25/04/2026
“Liberdade”
Não foi só uma flor, foi um grito.Um grito vermelho, ardente, impossível de calar.Naquele dia, o cravo não se ofereceu: impôs-se.
Rompeu o medo, rasgou o silêncio, incendiou a esperança.
A liberdade não caiu do céu.Foi arrancada a pulso, com coragem crua,com mãos que tremiam, mas não recuavam,com vozes que, mesmo frágeis, recusaram ajoelhar.
Há sangue na cor do cravo, há luta na sua forma, há história em cada pétala aberta ao vento.Cada uma carrega o peso de quem ousou dizer “basta”, de quem fez da rua palco e da coragem destino.
E foram os jovens, os primeiros a avançar, os últimos a desistir.Irreverentes, indomáveis, impossíveis de domesticar, foram eles que transformaram o sonho em ruptura.
Hoje, cabe-nos sentir esse fogo a arder no peito.Não como memória distante, mas como urgência viva.Porque a liberdade não se guarda, defende-se.Não se celebra apenas, continua-se.
Que nunca nos falte a ousadia.Que nunca nos falte a voz.Que nunca nos falte a coragem inteira no coração.
Porque enquanto existirem jovens dispostos a sonhar e a agir, haverá sempre um cravo a florescer contra qualquer forma de opressão.
25 de abril sempre, fascismo nunca mais❗️
(🎶-“E depois do Adeus”-Paulo de Carvalho)