Almerindo Lima

Almerindo Lima Almerindo Lima, dinamizador comunitário e dirigente associativo. Olá pessoal!

Meu nome é Almerindo Lima, natural de Tomar e atualmente residente na encantadora cidade de Braga. Sou estudante de fotografia no Instituto Politécnico de Tomar e desde 2011 tenho dedicado o meu trabalho à área social, sempre com muita paixão e empenho. Durante quatro anos, de 2013 a 2017, fiz parte da equipa técnica de dois projetos Escolhas, dedicados à inclusão social das minorias étnicas em To

mar. Ao longo de seis anos, de 2013 a 2019, fiz parte do CONSIG e em 2016 fui reeleito como conselheiro na estratégia nacional para as comunidades ciganas em Portugal. Além disso, tenho orgulho de ser um dos sócios fundadores da ACMET, uma associação de solidariedade social que trabalha em prol das comunidades Ciganas e minorias étnicas do Médio Tejo, onde atualmente ocupo o cargo de Presidente da Direção. Também trabalho como formador de História e Cultura Cigana, contribuindo assim para uma maior compreensão e respeito por esta rica comunidade. Estas experiências têm sido uma prova de que podemos alcançar os nossos objetivos, independentemente dos desafios que enfrentamos, mantendo sempre a nossa identidade e os nossos valores intactos. Acredito firmemente que podemos ser quem quisermos, sem nunca deixarmos de ser quem somos. E é com este espírito que continuarei dedicando-me ao trabalho social, empenhado na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.

O Peso Invisível da Exposição ConstanteO racismo e o anticiganismo nas redes sociais não são apenas "opiniões" ou textos...
12/11/2025

O Peso Invisível da Exposição Constante

O racismo e o anticiganismo nas redes sociais não são apenas "opiniões" ou textos anónimos, são microagressões contínuas que se somam e se enraízam, causando um profundo impacto na saúde mental e emocional.

Ser alvo constante de comentários de ódio, estereótipos e discriminação, apenas pela sua identidade, gera um estado de hipervigilância e stress tóxico.

A dor é real. Esta exposição pode levar à ansiedade, exaustão emocional, sentimentos de isolamento.

A dor e frustração são sintomas de um problema social que a maioria deve ajudar a curar. A responsabilidade de parar o ódio recai sobre aqueles que o perpetuam e, crucialmente, sobre a maioria silenciosa que tem o poder de se posicionar e dizer basta.

Almerindo Lima é uma figura conhecida em Portugal como ativista da comunidade cigana, especialmente na região do Médio T...
12/11/2025

Almerindo Lima é uma figura conhecida em Portugal como ativista da comunidade cigana, especialmente na região do Médio Tejo.

​Ativismo de Almerindo Lima

​Liderança Associativa
É o Presidente da Associação de Solidariedade Social com a Comunidade Cigana e Minorias Étnicas do Médio Tejo (ACMET), com sede em Tomar.

​Foco na Educação e Inclusão
O seu trabalho, nomeadamente através da ACMET, visa a preservação da cultura cigana, a promoção de oportunidades educativas e desportivas para crianças e jovens, e o combate à exclusão social.

​Dinamizador Comunitário
Foi dinamizador comunitário do Projeto Escolhas (5G Rumo Certo de Tomar), focado no sucesso escolar da etnia cigana.

​Combate à Discriminação
Almerindo Lima é ativo na denúncia de casos de discriminação, incluindo, por exemplo, a criação de turmas segregadas para alunos ciganos na Escola B1 Templários em Tomar (em 2014) e a queixa coletiva contra comentários online racistas (em 2019).

​Diálogo Institucional
Participou em encontros de alto nível. Em 2017, esteve presente numa audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na qual lhe entregou a medalha "Rroma Opre", simbolizando o trabalho pela inclusão.

Estratégia Nacional:
Implementação dos Eixos Prioritários
A atuação de Almerindo Lima e da ACMET em Tomar concentra-se nos mesmos pilares da ENICC, nomeadamente.

Habitação
Através da luta pela melhoria das condições de alojamento, abordando diretamente a prioridade da ENICC de melhoria das condições de habitação.

Educação
Através de iniciativas para a promoção do reforço da escolarização e do sucesso educativo de crianças e jovens ciganos, outro eixo central da Estratégia Nacional.

Voz da Sociedade Civil
A Estratégia Nacional é revista periodicamente e o processo de revisão inclui uma "auscultação ampla" de entidades da sociedade civil e autarquias. Como presidente da ACMET, Almerindo Lima representa uma das entidades locais, assegurando que as realidades e necessidades da comunidade cigana sejam levadas em conta nos objetivos e metas definidos a nível nacional.

Combate à Discriminação
O ativismo de Lima no combate ao racismo e à segregação (como as que ocorreram em escolas) corresponde à prioridade da ENICC de promover uma cidadania inclusiva e de não discriminação e de combate ao anticiganismo.

​Em resumo, Almerindo Lima é um dos rostos mais visíveis do movimento associativo cigano na região de Médio Tejo, com um forte empenho na luta contra o preconceito e pela integração através de projetos sociais e educativos.

Votar no Ódio é Financiá-lo​É inaceitável para mim ver o voto, o pilar da nossa liberdade, a ser usado para sustentar o ...
07/11/2025

Votar no Ódio é Financiá-lo
​É inaceitável para mim ver o voto, o pilar da nossa liberdade, a ser usado para sustentar o Chega. Não consigo conceber como se financia, com legitimidade democrática, um projeto político que vive da ofensa, da plantação de ódio e da hostilidade.
​Cada boletim nas urnas é, no fundo, um cheque passado à intolerância. Eu assisto, horrorizado, à forma como o discurso mais destrutivo é amplificado e normalizado. É a autodestruição da civilidade, e eu não quero ser cúmplice desta normalização.

24/10/2025

Aviso Importante
Não Partilhe Ódio Falso.
Se observar a circulação de flyers ou posters com frases ofensivas sobre a comunidade cigana atribuídas a partidos, com um aspeto radical, por favor, PARE e PENSE.
Muitos destes conteúdos são Marketing Falso (Fake Marketing), criados propositadamente para:
Chocar e viralizar, gerando tráfego e atenção.
Instrumentalizar o debate, fazendo as pessoas discutirem uma mentira em vez de factos.
Aumentar a polarização e o ódio na sociedade.
Ao partilhar este tipo de material, mesmo para criticar, está a fazer o jogo de quem o criou.
Não partilhe o ódio, partilhe a verdade. Recuse-se a dar palco à desinformação e ao preconceito, seja qual for a sua origem.
A nossa luta é contra o ódio e contra a mentira. Não se deixe manipular.

Almerindo Lima
15/10/2025

Almerindo Lima

03/10/2025

Esta semana, muitos de nós fomos rápidos a apontar o dedo. Um grupo de ciganos envolveu-se numa cena de violência, espancando um indivíduo em plena rua. Imediatamente, surgiram críticas, acusações e, como sempre, generalizações. A comunidade cigana voltou a ser colocada no banco dos réus da opinião pública, como se a culpa de uns se estendesse automaticamente a todos.

Mas poucos procuraram entender o que realmente se passou. Ninguém quis saber que o homem agredido tinha espancado duas mulheres momentos antes. Não, isso não justifica a violência, nenhuma violência se justifica. E este texto não é uma defesa de quem agride, de quem se vinga ou de quem vive à margem da lei. Mas é, sim, um apelo à reflexão: por que razão somos tão rápidos a julgar o que vemos sem procurar saber o que está por trás?

Enquanto nos distraímos com estes episódios de rua trágicos, sim, mas muitas vezes mal compreendidos ignoramos o que realmente nos devia chocar como sociedade. Esta semana, o verdadeiro caso grave não teve lugar nas ruas, mas nos corredores do poder: Ministério Público versus Ivo Rosa.

Aqui, não se trata de murros ou pontapés, mas de algo potencialmente mais destrutivo: o descrédito na justiça. Quando um juiz está envolvido em polémicas sérias e o órgão que devia garantir o cumprimento da lei parece estar em guerra interna, estamos perante um problema de fundo. Um problema que mina a confiança de todos num sistema que devia ser imparcial, firme e transparente.

Portanto, antes de gastar toda a nossa indignação com os casos que nos aparecem em vídeos mal gravados e partilhas virais, talvez devêssemos olhar com mais atenção para os bastidores do poder. Porque o que se decide ali tem impacto em todos nós.

Usem os neurónios. Reflitam. E, acima de tudo, procurem a verdade antes de julgar e condenar.

Almerindo Lima.

30/09/2025

O mistério da educação parece doente e desactualizado, aprisionado em práticas que já não respondem às necessidades. Professores à beira da reforma enfrentam condições que minam a sua motivação e criatividade, o ambiente escolar luta para acompanhar as mudanças da sociedade. Auxiliares da educação, muitas vezes sem a formação adequada, são sobrecarregados e mal aproveitados, sem o suporte necessário para desempenharem plenamente o seu papel. E, no topo do problema, a falta de docentes em várias áreas agrava o desequilíbrio, comprometendo o acesso e a qualidade do ensino. É hora de esquecer os números e investir em formação, condições de trabalho dignas e políticas que valorizem quem educa, para que a escola volte a ser um espaço de descobertas, inclusão e futuro.
Almerindo Lima

No Dia da Literacia, importa destacar que a falta de literacia é um dos principais desafios enfrentados pelas comunidade...
08/09/2025

No Dia da Literacia, importa destacar que a falta de literacia é um dos principais desafios enfrentados pelas comunidades ciganas em Portugal:

Apenas 2,5 % dos ciganos completaram o ensino secundário ou níveis superiores.
Público jornal

A taxa de analfabetismo nessa comunidade é de cerca de 15,5 %, e aproximadamente 30 % não completaram o 1.º ciclo; cerca de 39 % concluíram apenas o ensino básico (com predominância do 1.º ciclo).
Público jornal

Entre os jovens, os dados de 2016 indicam que cerca de 90 % dos jovens ciganos entre os 18 e os 24 anos abandonaram precocemente o ensino e a formação.
Acegis

Estudos regionais — como o de Reguengos de Monsaraz — mostram realidades ainda mais graves: 75 % dos inquiridos abandonaram a escola, e 38 % não sabem ler.
Ciência Iscte

Além disso, mulheres ciganas tendem a apresentar níveis de escolaridade ainda mais baixos que os homens, evidenciando desigualdades de género persistentes.

Texto resumido para assinalar o tema no Dia da Literacia:

"A literacia é um direito fundamental, mas nas comunidades ciganas em Portugal continua a ser um enorme desafio. Apenas cerca de 2,5 % completou o ensino secundário; mais de 15 % são adultas/os analfabetas, e quase 90 % dos/as jovens abandonaram precocemente o sistema educativo. Em alguns contextos, até 38 % dos/as inquiridos/as não sabem ler. As mulheres ciganas são ainda mais afetadas. No Dia da Literacia, é urgente reforçar políticas inclusivas que promovam o acesso ao ensino, combatam a exclusão escolar e valorizem a literacia ao serviço da cidadania."

21/07/2025

Uma iniciativa importante para combater o abandono precoce escolar nas comunidades ciganas é a criação de gabinetes especializados de apoio ao professor e encarregados de educação. Os gabinetes teriam como objetivo oferecer formação específica e acompanhamento aos professores, para que possam compreender melhor as particularidades culturais e sociais das comunidades, promovendo uma abordagem mais inclusiva e sensível às suas necessidades. Além disso, poderiam atuar no acompanhamento individualizado dos alunos, envolvendo os encarregados de educação e facilitando a resolução de dificuldades que possam contribuir para o absentismo e abandono escolar.

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Lisbon

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