Fundo de Numismática "Luís Pinto Garcia"

Fundo de Numismática "Luís Pinto Garcia" Núcleo de Numismática do Centro de Estudos CECHAP - Vila Viçosa, Alentejo, Portugal.

António Feliciano de Castilho faleceu em Lisboa a 18 de junho de 1875, com 75 anos. Aos seis anos de idade, perdeu quase...
19/06/2026

António Feliciano de Castilho faleceu em Lisboa a 18 de junho de 1875, com 75 anos. Aos seis anos de idade, perdeu quase totalmente a visão devido a doença. Ainda assim, prosseguiu os estudos e licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, sendo frequentemente referido como um dos primeiros casos conhecidos de inclusão de um estu-dante invisual no ensino superior em Portugal.

Após a conclusão do curso, dedicou-se à poesia e à tradução de autores clássicos latinos. Em 1865, publicou “Carta ao Editor”, texto associado ao início da célebre Questão Coimbrã. Foi também pedagogo e autor do Método de Leitura Repentina, conhecido como Método Castilho, com o qual procurou promover a alfabetização em Portugal.

📷 Moeda de 25$00 do Ano Internacional do Deficiente, de autoria de Armando Matos Simões.

A febre de encontrar tesouros escondidos e a mística que envolve as moedas antigas são o mote para "Os Tesouros e os Son...
18/06/2026

A febre de encontrar tesouros escondidos e a mística que envolve as moedas antigas são o mote para "Os Tesouros e os Sonhos" (1975), um texto de Luís Pinto Garcia publicado originalmente no número dois dos Cadernos de Numismática da revista MOEDA.

Escrita em tom de conto, esta obra narra os anseios daqueles que passam a vida a almejar a descoberta de riquezas sepultadas, centrando-se na história de um rapaz de treze anos que sonhou com a existência de um tesouro escondido na oficina do seu mestre.

Embora tenha sido apresentado como separata do número 7 da revista, esta publicação funciona, na verdade, como uma espécie de encarte. É uma leitura obrigatória para quem se interessa pela dimensão mais romântica e humana da numismática, lembrando-nos de que, muitas vezes, o verdadeiro valor das moedas está nas histórias e nos desejos que elas despertam.

A 1/2 Macuta, cunhada no reinado de D. José I para circulação em Angola, integra uma série monetária marcada pelo reapro...
12/06/2026

A 1/2 Macuta, cunhada no reinado de D. José I para circulação em Angola, integra uma série monetária marcada pelo reaproveitamento de metal, resultante em parte da recunhagem de moeda de cobre do Brasil entretanto retirada de circulação.

No contexto local, esta moeda ficou conhecida como “Milétano”. A designação resulta da combinação de “Milele” (pano) e “Tano” (cinco), em referência aos antigos panos, mercadoria-moeda que consistia em pequenos pedaços quadrangulares de tecido, com cerca de 66 × 66 cm, produzidos pelas populações indígenas a partir de fibras da palmeira-bordão e utilizados como referência de valor.

DUARTE, João1952 Nasceu em Lisboa e licenciou-se em Artes Plásticas – Escultura, pela Escola Superior de Belas-Artes de ...
10/06/2026

DUARTE, João
1952

Nasceu em Lisboa e licenciou-se em Artes Plásticas – Escultura, pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Exerceu como professor na Faculdade de Belas-Artes, onde lecionou as cadeiras de Escultura e Medalhística. É Académico Correspondente da Academia e membro da FIDEM desde 1990. Foi fundador do projeto “Volte Face – Medalha Contemporânea”.

Como escultor, construiu uma obra sólida e reconhecida, com peças em coleções públicas e privadas, bem como em espaços públicos. Na medalhística revelou-se figura central, inovando formas, materiais e conceitos e influenciando decisivamente a renovação da medalha contemporânea em Portugal. É autor de numerosas moedas e medalhas, tendo conquistado todos os prémios nacionais e internacionais da área.

A sua obra pode ser visitada em dois espaços: no Museu do Crato encontra-se a coleção de medalhas que formou, organizada na sala “Espaço Volte Face”, onde se pode acompanhar a evolução da medalha contemporânea; em Aljustrel existe o “Espaço João Duarte”, que reúne medalhas, moedas e pequenas esculturas, permitindo ao público conhecer de perto a diversidade e a qualidade do seu trabalho.

Terminou ontem, na RTP2, a série documental «Como o Dinheiro Moldou o Mundo», uma produção em quatro episódios que perco...
09/06/2026

Terminou ontem, na RTP2, a série documental «Como o Dinheiro Moldou o Mundo», uma produção em quatro episódios que percorre a história da moeda desde a Antiguidade até aos nossos dias.

Trata-se de um documentário de divulgação histórica bem conseguido, que retrata o papel do dinheiro na ascensão e queda de impérios, no desenvolvimento do comércio, nas guerras e nas grandes transformações políticas e sociais.

Para quem não teve oportunidade de acompanhar a transmissão televisiva, os episódios estão disponíveis na RTP Play (link nos comentários).

Olá, Torres Novas!O Núcleo de Arqueologia – Cerca da Vila está situado no centro histórico, instalado no Prédio Alvareng...
08/06/2026

Olá, Torres Novas!

O Núcleo de Arqueologia – Cerca da Vila está situado no centro histórico, instalado no Prédio Alvarenga e integrado na rede do Museu Municipal Carlos Reis. Aberto ao público em 2024, resulta da reabilitação de um edifício do século XIX e dedica-se à divulgação dos achados arqueológicos do concelho, incluindo materiais de diferentes períodos, entre os quais se destacam moedas provenientes de contextos romanos e medievais.

O espaço organiza-se em dois pisos e apresenta uma leitura clara da evolução do território, centrada no rio Almonda e na ocupação da região. Trata-se de um ponto de visita essencial para quem pretende compreender a história de Torres Novas através do seu património arqueológico.

A moeda de 6 Réis, cunhada na cidade de Diu ao tempo do reinado de D. Maria I, recebeu o nome Daduddú, termo de uso loca...
04/06/2026

A moeda de 6 Réis, cunhada na cidade de Diu ao tempo do reinado de D. Maria I, recebeu o nome Daduddú, termo de uso local registado na tradição indo-portuguesa.

Acredita-se que esta forma deriva de Dudû ou Durú, antiga moeda de conta utilizada pelos nativos.

O termo traduz a continuidade de um vocábulo enraizado naquele território, aplicado como referência a uma unidade de valor abstrata, cuja utilização se prolonga e se fixa nesta moeda por via de uma transferência nominal entre a medida de conta e a moeda física correspondente.

CRUZ, Luís Braga da 1934Natural de Coimbra, é licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto. Desenvolveu uma...
03/06/2026

CRUZ, Luís Braga da
1934

Natural de Coimbra, é licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto. Desenvolveu uma carreira de relevo em instituições públicas e privadas, tendo sido ministro da Economia, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e presidente do Conselho de Curadores da Universidade do Porto.

Desempenha um papel de grande relevância na Sociedade Portuguesa de Numismática, integrando diversos elencos da Direção e tendo sido fundamental na organização do II Congresso Nacional de Numismática, realizado no Porto em 1982.

A coleção que constituiu caracteriza-se por uma marcada predileção pela numismática romana.

Entre os dias 29 de junho e 26 de julho, as Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial, em Estremoz, voltam a ser palco...
02/06/2026

Entre os dias 29 de junho e 26 de julho, as Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial, em Estremoz, voltam a ser palco de mais uma campanha de escavações arqueológicas, uma iniciativa destinada a estudantes, investigadores, profissionais e voluntários, todos com um objetivo comum: procurar novos vestígios do passado escondidos sob a terra alentejana.

Para quem se interessa pela História, pela Arqueologia ou simplesmente pela descoberta do nosso património, é sempre estimulante acompanhar projetos desta natureza. Afinal, cada escavação é uma oportunidade para acrescentar novas páginas ao conhecimento do passado.

As inscrições decorrem até 5 de junho de 2026.

Materiais do Arquivo 👉 Recorte do jornal Diário de Notícias, de 14-01-1946.O texto refere a identificação de um exemplar...
01/06/2026

Materiais do Arquivo 👉 Recorte do jornal Diário de Notícias, de 14-01-1946.

O texto refere a identificação de um exemplar considerado a segunda moeda conhecida do reinado de D. Afonso Henriques, com peso de 0,78 g e diâmetro de 18 mm. A descrição incide sobre a gravura da peça, na qual se destaca a cruz como elemento central, aqui apontada como o primeiro símbolo associado à afirmação da identidade política portuguesa. O artigo inclui a reprodução do exemplar, sublinhando o interesse histórico e tipológico desta emissão no âmbito da investigação numismática, questão que ainda hoje é motivo de discussão.

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