PS Vagos

PS Vagos Partido Socialista - Concelhia de Vagos

Reflexão do Dia do trabalhador do nosso Pedro A. Neto  " Mas o trabalhador não existe separado do pai, da mãe, do filho,...
01/05/2026

Reflexão do Dia do trabalhador do nosso Pedro A. Neto

" Mas o trabalhador não existe separado do pai, da mãe, do filho, do cuidador, da pessoa.

Trabalhar com dignidade é também poder viver com dignidade. E viver com dignidade é ter tempo — para os outros e para nós.

Os nossos filhos hão-de crescer e um dia perguntar-nos o que fizemos com o tempo que tivemos. Oxalá não tenhamos de dizer que o gastámos todo a dar o litro para outros, sem lhes termos guardado uma gota "

Um feliz dia do trabalhador a todos!

Cinco vozes têm a palavra na TSF, durante a tarde. O professor universitário Rodrigo Tavares, a atriz e encenadora Sara Barros Leitão, a professora e comunicadora Paula Cordeiro, o especialista em direitos humanos Pedro Neto e o advogado António Garcia Pereira. São opiniões que vão além da e...

Discurso do representante do PS na sessão solene de comemoração dos 52 anos do 25 de abril de 1974Senhor Presidente, Sen...
27/04/2026

Discurso do representante do PS na sessão solene de comemoração dos 52 anos do 25 de abril de 1974

Senhor Presidente, Senhores Deputados.
Senhor Presidente da Câmara e Senhores Vereadores
Caríssimos Vaguenses

Portugal será o mais antigo Estado da Europa, com quase 9 séculos de fundação e a sua História regista acontecimentos muito relevantes, que foram transformados em feriados nacionais.

A restauração e a independência nacional, em 1640 e a implantação da República, em 1910, são datas importantíssimas, mas que se perdem no tempo. Para nós são valores adquiridos, porque sempre vivemos numa República e sempre tivemos a independência nacional como dado certo.

O 25 de abril de 1974, data igualmente importante da nossa História, está apenas a 52 anos do presente momento: alguns de nós já eramos nascidos, já cá estávamos e alguns outros, mais antigos, viveram períodos signif**ativos das suas vidas antes de 1974. Alguns de nós, portanto, conhecem por experiência própria o antes e o depois.

Para Simone de Beauvoir “o estudo de um caso particular é mais esclarecedor do que respostas abstratas e gerais”. E, nesse sentido, apresentar a nossa experiência é iluminar a dos outros, abrir portas à reflexão do que que se viveu, do que aconteceu e por que aconteceu.

Na manhã radiosa de 25 de abril de 1974, uma quinta-feira que me ficou gravada na memória, eu era um jovem estudante do penúltimo ano do ensino secundário, tinha quase 17 anos e frequentava o Liceu Nacional de Aveiro. Era um jovem do meu tempo: vivia o presente, como qualquer um, mas já pensava o futuro. E preocupava-me o futuro, porque o presente era cinzento, de um país parado no tempo e sem horizontes de esperança.

Recorro à minha memória, trazendo dados e situações que melhor podem dar a conhecer o país anterior a 1974.

Frequentei a Escola Primária e, da minha turma de quase 30 alunos, apenas eu segui para o Liceu, não por ser o mais inteligente, mas por vir de um nível social superior aos restantes. Os meus colegas de então ou fizeram o 5º e 6º anos na Telescola (ensino à distância utilizado por países pobres), ou foram logo trabalhar para a agricultura, ou para “as obras”. Isto com 11, 12 anos e executando trabalhos pesados. Vejo uma fotografia da minha turma desse tempo: todos eramos pobres, pouco cuidados, malvestidos e alguns com cara de fome.

O Liceu de Aveiro era a única escola pública oficial de todo o distrito, para além de meia dúzia de Escolas Comerciais e Industriais que preparavam quados técnicos. Era altamente elitista, segregadora e exigente. À mínima falha era punida com processos disciplinares e expulsões.

Nós, os alunos, estávamos bem conscientes do nosso futuro: iríamos para a Universidade num curto prazo, mas logo a seguir esperava-nos a guerra colonial, ser carne para canhão.

A única esperança era sair do país, ir para o estrangeiro. Mas até isso era impossível, por exigir licença militar, que nunca nos seria concedida. Por isso, sair de Portugal, só ilegalmente, ou “a salto”, como então se dizia. Vivíamos aprisionados no nosso próprio país, dentro das nossas fronteiras.

Pouco se falava nos mortos da guerra colonial, porque a Censura impedia quase tudo; mas não conseguiu evitar a chegada da urna do Nelson Soares, um alferes miliciano de Oliveira do Bairro, morto na Guiné, estudante universitário, futebolista e de quem todos gostávamos. A sua chegada dentro de quatro tábuas foi um enorme choque coletivo e que ainda hoje me comove.

Eu sou filho de professores primários, funcionários públicos, que para serem admitidos tiveram de fazer por escrito o seguinte juramento: “Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição de 1933, com ativo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas”. “.

Ninguém da minha família concordava com o regime, mas as críticas f**avam dentro das paredes de casa: “não se diz lá fora, porque até as paredes têm ouvidos”. E tinham mesmo: após o 25 de abril, com a divulgação da lista, vim a saber que algumas das pessoas da aldeia com quem

convivia, eram informadores da PIDE, pagos pelas suas denúncias. Vivíamos num clima de medo. Disse-me o meu pai, um dia: “votei no Humberto Delgado, mas que ninguém sonhe…”

Lembro-me do 3º Congresso da Oposição Democrática, de abril de 1973: tentámos entrar em Aveiro (para ir à Barra, onde estávamos a construir uma casa) e tivemos de voltar para trás, porque a cidade estava cercada pela GNR. No dia seguinte, no Liceu, disseram-me os meus colegas que a Polícia de Choque tinha distribuído pancada da grossa a pessoas indefesas.

Também me lembro das “eleições” com aspas, sobretudo as de 1973, onde um familiar meu, médico de grande prestígio, se envolveu muito diretamente na minha zona, tentando ganhar as “eleições” na nossa terra. Os caciques locais com promessas e ameaças ganharam folgadamente. Foi uma grande desilusão e muita sorte houve em não ter sido preso. Era esta a liberdade que existia e a democracia que tínhamos.

Em 1975 e início de 1976, com 18 anos, tive um linfoma de Hodking, gravíssimo, praticamente mortal. Valeu-me a dedicação e competência do meu familiar médico e os tratamentos particulares numa clínica de Lisboa, pagos pelos meus pais. Da parte do Estado, nada existia e podia morrer à vontade. Felizmente, o Dr. António Arnaut, Ministro dos Assuntos Sociais do 2º Governo Constitucional, presidido por Mário Soares, criou o Serviço Nacional de Saúde (Lei 57/79), de que hoje tanto nos orgulhamos.

E era este o Portugal que tínhamos, um país pobre, atrasado, esmagador do cidadão, com mais de 30% de analfabetismo, onde se passava fome, onde não havia futuro. Não se podia ser feliz num país com uma ditadura política e económica como a que existia, o país mais pobre e atrasado da Europa.

Eu, que vivi 17 anos dominado por esta ditadura obsoleta e que assisti à miséria e à dominação de um povo, acho incompreensível a opinião de alguns protofascistas sobre a necessidade de 3 Salazares. Portugal não precisa de ditadores: precisa de assumir a sua História, que inclui dezenas de levantamentos antifascistas, entre 1926 e 1974, com o objetivo da libertação do Povo.

O 25 de abril abriu portas à esperança, com a sua triologia, os 3 DDD do MFA: democratizar, descolonizar e desenvolver. Com maior ou menor dificuldade, lá foram sendo atingidos.

Para terminar, vem uma referência à minha geração e à forma como os valores do 25 de abril moldaram a nossa personalidade. Em 1974 eramos jovens idealistas, tínhamos bem consciência das grandes injustiças sociais existentes e da necessidade de mudança. Com o 25 de abril criou-se em nós a esperança duma sociedade perfeita e essa esperança nunca desapareceu do nosso subconsciente.

E é por isso que muitos de nós, já numa fase em que deveríamos estar confinados em zonas de conforto, continuamos, com idealismo – agora um idealismo mais realista – a lutar por uma sociedade melhor e mais justa.

Viva o 25 de abril, com a sua utopia, mas também com os seus valores de democracia, liberdade, justiça social e estado social.

Viva o 25 de abril

Esta sexta-feira realiza-se mais uma Sessão da Assembleia Municipal de Vagos.A participação cívica é essencial para uma ...
20/02/2026

Esta sexta-feira realiza-se mais uma Sessão da Assembleia Municipal de Vagos.

A participação cívica é essencial para uma democracia local mais forte, mais transparente e mais próxima das pessoas.

Acompanhe, participe e informe-se. Vagos constrói-se com todos.

SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL | 20 DE FEVEREIRO DE 2026

Realiza-se esta sexta-feira, 20 de fevereiro, pelas 18h30, no Auditório do Centro de Educação e Recreio de Vagos, a Sessão Ordinária da Assembleia Municipal.

Consulte a ordem de trabalhos em: https://bit.ly/AMV-SO-20-Fevereiro

Habitação não pode ser um privilégio. Tem de ser um direito.Um parecer pedido pelo Parlamento conclui que as propostas d...
08/02/2026

Habitação não pode ser um privilégio. Tem de ser um direito.

Um parecer pedido pelo Parlamento conclui que as propostas do Governo para a habitação promovem uma oferta acessível apenas aos 3% mais ricos, desincentivando soluções a preços comportáveis para a maioria das famílias.

Portugal precisa de um Governo para todos, não apenas para quem já tem mais.

Em Vagos e no país, o PS defende políticas públicas que garantam habitação digna, acessível e justa, para jovens, famílias trabalhadoras e classe média.

A habitação é um pilar da coesão social.
Não pode f**ar refém de políticas que aprofundam desigualdades.

O que foi criticado em 2023 é hoje usado e ampliado pelo atual Governo.Quando a opinião muda conforme o cargo, não é evo...
02/02/2026

O que foi criticado em 2023 é hoje usado e ampliado pelo atual Governo.

Quando a opinião muda conforme o cargo, não é evolução política.
É falta de credibilidade.

Foi tornada pública a revogação de uma decisão municipal que previa a aquisição de obras de arte em madeira para espaço ...
16/01/2026

Foi tornada pública a revogação de uma decisão municipal que previa a aquisição de obras de arte em madeira para espaço público, envolvendo um investimento signif**ativo de recursos públicos.

Perante isso, colocam-se algumas questões simples e legítimas:
– Porque motivo foi necessária a revogação da decisão?
– Onde podem os cidadãos consultar a informação que a sustentou?

A valorização da cultura é importante, mas a transparência e o rigor nos procedimentos são essenciais para a confiança dos munícipes.

Ficou sem efeito a aquisição de 20 obras de arte da autoria do escultor Paulo Neves encomendadas pela Câmara de Vagos. O atual executivo, a que preside Rui Cruz (PSD), deliberou pela revogação da aquisição de duas dezenas de obras de arte, em madeira, para espaço público, ao preço unitári...

Em 2024, foi prometido médico de família para todos até ao final de 2025. A realidade diz outra coisa: 2025 terminou com...
16/01/2026

Em 2024, foi prometido médico de família para todos até ao final de 2025. A realidade diz outra coisa: 2025 terminou com mais 1,56 milhões de portugueses sem médico de família.

Na saúde, como em tantas outras áreas, não se governa com anúncios: governa-se com políticas ef**azes e respeito pelas pessoas.

O SNS precisa de investimento, planeamento e valorização dos profissionais.

Os portugueses merecem respostas reais, não promessas falhadas.

A Assembleia Municipal aprovou um pacote fiscal exigente porque Vagos foi empurrado para esta situação por anos de má ge...
12/01/2026

A Assembleia Municipal aprovou um pacote fiscal exigente porque Vagos foi empurrado para esta situação por anos de má gestão do PSD.

O PS esteve, está e estará sempre ao lado das pessoas que não deviam pagar os erros de quem governou mal.

Extraído do Jornal O Ponto

O Museu do Brincar devia servir para elevar o nome de Vagos, valorizar a sua identidade cultural e projetar o concelho a...
10/01/2026

O Museu do Brincar devia servir para elevar o nome de Vagos, valorizar a sua identidade cultural e projetar o concelho a nível nacional, não para o denegrir com polémicas sucessivas.

Se o acervo tivesse sido devidamente inventariado e avaliado, como o PS sempre defendeu, muitas das situações que hoje geram desconfiança, conflito e exposição negativa teriam sido plenamente evitáveis.

Estamos a falar de património cultural, de dinheiro público e de uma marca que levou Vagos a todo o país.
Isto exige rigor, transparência e bom senso.

O PS apela a todos os intervenientes para que prevaleça a responsabilidade institucional e o respeito pelo concelho.
O Museu do Brincar deve unir, valorizar e projetar Vagos, nunca o contrário.

Vagos merece mais rigor.
Vagos merece mais bom senso.

Câmara de Vagos não sabe o que foi retirado. Antigos dirigentes dizem que era uma coleção privada de máscaras.

03/01/2026

❗️Mais bebés a nascer fora dos hospitais.
❗️Mais idosos a morrer sem resposta atempada.
❗️Urgências que continuam a encerrar.
❗️Um Serviço Nacional de Saúde cada vez mais fragilizado.

Isto não são apenas números.
São vidas. São famílias. São pessoas também em Vagos e na nossa região.

Quando as urgências do Hospital de Aveiro fecham, quem paga são os vaguenses.
Quando faltam médicos e respostas, é a nossa população que f**a mais desprotegida.

❓O que está a falhar?
Onde está o Governo quando as pessoas mais precisam?

O PS Vagos está e estará ao lado das pessoas, a defender o SNS, a exigir respostas e a lutar por cuidados de saúde dignos para todos.

Endereço

Tv. Da República
Vagos
3840-456

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