21/05/2026
A deputada intermunicipal Sónia Oliveira, levou hoje à Assembleia da CIM um tema que ultrapassa fronteiras partidárias, concelhias e ultrapassa interesses de circunstância: o Hospital Padre Américo e da emergente necessidade da sua ampliação. Porque está em causa uma necessidade regional absolutamente evidente.
O Centro Hospitalar Tâmega e Sousa serve mais de meio milhão de pessoas, é uma das unidades hospitalares com maior pressão assistencial do país, uma infraestrutura estruturante para o Tâmega e Sousa, numa região que continua a crescer em população, em dinamismo económico e em relevância territorial.
Na mensagem enviada ao Governo, o nosso presidente Nelson Oliveira classificou esta decisão como “profundamente injusta e incompreensível”. E a deputada partilhou com os seus pares este sentimento mútuo.
Segundo a mesma, não se compreende que uma região com esta dimensão continue a enfrentar limitações tão sérias no acesso a cuidados hospitalares adequados, que se continue à espera, enquanto outras zonas do país conseguem avançar rapidamente com investimentos estruturantes semelhantes. Aliás, o próprio Governo reconheceu recentemente, em reunião realizada em Penafiel com a ULS do Tâmega e Sousa e com os municípios, as dificuldades sentidas pelo Hospital Padre Américo e a necessidade da sua ampliação.
Por isso, aquilo que hoje Sónia Oliveira exigiu não é um favor: É coerência e justiça territorial. É respeito pelas populações do Tâmega e Sousa. Tal como foi referido pelo nosso presidente, a não priorização desta obra representa não apenas uma oportunidade perdida, mas também um sinal preocupante de desconsideração pelas legítimas expectativas das nossas populações.
E é precisamente isso que a Assembleia Intermunicipal não pode aceitar.
Nós temos população.
Temos tecido empresarial.
Temos crescimento económico.
Temos pressão demográfica.
Temos necessidades reais.
E temos também autarcas que não desistirão de defender aquilo a que as nossas populações têm direito.
Defender o Hospital Padre Américo é defender o direito à saúde, o direito à igualdade e o direito a um território tratado com respeito e equidade.
E nessa luta, esta região tem de continuar unida e firme!
Sónia Oliveira terminou a sua intervenção questionando o executivo da CIM o que fez, ou fará, no sentido de reverter esta decisão do poder central.