07/05/2026
🟥 Medidas para travar o choque dos preços. Apresentadas esta semana pelo Bloco de Esquerda na Assembleia da República.
🟥 Desde 28 de fevereiro, o gasóleo subiu cerca de 60 cêntimos por litro. O cabaz alimentar das famílias está 71 euros mais caro do que em 2022. A tonelada de ureia, o fertilizante essencial para a produção de cereais e hortícolas, custa hoje mais 54% do que custava em fevereiro. A guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel contra o Irão, e o bloqueio do Estreito de Ormuz, transformaram-se em pressão direta sobre as bombas de combustível, sobre as prateleiras dos supermercados e sobre os campos do Ribatejo, do Alentejo e do Oeste.
Enquanto isso, a banca portuguesa apresentou em 2024 e 2025 lucros recordes. As energéticas distribuíram dividendos históricos. A grande distribuição alimentar continua a expandir-se. Os importadores de fertilizantes praticam margens que multiplicam por três a tonelada de ureia entre o porto e o agricultor.
🟥 O Bloco de Esquerda apresenta cinco respostas concretas:
1️⃣ Teto máximo ao preço dos combustíveis, como acontece na Polónia
2️⃣ Redução do IVA dos combustíveis para 13% e IVA zero no cabaz alimentar essencial e regulação dos seus preços
3️⃣ Limitação das margens dos importadores e distribuidores de fertilizantes e linha excecional de apoio direto a agricultores e pescadores, evitando paragens da produção e disrupção da cadeia alimentar nacional.
4️⃣ Transportes públicos gratuitos, tarifa zero no metro, autocarros, comboios urbanos e barcos, com reforço significativo do investimento em frota e horários. O combustível mais barato é o que não se compra. Quem usa transporte público poupa centenas de euros, deve poupar ainda mais.
5️⃣ Contribuição extraordinária sobre os lucros excedentários das energéticas, das petrolíferas, da banca, da grande distribuição alimentar e dos importadores de fertilizantes. Quem ganha com a crise deve pagar a crise.