os apanhe e se transforme numas centenas de milhares ou nuns quantos milhões de euros.
Se assim não fosse porquê entrar numa discussão que não lhes diz respeito?
Se assim não fosse, porque definir abutre sem nada conhecer sobre o seu trabalho e o bem que presta à humanidade.
Alimenta-se de alimárias doentes, mortas ou em adiantado estado de decomposição, de seres sub-reptícios que infestam esta sociedade podre onde a corrupção mata lentamente os cidadãos cumpridores.
Onde está a cobardia? Cuidado que em vez da granada de bazuca, pode chegar uma granada de RPG INCENDIÁRIA, E PODE NÃO HAVER ESTILHAÇOS PARA NINGUEM-
JAGODI

19/09/2021

Resposta a Ana Rita Rodrigues

Ana Rita Rodrigues, Felizmente para o Município de Nelas são muitos, e com isso não contava Borges da Silva, O meu Camarada Dr. Maia Rodrigues foi portador do sentimento da esmagadora maioria dos militantes e simpatizantes do Partido Socialista. Há muito que o PS Nelas não se revê nas politicas do Edil, tinha uma candidata de elevada competência para apresentar ao eleitorado do nosso Concelho , mas a estrutura distrital do PS avocou o processo e fez o jeito ao compadre. Borges da Silva e os elementos da estrutura distrital do PS, insultaram os militantes e simpatizantes do PS do Município de Nelas chamando-lhe grupelho. Borges da Silva e a estrutura distrital de Viseu, traíram os militantes e simpatizantes do PS Nelas e o povo do nosso Município. Vão levar a resposta. no dia 26 de Setembro..

18/09/2021

MAIA RODRIGUES, ILUSTRE MEMBRO DO PS DO CONCELHO, COM PALAVRAS MUITO DURAS PARA BORGES DA SILVA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
"Apesar do entusiasmo na campanha de 2017, chego ao dia de hoje e tenho de lamentar que colaborei na maior mentira, no maior embuste político que jamais vi na minha vida. "
Maia Rodrigues mostrou ontem na Assembleia o que é ser PS. Um exemplo que deveria seguir a concelhia. Explicar aos seus militantes e simpatizantes o porquê de não quererem Borges da Silva como seu candidato.
Ainda recentemente, 2018, Maia Rodrigues foi Presidente da Concelhia do PS de Nelas, eleito com 94% dos votos.
Leia a declaração deste respeitado membro do PS:
"Está a fazer 4 anos. Estava, como a maioria dos socialistas de Nelas, entusiasmado e empolgado com a campanha eleitoral a decorrer. O PS apresentava-se unido e confiante, depois de ultrapassadas divergências internas, próprias da disputa decorrente de diferentes ideias para o concelho, nomeadamente que programa e quais os seus protagonistas.
Tínhamos um programa e um líder. O PS conquistou uma maioria confortável de membros no executivo da câmara, na Assembleia Municipal e a maioria das juntas de freguesia.
Mas nem todos fizeram a mesma leitura dos resultados. Para a maioria de nós, a vitória nas eleições de 2017 era a prova de que um coletivo unido, conduzido por um lider, podia ultrapassar todas as dificuldades políticas que teríamos pela frente. Mas cedo demos conta que nem todos pensavam da mesma forma.
Começávamos a ter dúvidas que o coletivo pouco contava para o sr presidente, quer pelas nomeações dos seus adjuntos, quer pelo silêncio em torno do chumbo do Tribunal de Contas ao empréstimo do projeto CAVES, quer pelas ilegalidades nas contas de 2016. Mesmo assim, aparentemente, quase nada mudou até setembro de 2018, mês da aprovação do pacote de empréstimos, totalizando 5,5 milhões de euros, que seriam necessários para financiar a componente municipal dos projetos que foram a base, o suporte fundamental, do programa eleitoral.
Imediatamente depois, em outubro, com o anúncio da nomeação do seu Chefe de Gabinete, Borges da Silva dizia, de forma inequívoca, aos seus aliados, que prescindia, em definitivo, da sua opinião e apoio. Incrédulos vimos, que o sr presidente da Câmara, definitivamente, não pensava como a maioria dos seus apoiantes de campanha.
Apesar de estarmos em Portugal, do fim da monarquia em 1910 e da ditadura em 1974, ainda há quem pense, como Luís XIV, adaptando o seu pensamento “l’etat c’est moi” (o estado sou eu) para “a câmara sou eu”.
É evidente que apesar da rotura entre o sr Presidente da Câmara e os seus apoiantes na campanha de 2017 (onde me incluo), em política, temos que ser pragmáticos. Teríamos que ter sempre presente que, em política, mudar de aliados e de estratégias é fácil e frequente acontecer. Assim, independentemente das relações politicas e pessoais possíveis, mesmo havendo discordâncias, seria sempre necessário fazer uma análise à capacidade do Dr. Borges da Silva de cumprir o seu programa, independentemente de saber com que meios ou aliados.
Paulatinamente verificámos, com grande deceção que, afinal, a Câmara não tinha comprado as instalações dos ex-Fornos elétricos, nem pretendia comprá-los num futuro próximo.
O compromisso de “Concretizar os investimentos de mais de 20 Milhões de euros já conseguidos e lutar por mais verbas;” não passou duma promessa sucessivamente repetida. Uma baixa taxa de execução levou a que, em vez de se mostrar a obra feita se voltem a repetir muitas das promessas de 2017, sem qualquer pudor, com mais cartazes de propaganda.
O centro empresarial de Nelas foi negligenciado, desvalorizado e, apesar de tudo o que se disse, ainda não passa de uma mera promessa.
Outra grande espectativa seria o cumprimento do objetivo de dotar o concelho de uma estrutura de ETARs.
Mesmo concluídas com atrasos superiores a 900 dias (em prazos previstos de 365 dias) e apesar dos milhões gastos na construção destas ETARs, continuam, muitas delas, a funcionar de forma deficiente, despejando águas com elevados níveis de mau cheiro nas ribeiras. Falo concretamente nas Etars de Santar e Vilar Seco onde passo frequentemente e onde ouço as queixas dos vizinhos.
A ETAR de Nelas, teve grandes problemas na sua construção, desconhecendo-se ainda o relatório do LNEC para apuramento de responsabilidades dos defeitos de construção verificados.
Este mandato foi marcado, ainda, por uma completa ausência de Estratégia de Reabilitação Urbana no concelho e particularmente em Nelas (por ser a sede do concelho), Santar (acompanhando o esforço da iniciativa privada na sua promoção turística) e Canas de Senhorim (que pela sua história e nobreza do seu património merecia muito mais). Tudo o que é anunciado em cartazes muito bem feitos não passa de promessas repetidas, utopias que sabe-se lá se, quando ou mesmo virão algum dia a ser executados.
Vem agora invocar-se a pandemia para justificar a falta de execução do programa. Só que o setor da construção não foi alvo de medidas restritivas, decorrentes da pandemia, nem ouvimos falar de nenhum surto da doença nas empresas construtoras adjudicatárias. À data da declaração do estado de emergência, todas estas obras deveriam já estar concluídas há mais de 450 dias.
Curiosamente, a última obra do ciclo urbano na água que foi iniciada nas vésperas da pandemia (o novo reservatório de água), foi inaugurada em plena pandemia. Como foi possível?
Parece que o executivo municipal desconhece o ditado “Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje”.
Assim, tenho de confessar a esta Assembleia e ao povo do concelho de Nelas que lamento profundamente ter participado deste embuste. Apesar do programa apresentado, o Dr. Borges da Silva tinha outros planos que nunca revelou. Apresentaram-se projetos de, pelo menos, 25 milhoes de euros e, decorrido o mandato, não se executou metade. Mas em contrapartida não deixaram de ser efetuadas nomeações de cargos políticos não eleitos, a pretexto da execução do programa apresentado ao eleitorado.
Esta foi a minha maior derrota enquanto politico. Apesar do entusiasmo na campanha de 2017, chego ao dia de hoje e tenho de lamentar que colaborei na maior mentira, no maior embuste político que jamais vi na minha vida.
Tal como afirmou o Sr Presidente desta Assembleia em 31 de março de 2020, a propósito da quarentena a que foi obrigado, sou de opinião que “a culpa não pode morrer solteira” e na parte que me diz respeito, também eu, “A todos (…) peço as mais humildes desculpas”.

14/09/2021

A opinião de quem não sabe tudo, mas sabe o essencial para ser m bom cidadão e um exemplo a seguir

Um testamento a cumprir

Guilherme de Oliveira Martins
Guilherme d'Oliveira Martins
14 Setembro 2021 — 01:05
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Opinião
Quando alguém que admiramos parte, é importante recordar a sua memória e tudo quanto nos deixou, em especial no exemplo e nas obras realizadas. Mas há algo mais que se nos pede. No caso de Jorge Sampaio, pudemos contar, até aos últimos dias da sua vida, com a determinação e a sua atenção especial a todos os sinais de desumanidade e riscos de injustiça. E se ouvimos, nestes dias, muitas palavras justas de elogio sobre o seu percurso e sobre o tanto que fez, a verdade é que temos de ter presente o último apelo que nos deixou, que tem de ser ouvido e cumprido. Combatente de sempre dos direitos humanos, não só como eminente causídico e jurisconsulto, mas sobretudo como generoso e determinado homem de causas, como a liberdade e a justiça, que prosseguiu sem qualquer quebra na determinação ou no entusiasmo, mesmo quando as forças físicas lhe iam faltando, foi um construtor de soluções concretas na defesa dos valores humanitários, designadamente no caso dos refugiados.

No último texto que escreveu, há poucos dias (Público, 26.8.2021), pôs a tónica na trágica crise do Afeganistão, e lembrou a necessidade de estender a experiência dos últimos sete anos de integração de estudantes sírios, recordando que a solidariedade não é facultativa, mas um dever que resulta do artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos - ""Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade". Assim, não poderemos "responder às crises humanitárias ao sabor das modas ou ignorá-las por razões de cansaço, enfado ou indiferença".

As situações da Síria, Iémen, Haiti, Tigray (Etiópia), Sudão e Sudão do Sul, Somália, Cabo Delgado, e agora do Afeganistão, obrigam a respostas que visem as vítimas das tragédias em curso, mulheres, homens, jovens e crianças. Daí a necessidade de intervir com respeito pelos princípios da humanidade, neutralidade, independência e imparcialidade. Desde sempre esta exigência esteve presente no percurso de Jorge Sampaio. Estamos confrontados com o drama sentido pelas jovens afegãs, cuja dignidade e cujo futuro estão em causa. Daí a importância deste apelo concreto que deixou a todos os parceiros da Plataforma Global para os Estudantes Sírios criada em 2013: entidades oficiais, instituições do ensino superior, centros de estudos e investigação, empresas, fundações, sociedade civil, para que disponibilizem apoios, oportunidades académicas e profissionais, estágios e vagas para as jovens afegãs. Falamos do programa de bolsas de estudo para estudantes sírios, visando dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criou, deixando milhares de jovens sem acesso à educação. A Plataforma tem alargado a sua esfera de ação, trabalhando na criação do Mecanismo de Resposta Rápida para o Ensino Superior nas Emergências, que deverá considerar um programa de bolsas de estudo e de oportunidades académicas para as jovens estudantes de origem afegã. Eis a urgência.

Os resultados da experiência com os estudantes sírios mostraram benefícios para os alunos, mas também para as comunidades de acolhimento, como fatores de renovação e reforço das suas capacidades criativas e produtivas. Importa, desde modo, alargar essa experiência às jovens afegãs, além dos estudantes sírios, libaneses e outros. A carta que uma jovem adolescente afegã enviou a Angelina Jolie e esta partilhou no Instagram diz tudo sobre a premência e atualidade do apelo de Jorge Sampaio. "Um dia, vieram a nossa casa e ficámos com tanto medo que pensei como seria depois daquele dia a hora de ir para a escola nesta situação".

Administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian

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