Bloco de Esquerda na cidade do Porto

Bloco de Esquerda na cidade do Porto Atividade do Bloco de Esquerda na cidade do Porto.

Sérgio Fernandez (1937–2026) deixou-nos.Perdemos um grande arquiteto, camarada e amigo. O Porto f**a mais pobre e o país...
26/03/2026

Sérgio Fernandez (1937–2026) deixou-nos.
Perdemos um grande arquiteto, camarada e amigo. O Porto f**a mais pobre e o país também.
F**a a sua obra, mas sobretudo a sua forma de estar: exigente, generosa, profundamente comprometida com a cidade, com a habitação e com as pessoas.

O velório de Sérgio Fernandez decorre na quinta-feira, 26 de março, no Tanatório de Matosinhos, entre as 18h00 e as 23h00. A cremação terá lugar na sexta-feira, entre as 15h30 e as 16h45.

Com uma personalidade afável e discreta, Sérgio Fernandez deixou marca na arquitetura nacional mas também no ensino da arquitetura.

A sobrelotação e as condições de insalubridade de moradores do Porto, vítimas de especuladores e de redes mafiosas, são ...
06/03/2026

A sobrelotação e as condições de insalubridade de moradores do Porto, vítimas de especuladores e de redes mafiosas, são problemas graves e de direitos humanos. Problemas que merecem determinação no combate por soluções sérias, e não foguetório. Em vez disso, Pedro Duarte tem lançado a Câmara do Porto em várias ações de despejo administrativo, discricionárias e de legalidade questionável, procurando o aparato policial e
o espetáculo jornalístico.

Na verdade, camuflado de humanismo e de suposto combate a situações de sobrelotação e insalubridade, o autarca tem despejado pessoas à sua sorte, sem garantir nenhuma resposta. O objetivo parece menos proteger aquelas pessoas e mais disputar o eleitorado do Chega. Resta saber o que aconteceu a estas largas dezenas de pessoas despejadas administrativamente por Pedro Duarte, em já três operações.

Importa saber:
1. Que plano de acompanhamento e prevenção — para além destas atuações casuísticas — tem a Câmara delineado para responder às necessidades habitacionais identif**adas nas inúmeras situações estruturais de sobrelotação e insalubridade na cidade do Porto?
2. Qual o apoio que o município tem dado as pessoas que despeja administrativamente — por questões que não lhes são imputáveis — e de que forma tem intervindo junto dos proprietários que exploram estas situações de fragilidade?
3. Tem existido acompanhamento nas vistorias técnicas ao edif**ado, por parte de serviços de ação social e de saúde pública, para apoio aos inquilinos, como previsto em legislação sobre matérias habitacionais, especialmente no caso de despejos administrativos?
4. Qual a tipologia de contrato e rendas de que estas pessoas dispunham e que tipo de apoio jurídico lhes tem sido prestado para fazerem valer os seus direitos contra senhorios usurários?

O Bloco de Esquerda tem, desde o anterior mandato, exigido um mapeamento destas situações na cidade, precisamente para procurar conhecer melhor o problema e agir de forma planif**ada sobre ele. Proposta rejeitada quer pelo anterior executivo de Rui Moreira quer pelo atual de Pedro Duarte. A Lei de Bases da Habitação obriga a que se encontre soluções aquando de um despejo. Um despejo administrativo, sem passar por um tribunal, é uma situação muito grave que não pode ser banalizada nem transformada em política camarária.

É fundamental garantir condições habitacionais dignas para todas as pessoas, rejeitando qualquer abordagem estigmatizadora de indivíduos vulneráveis devido à sua fragilidade económica e social. É imprescindível que as políticas públicas privilegiem o direito à habitação e a proteção das populações mais desprotegidas, promovendo soluções que respeitem a dignidade humana em vez de reforçar estigmas ou exclusão.

Lançado em julho de 2021, o concurso público para o Metrobus previa o início da sua circulação entre a Casa da Música e ...
03/03/2026

Lançado em julho de 2021, o concurso público para o Metrobus previa o início da sua circulação entre a Casa da Música e a Praça do Império em finais de 2023. Mas só começou a andar esta semana.

Neste processo aconteceu tudo o que não devia acontecer num projeto desta envergadura:
adiamento nos trabalhos de quase 10 meses devido a uma ação judicial entretanto julgada sem fundamento; falhas graves de comunicação pública por parte do dono da obra (que o Bloco de Esquerda criticou em tempo oportuno); atrasos no fornecimento dos veículos a hidrogénio e desentendimentos entre enKdades públicas (Município, Metro do Porto e STCP).

Houve forças políticas à direita particularmente empenhadas em que o Metrobus nunca entrasse em funcionamento, com destaque para a Iniciativa Liberal que, entre outras ações, nos presenteou com um cartaz satírico a ridicularizar o projeto. O PSD, que hoje já tem um dos seus representantes na administração da Metro do Porto, alterou o seu discurso que até então era crítico. Para alguns dos opositores do Metrobus parece que o automóvel individual devia continuar a dominar toda a circulação na zona, e que um transporte público mais descarbonizado e independente de combustíveis fósseis não devia entrar nas ruas dos “senhores da Foz”.

Afinal a Avenida da Boavista vai f**ar com passeios mais largos e seguros para quem se desloca a pé, e a ligação de 4km entre a Casa da Música e a Praça do Império terá duração inferior a 15 minutos, a partir das 6h da manhã. De acordo com os dados do projeto, cada um dos doze veículos tem capacidade para transportar 133 passageiros, o equivalente à ocupação média de 90 automóveis.

A preocupação manifestada por utilizadores de bicicleta confirma que a integração da mobilidade suave ficou aquém do necessário. A ausência de uma ciclovia contínua e segura, num eixo estruturante da cidade, expõe pessoas a riscos evitáveis e contraria as recomendações internacionais para redes cicláveis protegidas.

Agora o que se exige é que o Metrobus garanta conforto, fiabilidade e o cumprimento rigoroso dos horários para os seus utilizadores. Só dessa forma se poderá alcançar o objetivo de 10 milhões de passageiros por ano, captando, como está previsto, 4 milhões de viagens que hoje são feitas em automóvel.

O sucesso que o Bloco deseja para o Metrobus será uma derrota para a Iniciativa Liberal e outros partidos de direita que não querem cumprir a Lei de Bases do Clima nem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. E será, principalmente, um grande avanço para a descarbonização da cidade do Porto e para a melhoria do transporte público de passageiros.

22/02/2026

Gisberta Salce Junior. Mulher trans assassinada há 20 anos no Porto. Um crime terrível, que expôs crueldades e abandonos que gostávamos de acreditar impossíveis. Lembrá-la por ela e por nós, em homenagem e em sobressalto.

A cidade do Porto tem sido sucessivamente atingida por depressões e tempestades que deixam o país em alerta. Só esta sem...
27/01/2026

A cidade do Porto tem sido sucessivamente atingida por depressões e tempestades que deixam o país em alerta. Só esta semana são duas. Períodos prolongados de chuva intensa, vento forte e descidas acentuadas da temperatura. Estes fenómenos agravam drasticamente as condições das pessoas sem-abrigo.

Em Dezembro, o Bloco de Esquerda voltou a apresentar na Assembleia Municipal uma proposta de revisão do Plano de Contingência para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.
A proposta foi rejeitada com votos contra do PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal, a abstenção do Chega, do grupo ‘Fazer à Porto’ e do deputado independente (ex-Chega).

Apesar da existência formal de um plano de contingência na cidade do Porto, a sua ativação continua dependente de critérios particularmente restritivos, nomeadamente a exigência de três dias consecutivos com temperatura mínima de 3°C ou menos para ser ativado.

Estes critérios ignoram fatores essenciais, reconhecidos pela comunidade científ**a, como a sensação térmica, a humidade e a chuva, bem como a exposição prolongada, que agravam signif**ativamente o risco para quem vive na rua. O Bloco propôs uma revisão dos critérios de ativação do Plano de Contingência, para uma resposta mais célere, preventiva e adequada à realidade climática atual.

Na proposta rejeitada, o Bloco propunha ainda que se avance com o Programa Local de Espaços de Calor, já aprovado em Executivo no último mandato, para garantir a disponibilização de espaços aquecidos, acessíveis e acolhedores onde pessoas em situação de vulnerabilidade possam permanecer durante o dia, encontrando proteção contra o frio e apoio básico durante os períodos de maior risco climático.

Não se compreende a resistência do Executivo - e das forças políticas da Assembleia Municipal que o apoiam - a um ajuste que visa exclusivamente salvaguardar a dignidade humana e a segurança de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

Manter critérios rígidos e desatualizados, num contexto de agravamento dos fenómenos climáticos extremos, é uma escolha política que coloca em causa a função primeira destes planos: proteger pessoas.

O Bloco de Esquerda continuará a insistir na necessidade de uma resposta mais humana, preventiva e responsável por parte do Município do Porto.

No Porto, existem anualmente mais de mil vítimas de acidentes de viação. Apesar desta gravíssima situação, o passado dia...
20/11/2025

No Porto, existem anualmente mais de mil vítimas de acidentes de viação. Apesar desta gravíssima situação, o passado dia 16 de novembro – Dia Mundial das Vítimas de Trânsito – não mereceu qualquer evocação por parte do novo Executivo municipal, que preferiu antes uma ação de propaganda à volta dum antigo hotel entretanto entregue à especulação imobiliária.

Todos os anos, no terceiro domingo de novembro, ocorre o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, implementado em 2005 por deliberação da Assembleia Geral da ONU, na sequência das iniciativas da ONG britânica RoadPeace. O novo excecutivo, que tanto se empenha em falar de segurança, não achou relevante falar de um dos maiores problemas de segurança da cidade do Porto.

Não se pode desistir na luta contra a sinistralidade viária na cidade do Porto. Exige-se ao novo Executivo camarário mais atenção ao “desenho da cidade segura”, redução da velocidade das viaturas (como aponta um estudo de 2019 do Conselho Europeu de Segurança dos Transportes) e prioridade ao transporte público de passageiros e mobilidade leve.

As eleições autárquicas no Porto saldaram-se numa viragem à direita. O Porto terá o executivo mais à direita de sempre e...
13/10/2025

As eleições autárquicas no Porto saldaram-se numa viragem à direita. O Porto terá o executivo mais à direita de sempre e os partidos à esquerda deixam de ter representação no Executivo. Como dissemos muito antes destas eleições, teria sido preciso uma convergência para manter e reforçar a existência de vereadores comprometidos com uma cidade construída na contramão dos últimos anos. A esquerda perde representação e o Porto perde diversidade política no seu governo.

O Bloco de Esquerda perdeu o seu vereador no executivo municipal. Mantemos representação na Assembleia Municipal, com uma deputada que será a voz do nosso programa e dará continuidade à intervenção que temos feito na cidade. Por mais habitação pública, pelo direito a viver no Porto, por um combate à pobreza convicto, por mais transportes públicos, por uma política de cuidado, pela cultura como um direito, pelo trabalho com direitos, por mais participação e transparência.

O Bloco sublinha, com reconhecimento, o extraordinário mandato do Sérgio Aires e a campanha de propostas sólidas e de combatividade que protagonizou. Temos orgulho nas listas apresentadas para a Câmara, Assembleia Municipal e cada freguesia, nas quais participaram mais de uma centena de candidatos e candidatas, que deram a cara pelo nosso programa e pelas nossas propostas. Na Assembleia Municipal e na cidade, o Bloco mantém o compromisso de continuar a ser uma força que resiste, que fiscaliza, que propõe, que faz pontes, que mobiliza e participa de todas as lutas.

Por um Porto que resiste: estamos aqui!

Bloco de Esquerda – Concelhia do Porto

Quem representa Rui Moreira nesta eleição? “Pelos vistos, toda a gente menos eu”, diz Sérgio Aires: No último dia de cam...
10/10/2025

Quem representa Rui Moreira nesta eleição? “Pelos vistos, toda a gente menos eu”, diz Sérgio Aires: No último dia de campanha, Sérgio Aires prometeu dar continuidade ao trabalho de liderar a oposição ao projeto de Rui Moreira, agora assumido pelos candidatos do PS e PSD. E diz que a única certeza é que “todos os candidatos vão ter surpresas” na noite eleitoral.

No último dia de campanha, Sérgio Aires prometeu dar continuidade ao trabalho de liderar a oposição ao projeto de Rui Moreira, agora assumido pelos candidatos do PS e PSD. E diz que a única certeza é que “todos os candidatos vão ter surpresas” na noite eleitoral.

10/10/2025

Estamos no esforço final uma maravilhosa campanha. Uma campanha com muita alegria. Estamos aqui!
Vota Bloco

E se quiséssemos uma verdadeira alternativa de esquerda no Porto?: Nesta campanha, o Bloco de Esquerda  volta a desafiar...
09/10/2025

E se quiséssemos uma verdadeira alternativa de esquerda no Porto?: Nesta campanha, o Bloco de Esquerda volta a desafiar o modelo de cidade-negócio dos últimos executivos e quer continuar a dar corpo às lutas da cidade e transformar a esperança em política concreta.

Nesta campanha, o Bloco de Esquerda volta a desafiar o modelo de cidade-negócio dos últimos executivos e quer continuar a dar corpo às lutas da cidade e transformar a esperança em política concreta.

Na sexta às 10 vem ao Marquês com a Mariana Mortágua, a Marisa Matias e o Sérgio Aires!
08/10/2025

Na sexta às 10 vem ao Marquês com a Mariana Mortágua, a Marisa Matias e o Sérgio Aires!

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