30/04/2026
𝐎 𝐑𝐚𝐝𝐚𝐫 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐒ã𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐥 𝐚𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐨𝐮-𝐬𝐞 à 𝐢𝐧𝐢𝐜𝐢𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐨 𝐋𝐚ç𝐨 𝐀𝐳𝐮𝐥 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨, 𝐩𝐫𝐨𝐦𝐨𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐂𝐨𝐦𝐢𝐬𝐬ã𝐨 𝐃𝐞 𝐏𝐫𝐨𝐭𝐞çã𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐫𝐢𝐚𝐧ç𝐚𝐬 𝐞 𝐉𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐝𝐞 𝐒ã𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐥 𝐞 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜í𝐩𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐒ã𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐥!
O mês de abril é dedicado à prevenção de maus-tratos na infância e na juventude. 🎗️💙
Importa referir que a nível nacional, considerando os últimos números disponíveis de 2024, foram feitas 58.436 comunicações de situações de perigo. A GNR é a entidade quem mais reporta, representado 40% das situações; a seguir surgem os estabelecimentos de ensino, com 18,5%. Quanto às situações de perigo, a grosso modo, a negligência representa a forma mais severa de vulnerabilidade, seguindo-se a violência doméstica e os abusos por maus tratos psicológicos e se***is. Distribuídos por escalão etário, os abusos verificaram-se predominantemente no escalão etário dos 15 aos 18 anos (27,5%), seguido do escalão etário dos 11 aos 14 anos. O escalão etário dos 0 aos 5 anos representa 22,6%.
Em relação aos dados de São Pedro do Sul, reportados no Relatório de Atividades da CPCJ do ano de 2025, nesse ano registaram-se 77 comunicações, tendo-se verificado, em relação ao ano transato, um aumento do total de processos com instrução e um aumento do número de processos ativos. À semelhança do que acontece ao nível nacional, são também a GNR (26 casos) e os estabelecimentos de ensino (15 casos) as entidades que mais sinalizam situações de perigo. Todavia, o maior número de sinalizações acontece de forma anónima, via email.
As situações de perigo mais comunicadas incidem sobre a exposição à violência doméstica, os conflitos familiares e o défice de competências parentais. Em relação aos escalões etários das crianças e jovens sinalizados, estas seguem a tendência nacional, sendo as idades correspondentes à adolescência as que mais se destacam (dos 11 aos 14, seguidas dos 15 aos 17 anos).
Estes números, gravosos e que nos deixam muito mal na fotografia, requerem uma consciência profunda como nos devemos relacionar em contexto familiar e o respeito que devemos ter uns pelos outros. O ato de educar, começa em nós próprios e na projeção que queremos dar no respeito mútuo e, sobretudo, no cuidar daqueles que são mais frágeis e que requerem toda a atenção do mundo no seu desenvolvimento enquanto seres humanos: que tod@s somos!