Lab Jose de Figueiredo

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18/09/2025
09/09/2025

Primeiro cuidámos do edifício, agora estamos a cuidar das pinturas do Grão Vasco.

31/08/2025

A pintura "Paisagem" de Columbano Bordalo Pinheiro, recentemente restaurada no Laboratório José Figueiredo, regressou ao nosso Atelier José Malhoa.

Apesar de Columbano não ser um paisagista por natureza, existem, contudo, ao longo do seu percurso artístico, algumas incursões na temática da paisagem.

Ramalho Ortigão aconselha Columbano a viajar pelo campo para compreender a luz e tornar-se um colorista, captando o motivo do natural, de forma a integrar a influência impressionista que o crítico identificava pela pincelada imprecisa e pela criação da denominada, à época, "paisagem de impressão".

As experiências de Columbano foram-se repetindo aos poucos, e a obra aqui apresentada é um excelente exemplo disso mesmo. Uma tela criada a partir do natural, "sobre o motivo", numa aproximação plástica que muito deve à aprendizagem francesa dos anos passados em Paris e em Fontainebleau.

A identidade de Columbano está presente na atmosfera melancólica desta paisagem que ao pretender ser uma interpretação pessoal da representação pictórica da intensidade da luz natural, se impõe, por essência, pela sua própria fragilidade representativa.

Paisagem, 1885
Óleo sobre tela
CMAG 932

29/08/2025
10/08/2025
Agradecemos ao Diretor do Palácio Nacional de Mafra as palavras generosas e rigorosa contextualização histórica da pintu...
24/07/2025

Agradecemos ao Diretor do Palácio Nacional de Mafra as palavras generosas e rigorosa contextualização histórica da pintura "Menino Jesus em descanso", recentemente intervencionada no Laboratório José de Figueiredo. A sua reflexão reforça a importância da descoberta da assinatura de Josefa de Óbidos, bem como o papel fundamental da conservação e restauro científico na produção de conhecimento. — Rui Camara Borges, Diretor do Laboratório José de Figueiredo.

"No Cadastro do Domínio Público, de 1950, esta pequena pintura do Menino Jesus deitado sobre o seu lado esquerdo encontra-se atribuída a Josefa de Óbidos e dada como proveniente das coleções próprias do Palácio de Mafra. Não é inusitada a presença de uma peça de época anterior à construção do Palácio (1730), como aliás acontece em todos os palácios reais portugueses, em que as coleções foram sendo agregadas ao gosto dos monarcas residentes, ou por vicissitudes históricas. Josefa de Óbidos é uma referência no panorama da historiografia de arte nacional e a sua pintura (composição, paleta, tipologia de suportes, estilo pictórico) é das mais reconhecíveis. Não seria necessário a assinatura de “Josepha” para atender a que estamos em presença de uma peça desta autora. Contudo, a descoberta da assinatura num frágil fragmento cromático, transforma esta peça num importante testemunho documental e coloca-a num rol muito limitado de peças assinadas. Mais do que uma “pequena” grande descoberta, a assinatura revelada por Vanessa Henriques Antunes, conservadora-restauradora do Laboratório José de Figueiredo, é um contributo para a história da arte, para o conhecimento e reconhecimento da obra de Josefa de Óbidos, e põe novamente em evidência a importância do restauro científico, com meios adequados e com critérios que nos permitem, hoje, recuperar uma informação quase invisível." — Sérgio Gorjão, Diretor do Palácio Nacional de Mafra.

(na imagem: reflectografia de infravermelhos, Luis Bravo Pereira, LJF-MMP/EPE)

Descoberta Inédita: Assinatura Original de Josefa de Óbidos Revelada! O Laboratório José de Figueiredo acaba de revelar ...
24/07/2025

Descoberta Inédita: Assinatura Original de Josefa de Óbidos Revelada!

O Laboratório José de Figueiredo acaba de revelar um segredo guardado há séculos! Durante a intervenção numa pintura atribuída à oficina da ilustre artista portuguesa do século XVII, já atribuída a Josefa de Óbidos por Vitor Serrão — concretamente a obra pertencente ao acervo do Palácio Nacional de Mafra intitulada Menino Jesus em descanso— emergiu a assinatura original da pintora “Josepha”, anteriormente oculta sob um verniz envelhecido.

O tratamento da obra é da responsabilidade da conservadora-restauradora de pintura antiga do LJF Vanessa Henriques Antunes, que a solicitou ao PNM para tratamento e estudo pelo seu precário estado de conservação, uma vez que se encontra mais de 70% lacunar. A revelação de “Josepha” ocorreu durante um meticuloso processo de limpeza química e foi confirmada com fotografia e reflectografia de infravermelhos. Este trabalho exemplifica o papel essencial e insubstituível dos profissionais de conservação e restauro na valorização e preservação do património cultural.

O LJF desempenha um papel crucial na conservação, estudo e valorização do património artístico nacional, garantindo através da sua ação especializada a salvaguarda das obras sob a sua responsabilidade e contribuindo significativamente para o enriquecimento histórico e cultural do país.

Veja as imagens exclusivas desta incrível revelação!

Imagem 1: Imagem de luz visível da pintura Menino Jesus em descanso, pertencente ao acervo do Palácio Nacional de Mafra (Luís Bravo Pereira, LJF-MMP,EPE)

Imagem 2: Imagem de luz ultravioleta da pintura Menino Jesus em descanso em fase de remoção parcial do verniz oxidado (Luís Bravo Pereira, LJF-MMP,EPE)

Imagem 3: Revelação progressiva da assinatura original de Josefa de Óbidos durante a delicada limpeza química da obra (Vanessa Henriques Antunes, LJF-MMP,EPE)

Imagem 4: Detalhe da refletografia de infravermelhos após limpeza do verniz validando a assinatura achada durante a limpeza (Luís Bravo Pereira, LJF-MMP,EPE).

Por Alcobaça...As áreas de escultura policromada, pedra policromada, pintura mural e fotografia do Laboratório José de F...
22/07/2025

Por Alcobaça...

As áreas de escultura policromada, pedra policromada, pintura mural e fotografia do Laboratório José de Figueiredo estiveram recentemente na emblemática Sala dos Reis, no Mosteiro de Alcobaça, a pedido do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., e da Direção do Mosteiro de Alcobaça, para realizar o relatório prévio sobre o conjunto de esculturas em barro policromado representando monarcas das 1.ª, 2.ª e 4.ª dinastias portuguesas.
Este conjunto escultórico foi já alvo de intervenções: a primeira em 2002, por conservadores-restauradores independentes, e posteriormente entre 2009 e 2014, no âmbito do Projeto Tacelo.
A monumentalidade das esculturas, associada à sua instalação em peanhas de pedra a grande altura, colocou desafios significativos em termos de acesso e observação. A inspeção do estado de conservação, identificação de degradações recentes e registo fotográfico, tanto geral como de pormenor, foram condicionados pelos meios disponíveis: uma escada de grandes dimensões, binóculos, câmaras fotográficas e telemóveis. Apesar das limitações, foi possível realizar observações diretas e recolher imagens de referência, ainda que estas não façam jus à escala e à complexidade do conjunto escultórico.

Exercícios de Simulação para Emergências em Museus - Investir em ResiliênciaA preparação não é um luxo — é uma necessida...
08/07/2025

Exercícios de Simulação para Emergências em Museus - Investir em Resiliência

A preparação não é um luxo — é uma necessidade. Os museus, enquanto guardiões de património insubstituível, não podem ficar à margem.
Os exercícios de treino para resposta são cruciais para:
- Testar e melhorar os planos de emergência;
- Identificar vulnerabilidades nas reservas, salas expositivas e rotas de evacuação;
- Treinar equipas para agir com rapidez e segurança, protegendo pessoas e coleções;
- Reforçar a articulação com proteção civil, bombeiros e outras forças de segurança.

A reação automática e bem coordenada só é possível se for treinada. Não é uma questão de se acontecer, mas de quando. E nessa altura, cada segundo conta.

Este exercício em particular fez parte da iniciativa que a Rede Portuguesa de Museus Rede Portuguesa de Museus realizou em Vila Nova de Foz Côa, sobre "Gestão de Riscos em Museus - Cheias, Incêndio, Sismo, Intrusão e Vandalismo" e teve como palco o Museu do Côa . Nas imagens podemos ver os Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Foz Côa.
Esta iniciativa da RPM teve a colaboração da Área de Conservação Preventiva do Laboratório José de Figueiredo.

MNM 0135 – Trombone de Varas ou "Trombone de B***a"Uma das particularidades do trabalho de conservação e restauro de met...
01/07/2025

MNM 0135 – Trombone de Varas ou "Trombone de B***a"

Uma das particularidades do trabalho de conservação e restauro de metais é a diversidade que surge em cada intervenção. Entre a estabilização de produtos de corrosão e a remoção de sujidades, passando pelo tratamento de policromias aplicadas em suportes metálicos (sempre em estreita colaboração com as colegas da área de Pintura), cada peça traz os seus próprios desafios.

Neste caso, a conservadora-restauradora assumiu o papel de "dentista" e "oftalmologista" de uma peça invulgar: um trombone de varas em latão policromado, possivelmente produzido no início do século XIX, pertencente ao acervo do Museu Nacional da Música. A peça é também conhecida como "trombone de b***a" devido à forma da sua campânula, que neste caso representa a cabeça de uma serpente.

A policromia encontrava-se com depósitos de sujidades e uma camada escurecida, resinosa, espessa e irregular, que dificultava a leitura da decoração original. O tratamento consistiu numa limpeza química com solventes, de modo a remover a sujidade e a camada resinosa. Esta intervenção foi complementada por uma limpeza mecânica com bisturi nas zonas de sujidade mais aderente.

Créditos fotográficos: Luís Piorro (LJF-MMP); Mª João Furtado (LJF-MMP)

A  Rede Portuguesa de Museus   realiza de 24 a 27 de Junho, em Vila Nova de Foz Côa, uma formação sobre "Gestão de Risco...
25/06/2025

A Rede Portuguesa de Museus realiza de 24 a 27 de Junho, em Vila Nova de Foz Côa, uma formação sobre "Gestão de Riscos em Museus". Na iniciativa, em parceria com o Museu do Côa , participa, como formadora, a nossa colega da área da Conservação Preventiva, Joana Amaral. O evento aborda a prevenção e mitigação de riscos culminando com um exercício de resposta à emergência.

Na última foto: apresentação do subchefe Mário Ferreira do Regimento de Sapadores Bombeiros - Lisboa

23/06/2025

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1249-018

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