14/09/2026
A figura mítica da Padeira de Aljubarrota tem sido tradicionalmente retratada como uma mulher feia, corpulenta, quase masculina e cruel no seu patriotismo exacerbado. Revisitando, ampliando e reinventando o seu percurso — muitas vezes seguindo caminhos já imaginados por outros —, esta narrativa procura humanizar a protagonista, numa época em que as mulheres eram frequentemente vistas como meras ferramentas de trabalho e exploração. Dessa recriação nasce uma narrativa inspirada na novela medieval, de onde emerge uma mulher-heroína, não apenas pela força, mas sobretudo pela sua extraordinária capacidade de sobrevivência, engenho e humanidade.