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Be Love 💌
17/05/2026

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A Deusa da Terra Mãe 🌿 Demeter Lethes Go
15/05/2026

A Deusa da Terra Mãe 🌿 Demeter Lethes Go

DEMÉTER 🌾
amor e morte no campo arado.

"Três vezes passara o arado pelo campo.
E no dia claro, perfumada e silenciosa, a terra tímida com seus sulcos abertos esperava pelas sementes.

No campo, Iasião esperava, de olhos postos a caminho.
As mãos solitárias agarravam-se uma à outra.

Os passos ansiosos mediam o solo. E o coração batia apressado, como se tentasse ao seu ritmo nervoso, impelir o tempo e antecipar a vinda da amada.

Ao longe, por fim, surgiu Deméter (Ceres) ardentemente esperada. Altiva e nobre, de braços abertos, dirigiu-se para Iasião. E até a noite fazer-se densa, ficaram os dois no campo. Profundamente enamorados.

(A terra, três vezes arada à espera das sementes, oculta na escuridão, vibrou sobre os amplexos).

Intensa poderia ser a felicidade, pois bastante grande era o amor, não tivesse Zeus (Júpiter) sabido da bela aventura, que, por obra sua, de repente acabou.

Porque o Senhor do Olimpo, que também votava a Deméter intenso afeto, estremeceu de ciúmes ao descobrir seus encontros com o mortal.

Preparou, então, um raio, dos mais certeiros e violentos que sabia fabricar, e sem erro arremessou a arma sobre Iasião.

(Os sulcos do campo três vezes arados receberam os últimos suspiros do herói. As tristes lágrimas da Deusa. E as sementes).

Do breve encontro, iniciado no espanto da descoberta, mantido na intensidade da emoção, e bruscamente cortado pelo ódio, Deméter enlutada reteve com lembrança um filho, Pluto, nome que significa riqueza, e, naqueles tempos muito antigos, rico era quem tivesse mais frutos da terra.

Para dividir entre os homens os benefícios dessa riqueza, Deméter mandou seu filho viver entre eles e ajudá-los.

Pluto, benevolente, nascido do amor no meio do campo, saiu pelo mundo. A mãe orgulhosa de seu fruto, viu-o abraçar o primeiro passante e cumulá-lo de opulências. Então sorriu e suspirou.

(Das sementes lançadas nos sulcos da terra, brotou a riqueza, em lembrança de grande e infortunado amor).”

-Deusa Deméter; Deusa Terra-Mãe

Dia da Espiga 🌽 Lethes Go
14/05/2026

Dia da Espiga 🌽 Lethes Go

DIA DA ESPIGA

Hoje celebra-se o Dia da Espiga, um costume popular que se festeja sempre na quinta-feira da Ascensão, sendo por isso uma festa móvel.
A quinta-feira de Ascensão celebra a subida de Jesus ao Céu, quarenta dias depois de ter ressuscitado.
Foram quarenta dias após a Ressurreição, que Jesus apareceu pela última vez aos seus discípulos, em Jerusalém, e os levou ao Monte das Oliveiras.
Depois de lhes ter renovado a promessa do Espírito Santo, ergueu as mãos ao céu e abençoou-os. Depois, começou a elevar-se no ar e desapareceu.
Foi então que apareceram dois anjos a anunciar que Jesus regressaria. Os discípulos deixaram o Monte das Oliveiras e regressaram a Jerusalém.
Acredita-se que este costume nasceu de um antigo ritual cristão, de abençoar os primeiros frutos do ano.
Por ter uma ligação com a Natureza, pensa-se que este costume vem de ainda mais atrás no tempo, estando ligado a antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque ao meio-dia, tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam".
Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais.

Cada elemento que compõe o ramo simboliza um desejo:

ESPIGA - o desejo que haja pão, que nunca falte comida.
OLIVEIRA - que haja paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz divina. (antigamente as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite)
PAPOILA - que haja alegria, amor e vida
MALMEQUERES branco e amarelo - ouro e prata
ALECRIM - saúde e força
VIDEIRA- vinho e alegria

O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado dentro de casa, atrás da porta."

Provérbio:
Se chover na quinta feira de Ascensão, as pedrinhas darão pão.

Via

Aqueles momentos de Natureza no Bom Caminho 🌈
11/05/2026

Aqueles momentos de Natureza no Bom Caminho 🌈

Maio 🌼 Lethes Go
07/05/2026

Maio 🌼 Lethes Go

Maio, maduro maio 🎧

JOSÉ AFONSO

MAIO, MADURO MAIO

Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou

Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul

Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar

Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu'importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça vamos lutar

Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu

*
Maio, Maduro Maio é uma música do Álbum Cantigas de Maio, lançado em 1971
de Santos Melo (no YT)

*

(LT e CC)

Culto à Natureza 💚🌼 Lethes Go
06/05/2026

Culto à Natureza 💚🌼 Lethes Go

🌿SILVANO E O CULTO À NATUREZA NA MITOLOGIA ROMANA

Na religiosidade romana, a natureza foi cultuada de modo profundamente vinculado à vida cotidiana, especialmente nas áreas rurais.

Entre as divindades agrárias, Silvano se destacou como protetor dos campos, florestas e rebanhos. De origem itálica,ele é uma figura que encarna a ligação entre os romanos e o mundo natural ordenado, sendo associado à fertilidade da terra, à proteção das fronteiras agrárias e à prosperidade dos espaços campestres.

Silvano (em latim, Silvanus) é tradicionalmente representado como uma figura masculina, barbada, vestindo trajes rústicos, por vezes acompanhado de cães ou coroado por ramos.

Ele é, por excelência, o guardião dos bosques e das terras cultivadas, sendo também o protetor das fronteiras dos campos (termini) e dos rebanhos domésticos.

Como tal, ele cumpre um papel essencial na religiosidade dos camponeses e pastores, mais do que nas práticas urbanas ou estatais.

Sua atuação não era limitada ao aspecto agrícola,ele era também uma divindade liminar, que protegia o espaço humano da intrusão dos elementos selvagens, funcionando como um mediador entre o civilizado e o natural.

Ao contrário dos grandes deuses do panteão romano cujos templos dominavam os fóruns, o culto a Silvano era essencialmente privado, doméstico e rural.

Era comum encontrar pequenos altares dedicados a ele nas margens de bosques, em clareiras, ou ao lado de campos lavrados, geralmente marcando os limites das propriedades.

As oferendas feitas ao deus eram, em geral, simples e naturais: leite, vinho, frutas frescas, pães, bolos de cereais e ramos.

O sacrifício de animais era raro, mas, quando realizado, visava garantir a proteção do gado e a frutificação das colheitas.
Era comum consagrar um porco ou um cordeiro em datas agrícolas específicas.

Segundo Varrão (De Re Rustica), os camponeses dedicavam ao deus três oferendas principais: um ramo de oliveira, um punhado de trigo e um pouco de vinho, elementos que representavam a paz, a abundância e a comunhão com a terra.

Embora não houvesse uma festividade estatal exclusiva para Silvano, algumas datas eram consideradas propícias ao seu culto, como os Feralia (festivais ligados aos mortos e aos espíritos da terra) e os Ambarvalia, nos quais os campos eram circundados por procissões para pedir boas colheitas.

Em algumas regiões, realizavam-se ritos noturnos em bosques sagrados, com procissões à luz de tochas.

🧿- Silvano e as Correspondências culturais:

🌿 Sileno e Pan (Grécia Antiga)

Na mitologia grega, figuras como Sileno, o velho sábio e bêbado seguidor de Dioniso, e Pan, deus dos bosques e dos pastores, compartilham com Silvano traços simbólicos.

Sileno é o representante da sabedoria natural e extática, frequentemente retratado como um ser grotesco e embriagado, mas dotado de saber profundo.
Já Pan, com sua natureza híbrida (meio homem, meio bode), é o guardião das florestas, dos pastores e do erotismo rústico.

Silvano, embora mais sóbrio e agrícola, foi sincretizado com essas figuras durante o período helenístico, especialmente nos círculos urbanos que absorveram o imaginário grego.

A iconografia romana posterior mostra Silvano com traços de Pan, como chifres e patas de bode, embora sua função original fosse distinta.

🌿Deidades Celtas dos Bosques

Entre os celtas, divindades como Cernunnos, o "Senhor dos Animais" e das florestas, revelam paralelos com Silvano.

Cernunnos é frequentemente representado com chifres de cervo, sentado em posição de meditação ou cercado por animais. Sua função como guardião da natureza e símbolo de fertilidade aproxima-o de Silvano.

As práticas rituais celtas também incluíam ofertas naturais em bosques sagrados, bem como a marcação simbólica de territórios com estelas ou pedras, algo semelhante aos termini de Silvano.

Texto e organização:
👨🏽‍🏫 Klaus Dante

🌺 Liberdade Lethes Go
06/05/2026

🌺 Liberdade Lethes Go

MIGUEL TORGA, POETA PORTUGUÊS

LIBERDADE

— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.

Diário XII
Miguel Torga*

Leituras Livres

* Miguel Torga (1907-1995) é um dos mais importantes escritores e poetas portugueses do século XX. Foi laureado com o prêmio Camões em 1989. (Note-se que foi um pseudônimo adotado por Adolfo Correia da Rocha, médico, identidade verdadeira de Torga).

**Este poema de Torga costuma ser bastante publicado no dia da Revolução dos Cravos.

Nossos Amigos 💚 Lethes Go
09/04/2026

Nossos Amigos 💚 Lethes Go

🌿 INSETOS BENÉFICOS PARA O JARDIM 🌿

1️⃣ Joaninha
Alimenta-se de pulgões e cochonilhas, ajudando no controle natural de pragas

2️⃣ Crisopa-verde
Suas larvas consomem diversos insetos prejudiciais às plantas

3️⃣ Louva-a-deus
Predador natural que contribui para o equilíbrio do ecossistema

4️⃣ Abelha
Polinizadora essencial para a reprodução das plantas

5️⃣ Mamangá
Polinizador eficiente, especialmente em flores maiores

6️⃣ Borboleta
Auxilia na polinização e faz parte da biodiversidade do jardim

7️⃣ Libélula
Alimenta-se de mosquitos e outros pequenos insetos

8️⃣ Bicho-da-seda
Conhecido pela produção de seda e importância histórica

Endereço

Rua Manuel Espregueira, 95
Viana Do Castelo

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