13/08/2026
🏥 A SAÚDE DOS SILVENSES ESTÁ ACIMA DA IDEOLOGIA
O PSD Silves tomou conhecimento da posição divulgada pelo P*P sobre a criação da Unidade de Saúde Familiar Modelo C e considera importante repor a verdade dos factos e, sobretudo, colocar no centro da discussão aquilo que mais importa: a saúde dos silvenses.
Em Silves, cerca de um terço da população continua sem médico de família. Esta é uma realidade inaceitável, que se arrasta há anos e que tem consequências concretas na vida das pessoas.
O P*P identif**a corretamente este problema. Onde discordamos é na solução.
Defender o Serviço Nacional de Saúde não pode signif**ar defender que tudo continue na mesma. Se as soluções adotadas até agora não foram suficientes para garantir médico de família a todos os silvenses, então é responsabilidade dos decisores políticos procurar respostas adicionais.
É precisamente nesse contexto que surge a USF Modelo C.
Não estamos perante um cheque em branco a uma entidade privada. Estamos perante uma prestação de cuidados de saúde primários contratualizada pela Unidade Local de Saúde do Algarve, destinada a uma lista de 7.750 utentes, e sujeita às regras, orientações e sistemas de informação do SNS.
O próprio contrato estabelece que a USF-C deve assegurar a carteira básica de serviços das USF, articulando-se com as restantes unidades de cuidados de saúde primários da ULS Algarve.
Mais importante: os utentes do SNS têm acesso às prestações de saúde nos termos contratualizados, estando assegurada a articulação e continuidade dos cuidados.
Na USF, o utente não f**a simplesmente associado a um médico. F**a integrado numa equipa de saúde de referência, constituída por médico, enfermeiro e secretário clínico, permitindo uma resposta mais próxima, articulada e com continuidade no acompanhamento.
A unidade também não f**ará sem controlo.
A ULS Algarve acompanha, monitoriza e avalia a sua atividade, podendo realizar auditorias, solicitar informação, acompanhar indicadores e exigir medidas corretivas. A avaliação inclui acessibilidade, desempenho assistencial, satisfação dos utentes e eficiência.
E existem consequências financeiras quando os objetivos não são cumpridos. O contrato prevê penalizações relacionadas, entre outras matérias, com desempenho, utilização excessiva das urgências, referenciações pendentes, reclamações de utentes e incumprimento reiterado.
Por isso, a pergunta não deve ser simplesmente se a gestão é pública ou privada.
A pergunta deve ser: os cidadãos f**am melhor servidos?
Se esta solução permitir que 7.750 utentes tenham acesso regular a uma equipa de saúde de referência, melhorar a proximidade, reforçar o acompanhamento e contribuir para diminuir a pressão sobre as urgências, então estará a cumprir uma função de interesse público.
Também importa corrigir outra afirmação do P*P: a USF Modelo C não foi desenhada para retirar indiscriminadamente profissionais ao SNS.
O próprio contrato estabelece regras de incompatibilidade que impedem que os profissionais da equipa tenham ou tenham tido, nos três anos anteriores à candidatura, um vínculo contratual por tempo indeterminado ou sem termo ao setor público da saúde, salvo as exceções previstas.
Isto não signif**a que não possa existir qualquer mobilidade de profissionais no sistema de saúde. Signif**a, isso sim, que o modelo contratual contém mecanismos concretos para evitar que a entidade gestora simplesmente vá buscar ao quadro permanente do SNS os profissionais de que necessita.
O objetivo é aumentar a capacidade de resposta e captar profissionais para uma população que hoje não tem a resposta necessária.
E há uma questão que o debate político não pode ignorar:
Qual é a alternativa concreta para as pessoas que hoje não têm médico de família?
Todos gostaríamos de ter um SNS com profissionais suficientes, carreiras valorizadas e capacidade para assegurar diretamente todas as respostas. É esse objetivo que devemos continuar a perseguir.
Não podemos pedir aos cidadãos que esperem indefinidamente por uma solução ideal.
Entre ter acesso a uma equipa de saúde de referência através de uma solução complementar e continuar sem acompanhamento regular, a prioridade deve ser o cidadão.
Ao mesmo tempo, Silves precisa de uma estratégia de longo prazo para atrair e fixar médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde.
A contratação de profissionais é responsabilidade do Estado e da ULS, mas um Município pode e deve contribuir para tornar o concelho mais atrativo para quem aqui trabalha e quer construir a sua vida: habitação, creches, escolas, mobilidade, qualidade de vida e integração das famílias são também políticas de fixação de pessoas.
Precisamos de médicos e enfermeiros que não apenas passem por Silves, mas que escolham Silves para viver, trabalhar e criar raízes, criando uma relação de continuidade com as comunidades que servem.
Essa deve ser a ambição.
A USF Modelo C não é a solução definitiva para todos os problemas da saúde em Silves. É, contudo, uma resposta concreta para um problema urgente.
O PSD Silves está e estará solidário com todos os silvenses que continuam sem médico de família e comprometido em procurar, em conjunto com as entidades competentes, todas as soluções que permitam ultrapassar esta realidade. Nenhum cidadão deve ser deixado para trás no acesso aos cuidados de saúde.
O verdadeiro fracasso não é experimentar uma nova solução.
O verdadeiro fracasso seria continuar a aceitar como normal que cerca de um terço da população de Silves permaneça sem médico de família.
O PSD Silves defende um SNS forte, universal e acessível, e está comprometido com soluções concretas que permitam garantir mais médicos, mais proximidade e mais acompanhamento para toda a população.
PRIMEIRO ESTÃO AS PESSOAS.
Mais médicos.
Mais enfermeiros.
Mais proximidade.
Mais acompanhamento.
Mais saúde para Silves.
PSD SILVES