24/03/2018
Hoje, dia 24 de Março, comemoramos o Dia do Estudante. Lembramos as Crises Académicas de 1962 e 1969, momentos cruciais na nossa história e que devem perdurar na nossa memória coletiva. Lembramos todos os estudantes que, durante o Estado Novo, opondo-se à ditadura e à opressão, reclamando uma voz própria e liberdade de expressão, não se resignaram e, mesmo que agredidos e detidos pela polícia do regime, lutaram por mais e melhores condições para os estudantes. Lembramos aqueles que se levantaram e pediram a palavra pelos estudantes, aqueles que não tiveram medo de se afirmar discordantes. Neste dia, para além de recordar todas essas figuras incontornáveis da nossa história, assinalamos a luta dos estudantes por mais e melhores condições.
A Juventude Socialista e os Estudantes Socialistas estão na frente desta luta. Reclamamos mais participação e mais representação dos alunos na gestão das suas instituições de ensino. Reclamamos a Propina Zero, pela importância do Ensino Superior para o desenvolvimento do nosso país e para que a frequência do mesmo não seja condicionada pelo contexto socioeconómico do estudante. Reclamamos mais condições para o Ensino Artístico e para o Ensino Profissional, ensinos tão importantes como o ensino regular e que merecem exatamente as mesmas condições e a mesma dignidade. Reclamamos tudo aquilo a que os estudantes têm direito.
Tivemos já grandes vitórias. Conquistámos, por exemplo, uma medida essencial para a vida dos estudantes deslocados: que as suas rendas possam ser deduzidas no IRS como despesas de educação. Tivemos uma série de outras vitórias, por este governo conquistadas, e revertemos uma série de medidas gravosas que o anterior governo tinha aprovado para a educação. Estamos a responder aos anseios dos estudantes portugueses.
O direito à educação é um direito fundamental num país que se quer desenvolvido. Mas é o direito a uma educação gratuita e de qualidade. E essa será sempre a nossa luta, seja numa Action Week junto dos estudantes nas suas instituições de ensino, seja na Assembleia da República. Hoje, como em 1962.