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16/01/2026

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026: a hora do Povo chegou!

Chegámos à reta final da campanha para as eleições presidenciais de 2026. Momento de introspeção, de reflexão consciente sobre aquilo que cada um dos candidatos demonstra trazer para o cargo mais elevado da nação – Presidente da República.

Não podemos olhar para este cargo apenas como um mero poleiro político, que é aquilo que, em uníssono, os principais candidatos - que vestem a farda intelectual - demonstram, precisamente por estarem acorrentados ao sistema. É preciso um olhar mais perspicaz, mais acutilante, e que venha agitar as águas destes 50 anos de democracia lamacenta. Evoluímos durante este período? Em alguns aspetos sim. Mas temos que questionar, sobretudo, para quem ou para que classes realmente reverteu essa evolução: mais do que para o povo, beneficiaram os agarrados ao sistema das diferentes forças políticas, e todos os “graúdos engomados” a eles acorrentados ou subservientes.

Já dizia o poeta Agostinho da Silva que “O grande defeito dos intelectuais portugueses tem sido sempre o só lidarem com intelectuais. Vão para o povo. Vejam o povo. Vejam como eles refletem, como ele entende a vida, como eles gostariam que a vida fosse para eles”. E eis que nesta avalanche de candidatos alguém aparece e rompe com o sistema instalado - André Ventura. Este é o candidato que sente o povo, que vive o povo, que respira o povo. E é aí que ele é mestre, porque lhe corre o sangue do povo.

Não me façam a pergunta de retórica se eu me revejo ou não em André Ventura, é uma questão tipo “frase feita” com a qual não me identifico. Não sou nem sigo na vida cegamente como um caneirinho amestrado – de nada, de ninguém, nem de nenhuma força política -, eu sou o resultado daquilo que eu penso em comunhão com aquilo que os outros pensam e fazem refletir e mudar (ou não) em mim, porque “nós não somos donos daquilo que pensamos ou dizemos, nós somos a complementaridade de nós com os demais”. E André Ventura, mais do que defender as suas ideias pessoais, rasga-se na luta pelas necessidades manifestadas pela maioria do povo. E é preciso olhar em todas as direções, mas sobretudo na do povo.

André Ventura não sai polido de casa. André Ventura veste todos os dias a farda de cidadão comum e vem para as ruas procurar a verdade (e a revolta) amargamente cravada na palma das mãos dos portugueses. Algo a que não estávamos habituados a ver. E precisamente por isso, os viciados do sistema político instalado bem o tentaram aniquilar, por ele ter conseguido, com o seu dedinho de “ET”, tocar o coração do cidadão comum. Não porque tenha poderes sobrenaturais (deduzo eu!), mas porque a sua sensibilidade o puxa para o povo. E, dia após dia, tem iluminado melhor o seu caminho. Porque neste percurso, ele agora já não caminha só, agora segue com a avalanche dos que acreditam na mudança - o povo.

Não posso dizer que aplauda efusivamente a agressividade de André Ventura, mas reconheço que é ela que o liberta e lhe dá folego para agitar consciências. Mas apraz-me o seu discurso eloquente e empolado que causa furor, e que dessa forma consegue pôr o povo a pensar. E o país precisava disto, de um abano profundo nesta “Idade Média” que se foi mantendo em Portugal. Ele veio retirar da gaveta os temas mais polémicos que a “democracia” tentou proibir. Os temas que se foram mantendo fechados na gaveta estão agora na praça pública (Ah, obrigada Pedro Santana Lopes pelo excelente contributo na entrevista ao candidato!).

Urge falar na Eutanásia, na corrupção, na (in)justiça, na doença do SNS, na (des)educação, na imigração, no desmoronamento social, nos direitos e sobretudo nos deveres de todos, na vulnerabilidade das crianças e dos idosos, nas condições de vida e no futuro dos cidadãos com necessidades educativas especiais, na habitação, nas carreiras dos trabalhadores, na violação da cultura e dos valores tradicionalmente portugueses. Urge, com tudo isto, mexer na Constituição. Renová-la. Atualizá-la. Diria até limpá-la. Está pejada de leis que, inevitavelmente, carecem de ser revistas para se poder ajustar ao século XXI, quiçá, pensar até mais à frente. É que Portugal anda sempre décadas atrás da evolução da Europa, e do mundo em geral.

É preciso fazer o luto do conformismo. É preciso alinhar a política com os cidadãos. O mundo percebeu isso, está à vista. André Ventura também. Ele tem demonstrado isso. Ele luta por isso. Porque “…a vida só é real quando sentimos fora de nós alguma coisa diferente”.

Em relação aos outros candidatos? Lamento, mas nada de novo. Não perco tempo. Personificam apenas um sistema político instalado: polido, mas moribundo; tranquilo, mas sem dinâmica;
institucional, mas sem verdade.
Urge ação em Portugal. Para o país e para os portugueses. É preciso reformar para “desasfixiar” o povo. E Portugal bem poderia ser um paraíso.

Eu não voto por rótulos (nem a favor, nem contra). Eu voto com convicção, partindo das minhas ideias, e das ideias que os outros apresentam e da maneira como depois as defendem e as vão colocar em prática. Eu voto em consciência. Agora, perante as opções e as condições que se nos apresentam, não restam dúvidas. No futuro, logo se vê. Uma coisa é certa: estarei sempre ao lado de quem estiver sempre ao lado de Portugal.

Encerro com a melhor reflexão política que reconheço: Podes, deves ter ideias políticas, mas, por favor, as “tuas” ideias políticas, não as ideias do teu partido; o “teu” comportamento, não o comportamento dos teus líderes; os interesses de “toda” a humanidade, não os interesses de uma “parte” dela. E lembra-te de que “parte” é a etimologia de "partido”.

16-01-2026
Autoria de: Maria Manuel Teixeira

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