08/09/2026
🚜 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨 𝐫𝐞𝐮́𝐧𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐂𝐂𝐃𝐑-𝐍 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐫 𝐨𝐬 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐨𝐬 𝐚𝐨𝐬 𝐚𝐠𝐫𝐢𝐜𝐮𝐥𝐭𝐨𝐫𝐞𝐬
O presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Vítor Correia, reuniu com o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte(CCDR-N), Paulo Ramalho, responsável pelas áreas da Agricultura e Pescas, para solicitar maior celeridade nos processos de apoio aos agricultores afetados pelo incêndio que atingiu a zona norte do concelho no final de julho.
Durante a reunião, o Município defendeu a criação de apoios excecionais que permitam compensar não apenas as perdas imediatas, mas também a quebra de rendimento prevista para os próximos anos. A destruição de culturas permanentes, nomeadamente olivais e vinhas — as duas culturas mais afetadas —, implica um longo período de
recuperação até ao restabelecimento da sua capacidade produtiva, deixando vários agricultores sem produção e sem o respetivo rendimento durante esse intervalo.
O Município considera que Mirandela reúne condições particulares que justificam uma resposta excecional. O concelho integra a Terra Quente Transmontana, uma região caracterizada por verões prolongados, temperaturas muito elevadas, reduzida humidade
e acentuado défice hídrico. Estas condições favorecem a secagem da vegetação e tornam o território mais vulnerável à ignição e à propagação dos incêndios, com consequências especialmente graves numa economia rural fortemente dependente da
agricultura.
O incêndio, ocorrido entre 28 de julho e 2 de agosto, afetou 5.441 hectares no concelho de Mirandela e atingiu as freguesias de Aguieiras, Bouça, Fradizela, São Pedro Velho, Torre de Dona Chama, Vale de Gouvinhas, Vale de Salgueiro e Vale de Telhas.
Embora tenha sido aberto o apoio do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), destinado ao restabelecimento do potencial produtivo das explorações agrícolas, o executivo municipal considera que esta medida não responde integralmente às consequências do incêndio. O apoio existente permite financiar a recuperação de plantações, edifícios, infraestruturas, máquinas e equipamentos, mas não compensa os anos sem produção necessários para que os olivais e as vinhas recuperem plenamente a
sua capacidade produtiva.
O Município de Mirandela continuará a acompanhar os agricultores afetados e a
defender, junto das entidades competentes, medidas de apoio excecional que respondam à dimensão dos prejuízos e garantam condições para a manutenção da atividade agrícola e dos rendimentos das famílias que dela dependem.