28/08/2019
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Foi noticiado que as empresas de transporte de passageiros pretendem suspender a venda de Passes 4_18, sub23 e Social+ por falta de pagamento do Governo.
Soube-se também que existe falta de pagamento dos ‘vouchers’ Mega aos livreiros, usados para adquirir manuais escolares gratuitos para todos os ciclos. Ainda há pouco tempo descobrimos que a dívida do Serviço Nacional de Saúde a fornecedores e credores havia aumentado 51.6% face a 2014.
Em áreas tão sensíveis como estas, o governo joga com o futuro dos mais frágeis, como é o caso das novas gerações e dos doentes, em mais uma finta do Ronaldo das Finanças.
E joga também com a sustentabilidade das empresas que pagam a tempo e horas os seus deveres para com o Estado, esperando e desesperando por receber o que lhes é devido.
O Estado socialista é um incorrigível, gastador, óptimo cobrador e péssimo pagador. Não podemos ter um Estado que aborda condutores nas rotundas para cobrar dívidas, quando ao mesmo tempo não paga o que deve. Um Estado fraco com os fortes e forte com os fracos é um Estado anti-social.
A JP reprova que as empresas que já sofrem na pele a maior carga fiscal de sempre ainda se vejam na situação de precários do Estado. A JP não aceita que os jovens, os estudantes e os doentes, entre outros sectores da sociedade afectados por estas manobras, estejam à mercê da contabilidade socialista.
Exigimos o pagamento imediato da verba em dívida aos prestadores de transporte. Exigimos também que o Estado passe a cumprir as suas obrigações com celeridade, a tempo em horas, não deixando os jovens, os estudantes e as empresas em suspenso perante a institucionalização do calote como política governativa.
Ao Primeiro-Ministro exigimos apenas que paguem o que devem.