Vila Marim é uma freguesia portuguesa do concelho de Mesão Frio, com 7,16 km² de área e 1 243 habitantes (2011). Densidade: 173,6 hab/km².
Étimo medieval: Sam Mamede de Villamarim
Área geográfica: 850 Hectares
Data histórica: 1211 (Venda de uma herdade ao mosteiro de Tarouca)
Padroeiro: São Mamede
Figura Pública: Visconde António Botelho Teixeira
Gastronomia: Cabrito assado com arroz de forno, bi
scoitos de Donsumil, falachas e “sopa de castanha pica”. Sebastião (20 de Janeiro), Senhora do Rosário (30 de Maio), São Caetano (7 de Agosto), São Mamede (17 de Agosto), Santa Luzia (13 de Dezembro) e Romaria do Lameirinho (Segundo Domingo de Julho)
Paisagem obrigatória: Miradouro de Donsumil
Património edificado: Casa de Valdourigo, Casa de Santiago, Casa do Salgueiral, Casa do Paço, Casa do Miradouro, Casa do Povo, Casa do Granjão, Casa da Azenha, Igreja Matriz, Capela de São Caetano e Ponte Cavalar. Actividades económicas: Agricultura, Vitivinicultura, Turismo de Habitação e Olivicultura. As origens de Vila Marim são seguramente muito antigas podendo remontar à época castreja. As notícias mais antigas sobre Vila Marim ascendem ao século XII e são fornecidas pelas posteriores Inquirições de 1258. Sancho I a Mesão Frio para mandar queimar as casas que homens de Vila Marim fizeram no rego por onde corria a água para Mesão Frio ao mesmo tempo que mudaram as entradas da vila, tendo feito vinhas nessas entradas. Do século XIV em diante o traço mais importante da história desta freguesia é a sua categoria de honra com privilégio de beetria. Foram senhores de Vila Marim, o conde de Barcelos, cuja carta de confirmação e aprovação foi concedida por D. João II, o Infante D. Afonso e D. Mas em 6 de Setembro de 1489, D. João II passou uma carta a Afonso Leite dando-lhe foros, casas, casais e outros direitos régios em Vila Marim, de onde se infere que as beetrias não se estendiam ao total de cada freguesia. Após a morte de D. Jorge, em 1550, as beetrias foram extintas por D. João III. Muito depois, ainda Vila Marim se qualificava de honra. Nesse século XVI era grande o poderio económico da freguesia, isto, fazendo fé no abade de Miragaia: “Note-se que já em 1532, contando apenas sessenta fogos, produzia 900 almudes de azeite, doze mil alqueires de pão, quinze mil alqueires de castanha, e quinze mil almudes de vinho... Imagine-se a riqueza daqueles sessenta fogos”. Fonte: Breve Monografia do concelho de Mesão Frio (à venda no posto de Turismo de Mesão Frio).