Fiat Lux

Fiat Lux Página dedicada á publicação de textos, crónicas, poemas, ideias, tudo o que diga respeito á literatura, para ser divulgado de forma gratuita.

Depois de vir de Africa fui viver para Benf**a, depois passei a minha pré-adolescência e parte da adolescência em Cascai...
24/07/2020

Depois de vir de Africa fui viver para Benf**a, depois passei a minha pré-adolescência e parte da adolescência em Cascais. Quando vim para o Norte terminar a minha adolescência e inicio da idade adulta eu era do Sul. A pronuncia não enganava.
Fui crescendo e agora – vivendo no Centro – sempre que vou ao Sul dizem que eu sou Nortanho, que não engano ninguém com a pronúncia. No Norte dizem que sou “mouro” porque não engano ninguém com a pronúncia.
Assim é com a politica. A esquerda acha que eu sou de direita, a extrema esquerda que eu sou de extrema direita, a extrema direita que eu sou de extrema esquerda e a esquerda que eu sou de direita. Só há uma diferença, o centro acha que eu sou de esquerda ou de direita conforme as opiniões que publico.
Em boa verdade não me considero nem de esquerda, nem do centro, nem da direita. Considero-me um livre pensador. Não da escola dos livres pensadores, esses não são livres, pensam de acordo com essas ideias, mas – usando as palavras de Ramalho Ortigão – considero-me livre para nem pensar p***a nenhuma sobre coisa nenhuma se não me apetecer pensar.
E não abdico disso!!!
Por vezes sou quase insultado pelos meus amigos alegadamente de esquerda por defender uma determinada politica, decisão ou acontecimento. Outras vezes são os meus amigos da alegadamente direita a faze-lo. Todas as vezes são os meus amigos do Centro que me consideram comunista ou fascista diga eu o que disser.
O problema aqui – no Facebook, não na vida – é que funciona como a parábola do velho, da criança e do b***o. Está sempre errado seja o que for que se diga. E de novo vendo diferenças, é que no tempo que estudei cada um tinha a sua opinião sobre a parábola e agora há o efeito de manada… Vão uns atrás dos outros sem pensar que dá trabalho… E pior está a f**ar como o futebol.
Se contrariados lá vêm criar problemas. É giro. De facto a estupidez humana é ilimitada.
Mas pior… São os defensores da tolerância, os pseudo-democratas, quem mais azia têm em relação às opiniões contrárias. Como se o dogma fosse uma verdade e nada pudesse mudar os factos e fosse pecado capital pensar diferente.
Em boa verdade – e contrariando a esquerda – eu não tenho nada contra os ricos. Eu não quero acabar com os ricos. Que fique claro! Eu quero é acabar com os pobres. E atendendo que o governo não cria postos de trabalho excepto para administrar o dinheiro dos contribuintes (que para isso têm que trabalhar para um qualquer capitalista) são absolutamente necessários os ricos e os que criem empresas. E só se criam empresas para ter lucro. Ou alguém ouviu falar de quem criasse empresas para viver miseravelmente e criar postos de trabalho?
Por outro lado sou contra a exploração dos trabalhadores, contra o trabalho infantil, contra tudo isso que é nocivo em termos de evolução de uma civilização. Mas isso é o que se passava no extremo oriente, na asia, em grande parte de Africa. Aqui apresenta-se como um drama os camionistas de matérias perigosas (a própria concepção do termo está errada, não são nem menos nem mais perigosas que outras que se transportam sem regalias) que recebem perto de 2.000,00€ por mês como se estivessem a passar fome… Vem a então Sra. Procuradora Geral da Républica dizer que há juízes a passar fome… Vem um ex-Presidente dizer que a reforma mal lhe dá para viver. Não meus senhores, não sou defensor dessa gente. Sou defensor dos pobres.
Esses é que têm de ver a sua vida melhorada. Aqueles que vivem miseravelmente por questões tecnocráticas, como os níveis, como o facto de terem já tido empresas, como o facto de ainda não terem tido um emprego e não poderem continuar a estudar.
Não é os que vivem de subsídios e de cursos técnico profissionais que qualquer dia em um ano tiram até o doutoramento. Sem sequer saber escrever. E que vivem à custa daquilo que todos pagamos. São mesmo os que não têm pão em casa para dar aos filhos.
Esses eu defendo. Como defendo o empresário que anda de Ferrari e paga atempadamente os ordenados aos empregados. Cumpre o acordo que fez com eles. Ele investiu, arriscou, fez uma empresa, pagou impostos, enfrentou as dificuldades, e comprou um Ferrari com o dinheiro que ganhou. Nenhum dos funcionários que não lhe foi levar dinheiro no dia das dificuldades pode agora reclamar mais porque ele anda de Ferrari. É dele. Quem está mal, mude-se e faça o mesmo, invista, passe mal, e depois compre um Ferrari.
Compreendam isto meus senhores: Isto não é entre a esquerda e a direita. Isto não é sobre o confronto e quem ganha. Isso só destrói tudo.
Isto é sobre entendimento. Sobre procurar encontrar equilíbrios. E sobre não gastar 60% dos dinheiros públicos para administrar os 40% restantes.
Quando perceberem isso deixam de acreditar em partidos e começa-se a falar a sério na reforma que todos querem mas que só será possível com entendimento.

Carlos Co**ha de Almeida
2019

(Pediram-me para escrever um texto sobre o valor do riso. Lembrei-me de si! Agora que já não se encontra entre nós decid...
15/05/2020

(Pediram-me para escrever um texto sobre o valor do riso. Lembrei-me de si! Agora que já não se encontra entre nós decido recorda-lo! Para si tia.)

1941... a tua mãe olha para ti. És tão pequenina e frágil e o que te rodeia tão complexo e difícil. Querias dizer que a amas, que gostas dela. Mas, quando as palavras faltam, ris! Assim, expressas todo o teu amor e todo o teu carinho. O teu riso simboliza a dedicação.
1951... anos difíceis! Passas fome e frio. Levantas-te cedo com os gritos da mãe e vais fazer as tarefas pesadas do campo. Apesar da vida que levas, ris! Ris porque sonhas com um futuro de mudança. O teu riso simboliza a a esperança.
1961... o dia do teu casamento. Finalmente, terás a vida que sempre desejas-te. Ris para o teu pai porque sentes orgulho na escolha que fizeste, ris para a família porque irás construir uma... ris para a única fotografia porque será a única lembrança. O teu riso simboliza o amor e a ingenuidade.
Os anos passam... Ouvias dizer: “ a vida não é um mar de rosas”, agora, entendes. Aprendes-te a rir das tuas falhas e das dos outros... aprendeste a rir quando o dia corre mal... aprendeste a rir da mentira do teu marido. O teu riso simboliza a expressão da verdade e da mentira, do real e do teatro, da felicidade e da tristeza, da humildade e da humilhação.
2016... encontras-te doente no hospital. Fui ver-te. Esperava um sorriso breve de quem a vida atraiçoou, de quem a doença maltrata. Mas, tu não sorriste, riste! Riste porque eu apertei a tua mão com força, riste porque te acariciei o rosto. Não sei porque riste, nem tão pouco, entendo a sua simbologia.
Provavelmente, riste porque a vida te ensinou a lutar sem nunca desistir, riste porque, mais uma vez não serás fraca mas corajosa. Ou simplesmente, riste porque sabes que o teu fim se aproxima.
Riste e isso bastou para me marcares para sempre!

(15 de Maio de 2016)
Fátima Campos

Viver depois da morte! Não, não me refiro à continuidade da alma depois da morte física! Refiro - me a ti que sentes o a...
01/05/2020

Viver depois da morte! Não, não me refiro à continuidade da alma depois da morte física! Refiro - me a ti que sentes o abismo dessa mágoa que nao te deixa respirar.
Refiro-me a ti que olhas o céu em busca daquela estrela que te guiará.
Que continuas à procura daquele cheiro, daquela presença, daquele olhar.
Eu sei que é difícil. Como é difícil sair desse sufoco, dessa dor, dessa inquietação.
Depois da morte, o que resta? ... O que f**a? ... O que permanece?
F**a a saudade. A dor no peito. A tristeza do teu olhar. A angústia do pensamento.
F**am os dias frios sem ti, demasiado monótonos, silenciosos, desprovidos de sentido.
Como um barco à deriva num lago, sem rumo, esquecido, perdido, sem maré, sem tempestade, sem vida.
A dor sufoca... Sufoca cada vez mais, faltam as palavras, faltam os sorrisos, falta a tua resposta, o teu abrigo. Mas tu não estás mais aqui.
E à deriva, sem leme e sem vela, não tenho voz para gritar, não tenho força para correr, nem olhos para ver.
O nosso tempo foi escasso, escasso demais para prever. Um pesadelo que ninguém sonha, que ninguém quer viver.
Onde estás tu e porque me deixaste assim à deriva ? Porque te deixaste ir sem aviso, sem um sorriso, sem mim ?
Eu lutei por ti. Até ao fim. E mesmo depois de teres desistido eu continuei a lutar . Por mais uns suspiro que fosse.
No fim, o sufoco, o silêncio, a ausência, a raiva.
O amor é egoísta. Demasiado egoísta para poder aceitar, para esquecer ou para desistir.
Continuas a viver e eu continuo a viver - te, a ler-te e a admirar - te.
É assim que se vive depois da morte.
As pegadas que deixaste para trás, calcif**aram e tornam-se tesouros... Tesouros nunca admirados por quem os procura, nem por quem sofre. Porque a dor é solidária . E a solidão é vivida sozinho.

No meu trabalho como consultor nunca tive problema em dar respostas ou obter respostas… A minha maior e às vezes intrans...
13/04/2020

No meu trabalho como consultor nunca tive problema em dar respostas ou obter respostas… A minha maior e às vezes intransponível dificuldade é em encontrar quem faça as perguntas certas ou ter a informação necessária para as fazer.

E isto acontece porque as pessoas não sabem bem o que querem, e misturam os seus sonhos, os seus desejos com as suas necessidades e/ou os seus objectivos. E sonhos são sonhos, vida é vida, e embora possamos geri-la na procura da realização dos sonhos não podemos confundi-los sob pena de nos sentirmos constantemente frustrados mesmo perante o sucesso.

E isto que nos acontece nos negócios acontece-nos na vida sentimental. As pessoas não sabem bem o que querem, misturam sonhos com vida, misturam conceitos completamente independentes e não relacionados, e depois acham-se sempre frustradas, insatisfeitas e no lugar errado.

Um dos casos mais gritantes desta situação é o binómio amor/felicidade. O amor é amor, a felicidade é felicidade, e estão tão relacionados como estão com a gravidade, com a chuva, ou com a relatividade restrita… São coisas completamente diferentes e independentes.

A felicidade é algo egoísta por ser algo de auto-satisfação. A nossa felicidade absoluta seria sempre constituída pela obtenção de tudo o que desejamos, como desejamos, quando desejamos, do modo que desejamos… Não há lugar para outras felicidades que interfiram na nossa.

O amor absoluto é algo contrário, é de uma abnegação completa de nós para nos darmos aos outros. É o auje da liberdade pura e invencibilidade na optica defendida pelo prof. Agostinho da Silva.

E porquê? Porque para sermos realmente livres temos de ser livres do pior e mais cruel de todos os senhores, nós próprios. Porque quem sofre por uma causa, quem sofre por um amor, quem sofre por um ideal, por uma religião, seja pelo que for consegue aguentar todas as dificuldades e privações em nome dessa causa, amor, ideal ou religião. Porque é uma dor nobre, uma dor suportável, uma dor que se aguenta pelo amor que temos.

Os que nada disso têm, os que se amam a si próprios e procuram a felicidade não suportam nada, tudo é difícil, tudo é intransponível… Porque lhes doi a eles. E por isso não resistem, desistem, abdicam e são constantemente vencidos ao contrario dos primeiros que ao serem “escravos” por vontade se tornam imbatíveis… e por isso verdadeiramente livres.

Por isso é importante que se saiba o que se procura quando se inicia uma relação, se procuramos a felicidade, se procuramos o amor. Não é que o amor não traga felicidade, pode e geralmente até traz, mas não tem de trazer, até pode não o trazer. Não há um “causus nexus” entre os dois.

Por isso é que nas dificuldades os que procuram a felicidade desistem, e os que procuram o amor vencem… São coisas diferentes. De novo, e sendo repetitivo, a historia do “se eu não gostar de mim quem gostará” é só um slogan de iogurte para as sopeirinhas deixarem posts de ressabiadas no face. Faz bem à auto-estima e faz com que os/as frustraditos/as se sintam melhor mesmo não sendo verdade.

E sabem porque é que os que em vez da felicidade procuram o amor são os que vencem numa relação? Não é porque são os mais felizes (embora mais tarde ou mais cedo acabem por ser), não é porque é mais fácil… É porque são imbatíveis no seu amor, porque se ele for verdadeiro se torna impossível estar sem ele, e – parafraseando Carlos Drummond de Andrade – “pode haver vários motivos para não amar uma pessoa, e só um para a amar; este prevalece”.

(Texto: Carlos Co**ha de Almeida / Imagem: Google)
3/4/2016

Um passo de cada vez vais deixando as marcas no teu caminho. A jornada é longo e tu não consegues ver o seu fim.Um dia t...
28/03/2020

Um passo de cada vez vais deixando as marcas no teu caminho. A jornada é longo e tu não consegues ver o seu fim.
Um dia tu corres, no outro curas as feridas. São os dias de chuva e de vento que te fazem sorrir nos dias de sol. Ainda te recordas como foi duro subir aquela montanha e como foi rápido cair naquela ravina. Olhando para trás parece que foi ontem que esta longa caminhada começou. Mas o tempo corre rápido e o caminho é longo. Assim foi até hoje.
Hoje algo mudou, estás numa encruzilhada e não podes voltar atrás. Tens vários caminhos à tua volta e tens que fazer uma escolha.
Oh! Como tu estás confuso! Não sabes o que fazer, nem que caminho deves agora percorrer. O tempo é escasso e tu continuas aí vendo mais um dia nascer.
Tu és o homem da encruzilhada. Mas, não és o homem da escolha. O caminho que aparentemente tens que escolher já foi escolhido no passado e foi essa escolha que te trouxe até aqui.
Agora que deixaste de estar cego podes ver que o teu fim está muito próximo e, por mais queiras alterar a tua realidade, isso é impossível.
O mundo onde tu fizeste a escolha não é mais o mesmo. As ações passadas trazem novas realidades e agora só te resta aceitar que não tens mais nenhum caminho a escolher.
Para aqueles que estão vivendo o seus últimos momentos a morte tem outro valor e "a extinção da realidade é um conceito que nenhuma resignação pode conter."
No dia em que deixares de existir o teu mundo morrerá contigo. Mas lembrar-te, o barco afundado no oceano continuará a existir mesmo que ninguém o encontre.
Por fim, e agora que aceitas a realidade, e que sabes que o teu fim se aproxima, podes entender que aquilo que mais valor tem nesta vida vai continuar a ser descoberto, desprezado e enterrado de novo na lama.
Assim foi, assim é e assim será!

Fátima Campos
28/03/2020

Enquanto chovia, uma lágrima caía e um último suspiro faria uma história de poesia.A chuva cai forte, o mar se agita e a...
23/02/2020

Enquanto chovia, uma lágrima caía e um último suspiro faria uma história de poesia.

A chuva cai forte, o mar se agita e a tempestade surge. Perdemos o pé, perdemos o norte, perdemos a luz que nos guia e o medo surge de forma tão violenta que a escuridao se apodera do nosso olhar.

Enquanto chovia, uma lágrima caía e um último suspiro faria uma história de poesia.

Como é triste o nosso olhar. As lágrimas caiem devagar. Tão devagar que o tempo passa e elas permanecem. É fácil gritar, é fácil correr, é fácil viver, é fácil crescer. Difícil é aceitar que é preciso deixar voar. Os pássaros voam, as folhas voam, as sementes voam é preciso desapegar, é preciso amar para deixar.

Enquanto chovia, uma lágrima caía e um último suspiro faria uma história de poesia.

As lembranças deixamos estar. Guardamos no cantinho das memórias para nos fazer voltar aos dias em que já fomos felizes. Felizes até mesmo nas tempestades da vida, no medo, nas mágoas, mas também nos dias de sol, de amor, de paz e alegria.

Enquanto chovia, uma lágrima caía e um último suspiro faria uma história de poesia.

Por isso não precisamos de fechar o livro nem mesmo recomeçar o capítulo. Porque, afinal, sempre vai existir memórias que nos farão lembrar as pessoas que nos tornaram especiais.

Enquanto chovia, uma lágrima caía e um último suspiro faria uma história de poesia.

23-02-2020
Fátima Campos

Ali estava ele esperando pela morte... deitado sobre a cama, como se o fim fosse a eterna esperança.  Esperança de poder...
09/06/2018

Ali estava ele esperando pela morte... deitado sobre a cama, como se o fim fosse a eterna esperança. Esperança de poder ver outros horizontes que não fossem a parede branca do quarto ou a janela que apenas reflectia a casa do vizinho. Esperando pelo fim! Nada mais esperava...

As rugas cobriam-lhe o rosto. O corpo não passava de um peso morto sobre a cama. Nada fazia aos teus olhos e como lhe pagavas uma empregada para lhe fazer tudo, até chegavas a desejar o seu sossego. Vinhas visita-lo quando podias, falavas da tua vida e ias embora.

O dia dele tinha chegado... fizeste-lhe o funeral e vendeste a casa. Pobre empregada que ficou sem emprego!

Hoje sentes saudades... passas pela rua e aparentemente vês a casa. Consegues ouvir a voz dele que é interpelada por um som de buzina. Encostas e voltas a olhar. Agora apenas vês o terreno ao abandono, e a casa? Bem, essa já não está lá. F**as confuso!

Agora te digo, toda a tua vida viste apenas o que quisestes. Viste a velhice dele marcado pelas rugas, viste o corpo morto deitado na cama, ate viste a casa que te viu crescer. Pensavas que ele nada de novo tinha para te contar, mas se lhe tivesses dado ouvidos terias aprendido que: “ as aparências iludem...”.

As rugas eram a voz da sabedoria, o corpo morto era ressuscitado a toda a hora pelas dores, o sossego não passava da solidão e do sentimento de abandono que lhe fizestes sentir. A sua alma tinha tanto para te contar... mas tu apenas falaste, saiste e deixaste-o morrer.

No futuro serás tu o velho, o teu filho entrará, falará da sua vida e irá embora. F**arás calado ao vê-lo ir, restar-te-á apenas esperar pela morte... pelo menos ainda tens uma empregada!

(Fátima Campos 02/2016)

01/02/2016

Hoje é falada por milhões de pessoas mas para que nascesse foi necessária muita coragem e perseverança. Qual é a origem da língua portuguesa?

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