22/12/2025
Mensagem de Natal e Ano Novo do Cônsul-Honorário da República de Angola em Portugal
Caros amigos e concidadãos angolanos
Eis-nos de novo chegados à quadra festiva do Natal que toca tão fundo nos corações de todos os angolanos, mas também de todos os portugueses, com quem contacto agora amiúde, e de forma mais intensa e regular, desde que fui distinguido com as nobres funções de Cônsul-Honorário da República de Angola nos distritos portugueses de Vila Real, Guarda, Bragança e Viseu. A minha já longa experiência de vida, que foi extremamente rica em vivência, proporcionou-me um conhecimento profundo do que é viver o Natal em Angola e em Portugal, cujas raízes histórico-culturais nesta vertente contêm ainda um laço comum mais forte e, por isso, antes de mais quero endereçar a todos, estejam onde estiverem, os meus sinceros votos de um Feliz Natal e que seja imbuído de um espírito de união familiar, concórdia, paz e felicidade!
Estamos também a aproximarmo-nos de mais um final de ano que, bem sabemos, constitui sempre um tempo de balanços nas nossas vidas particulares e colectiva. Ao olharmos para o Mundo global de hoje ninguém pode estar tranquilo ou sequer optimista. Os conflitos armados no nosso continente, na Europa, no Médio Oriente, na Ásia, na América do Sul, que provocaram milhões de mortos, os massacres com armas de fogo um pouco por todo o lado, a fome que infelizmente ainda atinge elevadas camadas de população, incluindo crianças totalmente indefesas, os desastres naturais e as catástrofes inerentes motivadas pelas alterações climáticas, não podem, de modo algum, deixar-nos indiferentes.
Esta conjuntura internacional afectou, como não podia deixar de ser, a República de Angola. Assinalámos os 50 anos da Independência com a certeza de que muito se fez neste meio século, mas sabendo também que há muito para alcançar de forma a proporcionar uma melhoria de vida à nossa população, com a qualidade adequada em áreas fundamentais para o desenvolvimento sustentável como sejam a habitação, educação, cuidados de saúde, abastecimento de água e luz, e uma rede viária que nos una ainda mais. E creiam, não será difícil!
Se fomos capazes de construir o Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, um verdadeiro “hub” intercontinental que liga África, Médio Oriente e América do Sul;
Se temos o Corredor do Lobito a ser procurado por investidores de topo internacionais;
Se dispomos de uma variedade de recursos agrícolas, turísticos, energéticos, minerais e aquíferos sem igual no nosso continente;
Se conseguimos erigir aeroportos em praticamente todas as capitais de província;
Se temos uma população jovem e talentosa;
Então porque nos devemos resignar e não ousar querer a excelência?
Tal como aconteceu na guerra pela Independência, e depois no conflito que expulsou invasores do ex-Zaire e África do Sul, hoje o combate tem de continuar, mas agora com outras “armas” e outros argumentos. Temos que eliminar a pobreza e fazer disto um desígnio nacional! Temos de rentabilizar as nossas terras agrícolas, estimular a diversificação da economia com a agro-indústria, a manufacturação, investir nas novas tecnologias e aproveitar as oportunidades que a Inteligência Artificial proporciona aos milhões de jovens talentosos de Angola, e fomentar o turismo, comércio e serviços.
O sector económico não petrolífero cresceu cerca de 38 por cento em 2025 o que confirma a crescente diversificação do tecido económico angolano. E claro, temos o petróleo e muito em breve estaremos a ser auto-suficientes, e a exportar, derivados de petróleo.
Mas tudo isto só faz sentido se todos formos pelo mesmo caminho, se todos puxarmos para o mesmo lado!
O desenvolvimento da República de Angola faz-se também com a cooperação internacional e a presença de Sua Excelência, o Presidente da República, João Lourenço, nos palcos de cimeiras mundiais na sua condição de presidente angolano e de presidente da União Africana, ajudou muito a que o concerto das nações voltasse a centrar atenções no nosso país e agora pelas melhores razões.
Por outro lado, a nível bilateral, enquanto Cônsul-Honorário da República de Angola em Portugal continuo a envidar todos os esforços para que todos os empresários e trabalhadores portugueses compreendam que Angola é mesmo uma terra de oportunidades! Para eles e para nós todos. Saibamos aproveitá-las!
Renovo os meus votos de um Santo e Feliz Natal para todos e desejo-vos um Próspero Ano de 2026!
Estamos juntos!
Luanda, 19 de Dezembro de 2025
O Cônsul-Honorário da República de Angola em Portugal
António Cunha