28/10/2020
PARECEM SER DE OUTRO PLANETA❓❓
Quantos de nós nos confrontamos com pessoas que parecem ter uma forma de ver as situações de especial dureza de uma forma positiva?
Quantos de nós nos questionamos como é possível esta pessoa “não se passar da marmita”?
Estas pessoas são aquelas que por mais adversas que sejam as situações, aceitam-nas e seguem em frente. Chegam a dizer “para quê ficar chateado, não adianta nada” ou “não existe uma vida dura, só momentos difíceis”.
Estas pessoas causam-nos um misto de reacções e podemos pensar, sentir e agir de formas muito diversas.
Podemos pensar que estas pessoas não têm sentimentos, que vieram de outro planeta ou então que não compreendem a realidade que as rodeia. Mas tais justificações podem, por vezes, servir para atribuir aos outros a “causa” dos sentimentos, pensamentos e acções que nos provocam e não nos permitem “olhar para dentro” de nós próprios.
Se por um lado podem despertar em nós sentimentos, pensamentos ou acções negativas, como raiva, revolta, inveja, desconfiança, por outro lado, podem despertar sentimentos, pensamentos ou acções positivas, de admiração, esperança, apoio, optimismo.
Não está aqui em causa a pessoa em si, nem porque reage ou faz as coisas da maneira que faz, mas sim, o tomarmos consciência da forma como nós reagimos a este tipo de pessoas, dos nossos pensamentos, sentimentos e actos, e reflectirmos porque é que estes acontecem.
O que é que de facto, em concreto, aquela pessoa me faz pensar, sentir e agir desta ou daquela forma?
Comecemos por reconhecer que os nossos pensamentos, sentimentos e acções são legítimos e que não são de todo descabidos. Também notar que podem ser diferentes de dia para dia e às vezes até no próprio dia podem mudar. Porventura, podem ser mais negativos nos dias que dormimos mal, que estamos mais stressados, mais ansiosos ou até mais tristes. Noutros dias, em que nos sentimos mais calmos, que dormimos bem, que sentimos ter mais energia, as mesmas situações podem suscitar em nós emoções mais positivas.
Podemo-nos questionar se é possível também nós sermos assim, ou um bocadinho assim. E, mais uma vez, a resposta está dentro de nós. É preciso tomar consciência que queremos mudar. Depois, no dia-a-dia, há medida que as situações surgem, reflectir sobre o que aconteceu e o que poderíamos ter feito diferente. Posteriormente, arranjar estratégias para agir em vez de reagir, tomando um tempo para pensar com os “seus botões”.
Seja como for e o que decida fazer, queremos deixar uma mensagem positiva de encorajamento de que é sempre possível mudar, e se considerar que estas características são importantes talvez seja o momento de parar e pensar de que forma o pode fazer.
Não se esqueça que não está sozinho e se precisar de ajuda pode sempre contar com o NEIP.