16/08/2018
PONTE PEDRINHA GOÃES
Ponte de tabuleiro em cavalete, assente sobre três arcos de volta perfeita, em cantaria, de dimensões desiguais, sendo o central de maior amplitude, com pegões cegos e quatro talha-mares de forma triangular, dois a montante e dois a jusante. Na margem direita, fora do leito do rio, existe um pequeno vão, em arco pleno, praticamente assoreado, para escoamento da água na época das cheias. O pavimento original da ponte foi substituído por cubos graníticos mas mantêm-se ainda as guardas, em duas fiadas, encaixadas em sistema de macho-fêmea. O aparelho dos paramentos mostra alguns arranjos, sendo, no geral, em aparelho regular, com algumas fiadas pseudo-isódomas. O intradorso dos arcos possui gravadas diversas siglas dos canteiros que talharam os blocos.
Acessos
Goães, Lugar do Assento, no caminho que conduz ao Lugar da Ribeira a partir da EN 308
VITERBO, Sousa, Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses, vol. 3, Lisboa, 1922, p. 66 - 67; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira, Vias Medievais. I - Entre Douro e Minho, Porto, 1968, p. 34 (Dissertação para Licenciatura em História - policopiada); SILVA, Domingos M., As terras de Vila Verde do Minho no Dicionário Geográfico do Reino de Portugal até 1758, Vila Verde, 1985, p. 87; ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, A Rede Viária do Conventus Bracaraugustanus - Via Bracara Asturicam Quarta, Minia, Braga, 2ª Série, 2 (3), 1979, pp. 107 - 108; VvAa, Vale do Neiva, Subsídios Monográficos, Durrães - Barcelos, 1982, pp. 616 - 623.