13/05/2014
Para recordar o nosso manifesto de campanha... sempre actual!
O desenvolvimento de um concelho não dispensa nenhum território nem nenhum sector de actividade
A curto, médio e longo prazos, só o ordenamento do território permitirá sustentar e promover o desenvolvimento do nosso concelho. A fraca densidade populacional, bem como a pouca construção existente, impõem a inscrição de um “modelo correcto de desenvolvimento” com coragem e determinação duradouros.
Com modelos de desenvolvimento correctos, o nosso concelho criará mais emprego líquido, principal aposta que o próximo executivo terá que abraçar.
A dispersão da população do nosso concelho traz custos acrescidos mas constitui igualmente uma oportunidade. Ter os cerca de 340 km2 preenchidos pela população significa que teremos quem, numa primeira linha, zele pelo território em toda a sua extensão. Para tal, há que ter consciência da importância da multifuncionalidade da “actividade agrícola” bem como das externalidades positivas resultantes dessa actividade, quer estejamos a falar de sustentar, recriar ou regenerar a agricultura.
As zonas mais urbanas, nomeadamente a nossa cidade, terão obrigatoriamente que ser objecto de um ordenamento muito cuidado, de decisões difíceis, mas necessárias, que tenham sempre presente que é possível termos a cidade mais bonita do país, onde a convivência intergeracional seja desejada.
Essas decisões, que apelidei de difíceis, terão que ter como consequência, o aumento da população residente, factor determinante na afirmação do concelho no exterior, do aumento dos funcionários nos serviços descentralizados do Estado, da dinamização do comércio e da criação de emprego.
Por muito paradoxal que nos pareça, hoje em dia, desenvolver, ordenar e consolidar o espaço urbano ou aglomerações urbanas, é igualmente estruturar o espaço rural. Quando falamos em desenvolvimento na nossa região devemos ter sempre presente que estamos a falar no desenvolvimento urbano/rural, só assim se tem consciência de que a análise integrada é a única que nos pode trazer vantagens comparativas.
A dinâmica nos vários sectores de actividade não se determina por decreto, muito menos se deve padronizar. Normalizar é sufocar, estrangular, o desenvolvimento. Qualquer sector necessita de legitimidade, autoridade, motivação e competência, sob pena de fracassar e desiludir. Mas há que ter consciência que, na história de desenvolvimento dos povos, só existem 3 factores que são comuns a todas as situações de sucesso e um deles é a ligação do sector público ao sector privado, quando este estimula, motiva, mas, principalmente, quando reage favoravelmente aos estímulos dos privados.
Se o principal objectivo é o da criação de emprego líquido, o dever do sector público é o de criar condições, quer físicas, quer outras, por forma a que o sector privado possa crescer e desenvolver e, por consequência, criar postos de trabalho.
Nenhum sector de actividade, devidamente acauteladas as questões ambientais e enquadrado num “modelo de desenvolvimento correcto”, é incompatível com os demais sectores.
No nosso concelho há um sector de actividade que se encontra em bom grau de desenvolvimento, que é o turismo, principalmente devido às nossas termas. Muito foi feito, muito mais há a fazer.
A internacionalização das termas vai ser uma realidade mas internacionalizar as termas não chega, temos que internacionalizar o concelho através das termas.
A organização territorial entre as Termas e S. Pedro é determinante. O rio Vouga como elemento visual dessa ligação é a mais valia.
A história, a memória ainda possível de ser visitada, e revisitada numa cidade com tempo, como é a nossa, tem que ter todas as portas abertas para quem nos visita. A nossa cidade pode, e deve, ser uma cidade de cultura. Preservar algumas edificações, algumas zonas históricas, resolver certos problemas urbanísticos e pôr os rios ao dispor das pessoas, permitirá ter um turismo próprio, ao mesmo tempo que a ligação atrás referida, permitirá a circulação dos utentes por toda a cidade. Assim, também assim, estaremos a contribuir para o fortalecimento do nosso principal sector de actividade – o comércio.
Em relação à indústria, teremos que estar em condições de reagir favoravelmente às oportunidades que venham a acontecer. Num mundo dinâmico, temos que estar sempre disponíveis a aceitar novos desafios e acarinhar os existentes.
No sector primário o “triângulo de qualidade” agro-alimentar, agro-ambiental e agro-rural, é uma das áreas mais promissoras deste século, constituindo-se como projecto de vida que as novas gerações poderão assumir e protagonizar com a determinação e energia necessárias.
Para terminar importa realçar a importância do sentido de pertença - “a nossa terra”, factor de união que deve ser mobilizador para que o nosso concelho seja uma terra de oportunidades para quem cá vive e para quem, sendo sampedrense, gostasse de regressar.
Para tal, deveremos ser todos decisores do nosso futuro colectivo, através da participação activa, quer na apresentação de propostas, quer na intervenção em decisões de conjunto, porque a todos interessa e de todos depende.
O concelho é de todos nós!
Um abraço Amigo e até breve.