10/07/2024
Caros vizinhos,
Passaram 3 meses desde a última, infelizmente, continuamos a caminhar para o “precipício”.
O consumo voltou para a rua e em força, o jardim da Capela do Sr e da Sra da Ajuda virou acampamento de drogados, bem encostados à Capela para a “salvação”.
Os roubos já nem se reportam na PSP, para quê ?
O lixo e as seringas usadas são o normal, seja na rua ou no jardim.
O discurso continua a ser o dos “coitadinhos”, continuamos a temos muita gente burguesa de esquerda que opina mas não os leva para sua casa, enfim, belos discursos mas totalmente estéreis
Hoje manifesto uma opinião política, quebro um princípio que não pretendia e era um imperativo inicial.
Quebro esse princípio porque a desilusão é grande e a esperança de mudança é pouca.
Com a quebra deste princípio altero o pressuposto de isenção desta página.
A realidade é que já não f**a nada (esperança) e só resta “partir a louça”.
Sobre o problema do tráfico e do consumo de dr**as no espaço público os factos têm demonstrado uma incapacidade de coordenação entre os diversos organismos do poder.
Factos:
• Os sem-abrigo pernoitam em qualquer lugar e ai permanecem perante passividade das autoridades
• Os drogados continuam a consumir na rua de forma totalmente impune
• O lixo nas ruas já faz parte da nossa “cultura”
• Os emigrantes acham que estão legais só porque entram no país
• O sistema nacional de saúde está bem para quem é rico e tem uma bela cunha (ex: Marcelo Rebelo de Sousa)
• A justiça está boa para quem tem possibilidades de pagar a um bom advogado
• A educação está perfeita para quem tem os filhos no privado (ex: Pedro Nuno Santos, Ricardo Araújo Pereira, etc…)
• Os carreiristas políticos estão nas suas “quintas” pois há sempre um “tacho” para quem disse amém ao Partido.
Vivemos numa era de irresponsabilidade / inconsequência por parte dos nossos decisores políticos.
Não julgo individualmente os nossos intervenientes com responsabilidade política, mas todos se desresponsabilizam, empurrando a culpa para os “outros”.
Vivemos uma espécie de anarquia organizada. Não existem efectivamente um vontade de serviço público. O que temos é intervenções, em que cada parte tenta proteger os seus interesses, interesses esses circunscritos ao “chefe” do seu “Partido”.
Já conhecia a ditadura “fascista”, a ditadura do proletariado, a ditadura “socialista” e agora verifiquei que também existe a ditadura “democrática” dos Partidos.
É engraçado que todas estas “ditaduras” falam que sabem o que é melhor para o Povo, que trabalham para o Povo e que são os salvadores supremos do Povo, ironia pura.
O País tem uma dívida pública de 99,1% do PIB, seja, 263.000.000.000€ (sim, 263 mil milhões de €).
Cada Português deve ao “estrangeiro” 26.300€, isto sem que lhe tenha sido pedida autorização para este empréstimo.
Para os nossos políticos dos últimos 50 anos o mais fácil foi gastar o que era do povo e, como senão bastasse, ainda gastaram 263 mil milhões de € sem nos pedirem autorização. Este processo foi feito, intencionalmente, nas nossas costas, com o compadrio de todos os partidos.
Como é fácil gastar o dinheiro dos outros quando se sabe que nunca seriam responsabilizados pela forma como o gastaram (Sócrates foi o ilusionista supremo).
Nunca pensei em viver numa época em que, em nome do Povo, se sacrif**a esse mesmo Povo.
Tenho muita tristeza, direi mesmo vergonha, pela herança que deixo aos nossos filhos e netos.
Viver nesta “democracia” e “liberdade” corta-nos o argumento para realizar uma nova Revolução.
Abril não se cumpriu, só mudaram os protagonistas do poder, agora mais “desavergonhados”
Vivo numa cidade em que o tráfico, o consumo de dr**as na rua, os sem-abrigo e a insegurança se “normalizaram”, a baixa da cidade está entregue ao turismo e aos emigrantes asiáticos, a limpeza das ruas deixe muito a desejar, a insegurança é uma constante, vivo numa cidade que perdeu a sua Alma.
Os meus pais deixaram-me a Esperança, eu deixo aos meus filhos a crise da habitação, a instabilidade de emprego, a perda de verdadeiros valores humanistas (vivemos cada vez mais uma era do individualismo), a corrupção normalizada, a demagogia estéril do nosso sistema político, enfim, não lhes deixo um Futuro.
Para os meus vizinhos uma frase comum, “Povo acorda”.
Até lá irei, serenamente, mostrar as minhas “irritações” com a tristeza de saber que “quem vier atras que feche a porta”.
# Vamos falando