06/02/2026
🏛️ Reunião de Câmara
Transparência, Coerência e Compromisso com os Munícipes.
Partilhamos convosco os principais pontos da intervenção e posições assumidas pelo vereador do Partido Socialista na reunião de Câmara Municipal.
🔹 Antes da Ordem do Dia
No período Antes da Ordem do Dia, o Presidente da Câmara prestou esclarecimentos sobre os compromissos financeiros assumidos e não pagos pelo Município (solicitados pelo vereador do PS em 30 de outubro de 2025), de forma oral, sem qualquer suporte documental, tendo sido apontado um valor global aproximado de 400.000 euros.
Relativamente ao pedido de esclarecimento sobre o montante pago em horas extraordinárias aos funcionários, o Presidente da Câmara, de forma oral, sem qualquer suporte documental, indicou um valor também aproximado de 120.000 euros, igualmente sem documentação de suporte.
O vereador do PS questionou ainda o custo da nova fonte da Praça da República e se o arquiteto autor do projeto original tinha sido consultado. O Presidente da Câmara informou que o valor da intervenção rondaria os 34.100 euros, acrescidos de IVA, e que o arquiteto teria concordado com a colocação da nova fonte.
🔹 No Início da Ordem de Trabalhos
No Início da Ordem de Trabalhos, o vereador do PS alertou para o facto de ter recebido duas agendas distintas para a mesma reunião:
• uma enviada a 30 de janeiro, respeitando os prazos legais;
• outra enviada a 2 de fevereiro, com menos de 24 horas de antecedência, contendo a inclusão de três novos pontos.
Considerando que esta alteração não cumpria os prazos legais e regimentais, o vereador do PS informou que não participaria na discussão, nem na votação desses pontos. A maioria do executivo decidiu considerar válida a agenda enviada a 2 de fevereiro, tendo o vereador do PS, por coerência, não participado na discussão e votação dos três pontos adicionados, enviados a menos de 24 horas de antecedência.
Já no decorrer da reunião, foi ainda solicitada a inclusão de um novo ponto relativo à aprovação do projeto de Cobertura Pedonal da Escola Dr. Artur Pimentel. O projeto foi entregue em mão ao vereador do PS durante a própria reunião, sem qualquer envio prévio. O vereador do PS por desconhecer totalmente o conteúdo do projeto e por coerência com a posição anteriormente assumida, votou contra a sua inclusão, defendendo que, deveria o assunto ter sido enviado atempadamente, ou não sendo possível, ser tratado em reunião extraordinária. O ponto acabou por ser incluído com o voto favorável dos restantes membros do executivo.
🔹 Ordem do Dia
Na Ordem do Dia, o vereador do PS votou favoravelmente todos os pontos constantes da agenda, com exceção do pedido de apoio de carácter social a um munícipe, no valor de 350 euros. Neste ponto, questionou a composição do Gabinete de Ação Social do Município, tendo o Presidente da Câmara recusado prestar essa informação. Verificando que o processo se encontrava assinado por pessoa sem vínculo profissional ao Município, o vereador do PS optou pela abstenção, por considerar que os apoios sociais são uma matéria sensível e sigilosa, devendo ser tratados exclusivamente por técnicos com vínculo ao Município.
🔹 O vereador do PS não faz oposição por oposição. Procura que a sua intervenção seja rigorosa, construtiva e útil, sempre em benefício de todos os Vilaflorenses.
📌 Para que isso seja possível, a informação objeto de deliberação tem que prestada atempadamente, rigorosa e transparente, condição essencial para uma boa decisão política, o que, infelizmente, não tem acontecido até à presente data.
Continuaremos a trabalhar com transparência, rigor, seriedade e compromisso, sempre em defesa dos interesses dos munícipes e do futuro de Vila Flor.