26/05/2026
Campeonato Nacional Sub 21
A ética e a verdade Desportiva
No passado Campeonato Nacional, foi impugnada a Prova de P.H, e bem.
No início da Prova, foi apresentada a substituição de um atleta na Prova de P.H, por outro, que não se encontrava inscrito, na vertente de P.H, situação aceite pelo juiz arbitro da Prova.
Daqui resultava duas questões a saber:
1- Podia um atleta não inscrito dentro do prazo regulamentar, na vertente de P.H, ocupar o lugar de um outro atleta, que não compareceu?
2- O juiz arbitro da Prova, tinha a atribuições, poder e autoridade, para decidir pela aceitação dessa substituição?
A resposta é esta:
“O caso relatado configura uma clara infração aos regulamentos de competições (violação dos prazos de inscrição e das regras de elegibilidade) e uma usurpação de competências por parte do Juiz-Árbitro, uma vez que os árbitros não detêm poder discricionário para alterar as regras de inscrição em plenos Campeonatos Nacionais. No badminton (seguindo as diretrizes gerais da Federação Portuguesa de Badminton e as General Competition Regulations da BWF), as substituições em provas de pares após o sorteio/início do torneio só são permitidas se o atleta substituto já estivesse previamente inscrito (ou na lista de reservas) para essa exata variante do torneio. Permitir a entrada de um atleta totalmente extra-inscrição viola o princípio da igualdade desportiva.”
A impugnação era a única resposta possível, em defesa da ética e da verdade, ninguém pode ou deve estar acima dos princípios.
O esforço e a dedicação dos demais atletas, não pode ser alvo de truques e violações grosseiras.
Pena, que ainda exista muito comodismo em defesa da verdade e da ética.
Diamantino Ruivinho