C.I.S.E. Centro de Interpretação da Serra da Estrela

C.I.S.E. Centro de Interpretação da Serra da Estrela Centro de Interpretação da Serra da Estrela

Qual o valor dos serviços dos ecossistemas na serra da Estrela?2.ª Oficina Colaborativa do Projeto SerE+Depois de identi...
11/06/2026

Qual o valor dos serviços dos ecossistemas na serra da Estrela?
2.ª Oficina Colaborativa do Projeto SerE+

Depois de identificarmos os serviços dos ecossistemas da serra da Estrela, chegou o momento de responder a uma questão fundamental: quanto valem os benefícios que a natureza nos oferece?

Na 2.ª Oficina Colaborativa, através de exercícios participativos e interativos, vamos quantificar o valor dos serviços dos ecossistemas em diferentes paisagens da serra da Estrela: das florestas aos campos agrícolas, dos prados aos rios.

📅 Data: 16 de junho (terça-feira)
🕤 Horário: 9h30–12h30 (seguido de almoço-piquenique)
📍 Local: CISE – Seia

Inscrições
Inscreva-se através do formulário online
https://forms.gle/vqoNTkBhG8JvJeA6A

A participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.

Junte-se a nós na valorização da serra da Estrela!

Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural Fundación "la Caixa" Banco BPI Estación Biológica de Doñana - CSIC Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes - ce3c

📍 Abertas as inscrições para a Festa da Transumância e dos Pastores!🐑No próximo dia 4 de julho, acompanhe os pastores da...
09/06/2026

📍 Abertas as inscrições para a Festa da Transumância e dos Pastores!

🐑No próximo dia 4 de julho, acompanhe os pastores da Serra da Estrela e cerca de 3.000 ovinos na subida às pastagens de altitude da montanha.

Uma oportunidade para percorrer os antigos caminhos da transumância, conhecer de perto a atividade pastoril e viver uma das mais genuínas tradições da Serra da Estrela.

🍞 Merenda do Alforge na Póvoa Velha
🥘 Almoço com os pastores na Senhora do Espinheiro
🎶 Animação cultural
🐑 Chegada dos rebanhos ao Sabugueiro

⚠️ Inscrições limitadas a 100 participantes

👉 Inscreva-se aqui: https://visitseia.pt

Tapetes floridos pioneiros de musgos e gramíneas anuais (Bryum alpinum com Holcus durieui  Os nichos ecológicos ocupados...
08/06/2026

Tapetes floridos pioneiros de musgos e gramíneas anuais (Bryum alpinum com Holcus durieui

Os nichos ecológicos ocupados por tapetes do musgo, Bryum alpinum, localizam-se, habitualmente em altitude, sobre bancadas graníticas algo inclinadas, com substrato arenoso/limoso e polidas pelos glaciares.

Nestes afloramentos, a água resultante do degelo, da chuva ou das dinâmicas de ressurgência e/ou ressumantes e ressumbrantes, sazonais ou permanentes, escorre lentamente e/ou acumula-se.

No inverno comportam-se como camas criopreservadoras,
congelam e conservam sementes no período frio. Com a primavera entrada, combinada com a subida da temperatura, a retenção e condução de calor pelas rochas, a disponibilidade hídrica reservada na esponja muscinal e o calor específico elevado da água, ocorre o regresso da flora de ciclo anual.

Florescem, entre outras plantas, a erva-molar-da-serra (Holcus durieui), gramínea ibérica e Sedum maireanum que, com o rosa das flores, pinta o musgo verde acastanhado que para além da Ibéria alcança Marrocos e a Argélia.

No Verão o calor e a seca desidratam e encolhem a “boa cama” que servirá de banco de sementes e câmara letargica para o regresso da flora na estação favorável.

Os musgos desempenham, desta forma, funções relevantes como o armazenamento de água, prevenção da erosão, formação de solo e génese de habitat e refúgio para outros organismos.

Anisoplia baetica: três em um!Anisoplia baetica é um pequeno escaravelho, com apenas cerca de 1 cm de comprimento, endém...
07/06/2026

Anisoplia baetica: três em um!

Anisoplia baetica é um pequeno escaravelho, com apenas cerca de 1 cm de comprimento, endémico da Península Ibérica e presente na serra da Estrela, em prados de baixa altitude.

A espécie apresenta três formas de coloração distintas: uma com élitros laranja, outra com manchas laranja sobre fundo preto e uma terceira com élitros totalmente pretos. Apesar destas diferenças, a cabeça, o pronoto e as patas são sempre pretos.

Os adultos podem ser observados sobretudo entre maio e julho, alimentando-se do pólen das gramíneas. Durante este período, os machos sobem para caules mais altos, podendo ser vistos em posições por vezes acrobáticas enquanto tentam detectar as fêmeas através das suas feromonas. As larvas vivem no solo, onde se alimentam de raízes e de matéria vegetal em decomposição.

Este é mais um exemplo de como a biodiversidade da serra da Estrela está repleta de pequenas espécies fascinantes que passam muitas vezes despercebidas.

A giesta sarapintada da serra da Estrela A giesteira-das-serras (Cytisus striatus) é a giesta de flores amarelas mais co...
04/06/2026

A giesta sarapintada da serra da Estrela

A giesteira-das-serras (Cytisus striatus) é a giesta de flores amarelas mais comum no Norte e Centro de Portugal. A expansão, mais recente, deve-se ao abandono agro-silvo-pastoril e consequente despovoamento rural.

Faz parte dos matos recolonizadores, das áreas de carvalhal/pinhal percorridas por incêndios, que antecedem e/ou acompanham a regeneração da floresta nativa, no processo de sucessão ecológica das comunidades vegetais.

Numa área partilhada com a giesta-branca (Cytisus multiflorus), a giesta-das-sebes (Cytisus grandiflorus), a giesta-das-vassouras (Cytisus scoparius) e pelas aparentadas giesta-piorneira (Genista florida) e piorneira-de-folhas-pequenas (Genista cinerascns), surgem meia dúzia de exemplares da giesteira-das-serras com as características flores amarelas, mas que destoam das congéneres pelas máculas castanho-purpúreas ostentadas no par de pétalas laterais (asas).

No seio de uma paisagem de giestas, algo monótona, a natureza surpreendo-nos com plantas que ousam fugir às convenções, arquétipos e modelos que temos como certos e adquiridos.
Esta característica poderá conferir a estas giestas-das-serras um potencial interesse ornamental!

🌿 Damos o próximo passo no SerE+Na 2.ª Oficina Colaborativa vamos trabalhar uma questão central: 👉 quanto valem, afinal,...
03/06/2026

🌿 Damos o próximo passo no SerE+

Na 2.ª Oficina Colaborativa vamos trabalhar uma questão central:
👉 quanto valem, afinal, os serviços que a natureza nos oferece?

Através de exercícios interativos, vamos quantificar o valor dos serviços dos ecossistemas em diferentes paisagens da serra da Estrela -> das florestas aos campos agrícolas, dos prados aos rios.

📅 16 de junho
⏰ 9h30–12h30 (seguido de almoço piquenique)
📍 CISE – Seia

👉 Inscreva-se através do formulário online
https://forms.gle/vqoNTkBhG8JvJeA6A

A participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.

🌿 Junta-te a nós na valorização da serra da Estrela!

Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural Fundación "la Caixa" Banco BPI Estación Biológica de Doñana - CSIC Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes - ce3c

Entre 22 e 31 de maio, o CISE acolheu uma residência integrada no terceiro trimestre do mestrado Food & Art altMA 2025–2...
02/06/2026

Entre 22 e 31 de maio, o CISE acolheu uma residência integrada no terceiro trimestre do mestrado Food & Art altMA 2025–27, com curadoria da Space Transcribers. A iniciativa promoveu uma experiência de descoberta das paisagens naturais e culturais da montanha, incentivando o encontro entre diferentes perspetivas, práticas e formas de habitar o mundo.

Ao longo de uma semana, 32 participantes de diversas nacionalidades (Estados Unidos, México, Noruega, Alemanha, Reino Unido, Islândia, China, Canadá, Índia, Venezuela, Indonésia, Países Baixos, Bélgica e Vietname) exploraram a montanha através de caminhadas interpretativas, workshops, observação de campo, palestras, refeições coletivas e momentos de reflexão.

Entre os temas abordados destacaram-se a biodiversidade, a transumância e a Expedição Científica à Serra da Estrela de 1881. Através de uma experiência de aprendizagem, orientada pela historiadora Helena Gonçalves Pinto e por técnicos do CISE, os participantes foram convidados a cruzar diferentes dimensões da paisagem e do território, explorando as suas relações com a biodiversidade, a história e a cultura.

Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça – 1 de junhoEm 2011, o sobreiro (Quercus suber) foi declarado pela Assembleia da R...
01/06/2026

Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça – 1 de junho

Em 2011, o sobreiro (Quercus suber) foi declarado pela Assembleia da República como a Árvore Nacional de Portugal. Das planícies alentejanas, às encostas das serras algarvias e do norte e centro, forma ecossistemas cujo simbolismo; histórico, cultural, ambiental, ecológico, social e económico; marca a paisagem agroflorestal mediterrânica.

Cresce, preferencialmente, em áreas mais térmicas, mas abrigado das geadas intensas e da seca estival prolongada. É um carvalho de folha persistente com tronco e ramos revestidos por uma casca, espessa e esponjosa, com capacidade regenerativa, designada cortiça. Esta particularidade coevoluiu com o fogo e diferencia-o da azinheira, também de folha perene.

O sobreiro é uma das árvores mais importantes da nossa floresta. Portugal acolhe mais de um terço da sua área de distribuição e é o maior produtor mundial de cortiça. O setor representa cerca de 3% das exportações nacionais e 1% do PIB nacional.

A presença na serra da Estrela é comum. Com o presumível cenário das alterações climáticas deveria ser mais valorizado e favorecido, em função da sua maior adaptabilidade, num Planeta em mudança. Testemunho deste potencial são o sobreiro centenário, da aldeia da Cabeça, que tombou durante as últimas tempestades invernais e a regeneração abundante que se observa.

Nichos de nivação, vulgo geleiras ou neveirosO maciço culminante da Serra alberga formas de relevo, de origem crionival,...
29/05/2026

Nichos de nivação, vulgo geleiras ou neveiros

O maciço culminante da Serra alberga formas de relevo, de origem crionival, em pretéritos ambientes periglaciários. Locais, onde o efeito conjugado da exposição, do substrato e da topografia foram, e são, determinantes para a persistência tardia da neve e, até há poucas décadas, para a perenidade do gelo no planalto cimeiro.

A presença de nevados, por períodos longos, em locais sombrios e abrigados dos ventos dominantes, levou à génese de concavidades em forma de co**ha. Designadas por nichos de nivação e localmente por geleiras (neveiros) são de extensão reduzida e surgem embutidos em vertentes e/ou áreas aplanadas, onde a neve se demora.

A sazonalidade do gelo-degelo leva à alteração do substrato e à dinâmica e transporte dos sedimentos, depositando-se, os materiais mais finos na base do nicho contribuindo para a formação de solo, retenção de humidade e manutenção do nível freático elevado.

Estas áreas mal drenadas permitem a instalação de prados e turfeiras. A vegetação colonizadora e a turfa possuem condutividade térmica baixa, reduzindo o aquecimento do solo no verão e favorecendo o arrefecimento no Inverno, convertendo estes biótopos no último reduto, de plantas raras e ameaçadas, como o carriço-da-estrela (Carex lucennoiberica), planta criticamente ameaçada e, em Portugal, restrita à Estrela.

Relatos de agosto de 1800, do último quartel de 1800 e do primeiro de 1900 atestam a perenidade do gelo e corroboram os trabalhos do geólogo Lautensach (1929 e1932):

“Vimos nos picos mais altos, nas fendas das rochas e nos vales, considerável quantidade de neve com 100 a 200 passos de comprimento e 10 a 12 pés de espessura, e que não podiam derreter este ano; porque o calor só é sentido nesses locais por algumas horas; as manhãs são frescas e as noites muito frias. A neve não se encontra sobre os planaltos mais elevados, mas sim nos precipícios. Os pastores disseram-nos que a neve costuma ficar o ano todo nos vales, …no entanto, ninguém se lembrava de ter visto uma quantidade tão considerável……como este ano.”

“…passava um homem, vindo da Serra, que trazia às costas um grande bloco de neve, com destino ao Club da Covilhã, que a emprega para preparar os refrescos. …ganha 1$000 réis diários,… e vae buscar a neve à Gelleira, único local em que se encontra o gelo n’esta éphoca…”.

“Um pouco abaixo, ao Covão das Portas, encontraram a geleira: único ponto onde n’esta epocha se encontra a neve. Alí a vimos n’uma extensão de uns 12 m por 4 m de largo com uma espessura de 0,46 cm. Estávamos sobre a neve no dia 15 de agosto de 1904 e a temperatura que era até então de 40 ºC passou imediatamente a 29 ºC.”.

Decorreu, ontem, no CISE e na Mata do Desterro, uma ação de sensibilização e controlo de espécies exóticas e invasoras (...
27/05/2026

Decorreu, ontem, no CISE e na Mata do Desterro, uma ação de sensibilização e controlo de espécies exóticas e invasoras (EEI).

Esta atividade integrada na Semana sobre Espécies Invasoras realizou-se no âmbito do projeto SerE+ (https://www.palombar.pt/pt/projetos/sere-2b-2025/) e foi orientada pela bióloga e investigadora, do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, Elizabete Marchante.

Marcaram presença cerca de 30 participantes, entre alunos do 11º ano de escolaridade da Escola Secundária de Seia, companheiros da Casa Santa Isabel de São Romão, sapadores do SMPCS e outros interessados nesta temática.

No CISE, a bióloga Elizabete Marchante realizou uma palestra sobre EEI. Mais tarde orientou uma atividade na Mata do Desterro, durante a qual, os participantes colocaram em prática algumas das práticas de controlo de mimosas. A mimosa (Acacia dealbata) e a austrália (Acacia melanoxyllon) são duas das EEI que mais fazem perigar a conservação das espécies de fauna e flora e os serviços dos ecossistemas na serra da Estrela.

Agradecemos aos participantes e à Elizabete Marchante a disponibilidade, o empenho e a partilha do conhecimento e da experiência sobre EEI.

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