02/09/2026
🗣 Artigo de opinião de Vera Bártolo, Vogal da CPS do PSD Tomar
Mudar com Estratégia
Falar de estado do concelho passa obrigatoriamente pelo estado das suas instituições e o pleno funcionamento da Câmara Municipal de Tomar (CMT) é pilar fundamental para um bom desenvolvimento do Concelho. Uma instituição como a CMT tem de operar com estratégia, processos e sobretudo pessoas, os verdadeiros motores que fazem acontecer diariamente.
Uma liderança ef**az e uma gestão transparente são os vetores que como cidadãos mais facilmente apelamos, mas poderá isto ser feito sem uma boa gestão de recursos humanos?
A reorganização orgânica e administrativa encetada pelo novo executivo vai muito além de uma nova estrutura de departamentos e de mapa de pessoal, passa sobretudo pela valorização das pessoas que compõem esse mapa e departamentos. Compreender o que cada um faz, porque o faz, se se sente confortável nas suas funções e no caso de não estar a que se deve (falta de formação, problemas ergonómicos, ambiente de trabalho). E assim, tentar dar resposta adequada, gerando melhores condições físicas e psicológicas para o trabalho de cada um, conceder melhor formação e colocar cada recurso onde ele se sente mais capaz e valioso. Porque um funcionário dotado de competência e autonomia produz mais e melhor e valoriza os resultados do seu departamento, não só de uma perspetiva mecanicista, mas também com impacto na opinião pública e no servir dos munícipes.
Recrutar com critério e as escolhas de recrutamento refletirem missão, valores e visão da instituição, num esforço combinado para acrescentar valor a cada departamento é também essencial à celeridade e eficiência de processos.
E é esta revolução de liderança de recursos humanos que se tem verif**ado nos últimos meses. Esta preocupação vem também acompanhada de proporcionar aos trabalhadores boas condições a nível tecnológico, o que favorece as tarefas diárias, mas favorece sobretudo o utilizador final, o munícipe, que vê os seus processos aconteceram com mais rapidez e vê acontecimentos simples do dia-a-dia, da vivência em sociedade, a serem resolvidos, porque já não são precisos mil papéis e outras tantas assinaturas para que pequenas situações encontrem resolução.
O caminho está ainda a ser feito e há, naturalmente, ainda coisas por melhorar. Mas é importante reconhecer quando uma instituição começa a mudar por dentro e essa mudança começa a sentir-se por fora. Os números do Urbanismo são apenas um exemplo de uma transformação que deve ser avaliada não apenas pela redução dos tempos de resposta, mas sobretudo pela confiança que devolve aos cidadãos. Entre janeiro e abril de 2026, a taxa de deferimento dos processos atingiu 88%; entre janeiro e junho foram analisados, em média, 184 novos requerimentos por mês e resolvidos 863 requerimentos antigos. São números que mostram trabalho, mas que, acima de tudo, representam pessoas que deixaram de esperar, projetos que avançaram e problemas que começaram finalmente a encontrar resposta.
É esta a verdadeira dimensão de uma Câmara Municipal não ser apenas uma estrutura administrativa, mas uma instituição ao serviço de quem vive, trabalha e investe no concelho. Quando se valorizam os trabalhadores, se simplif**am processos, se aposta na tecnologia e se exige uma liderança com estratégia e responsabilidade, ganha a instituição, mas ganha sobretudo Tomar. Porque uma Câmara que funciona melhor não é apenas uma boa notícia para a administração municipal, é também sinónimo de melhor qualidade de vida para todos os tomarenses.