06/10/2022
OS DISPARATES DA DGS SOBREVIVEM AO COVID
As recentes medidas de controlo do COVID, emitidas pela DGS, insistem em tratar os lares de idosos como Hospitais e mantem a indicação de utilização de máscaras em Hospitais e ERPIS.
Esta é mais uma asneira da DGS.
Em primeiro lugar esquece-se dos centros de dia e dos cuidados domiciliários, reduzindo a indicação às ERPIS (Lares de idosos) mas mais grave que isso é insistir em tratar doa lares como se fossem hospitais. A DGS continua com uma grande confusão e das duas uma: ou considera mesmo os lares unidades hospitalares, altera a tutela sobre os lares e exige cuidados de enfermagem e de médicos a esse nível ou esquece que tem alguma coisa a ver com lares de idosos, como devia, desde o início ter feito, evitando especulações e situações graves que só poderiam ser da responsabilidade das autoridades e das tutelas (Lar Reguengos de Monsaraz, Lar dos Inválidos do Comércio do Porto).
Os lares são espaços de convivência social nos quais prometemos substituir a vida que tem no domicílio e na comunidade, oferecendo segurança e apoio nos cuidados de vida diária e nas necessidades básicas. São espaços onde o afeto, o toque, a interação são aspetos desenvolvidos e motivados.
Durante dois anos estiveram privados de tudo isto e de muito mais, dados alguns disparates das autoridades.
Os residentes de lares nesta altura retomaram, na maioria dos casos, a sua vida de sempre e muitos saem com frequência dos lares e frequentam os espaços coletivos no exterior, participando em festas, em passeios, em grupos de outros idosos.
Qual a justificação desta regra das máscaras? Que evidencia suporta esta exigência?
Sabe-se que a sonegação de informação por parte da DGSD mantém-se. Até hoje nada foi publicado sobre a origem onde ocorreram os falecimentos por COVID. Parece que a diabolização que foi feita sobre os lares pariu um rato: Será que foi nos lares que faleceram mais pessoas por COVID? Provavelmente não e estamos a referir-nos a pessoas com mais de 65 anos e com avaliação percentual. Mas nada nos dizem a este respeito. Se calhar teríamos depois de verificar quantas dessas pessoas acabaram por falecer em consequência do desprezo dado inicialmente aos lares e do desprezo que a própria legislação tem em relação às pessoas idosas.
Não é confortável apresentar esses números.
Mas atualmente a situação ainda se agrava sobre a inexistência de informação: quantos lares tem surtos de COVID? Quantas pessoas tem recorrido a serviços de saúde oriundas de lares? Aliás insistir nesta fragilidade dos lares que justifica uso de máscara é desacreditar a vacinação e, acima de tudo, desacreditar o trabalho que se desenvolve nos lares com todas as dificuldades conhecidas.
Diretores técnicos existem que já acabaram com estas restrições sem sentido, abriram as visitas normais, permitiram a circulação de pessoas do exterior, motivam a saída de residentes para estarem com as suas famílias, descontraem os trabalhadores e tentam compensá-los pelos dois medonhos anos que passaram. Diretores Técnicos que cumprem a sua principal obrigação: defender as pessoas idosas institucionalizadas e as suas equipas de trabalho.
A manutenção da obrigatoriedade de máscaras nas ERPIS é ridícula, discrimina as pessoas idosas institucionalizadas, diferenciando-as de todas as outras, trata-as como doentes partindo do principio que a idade avançada é uma doença.
Os dispartes não morreram com o COVID como infelizmente aconteceu com muitas pessoas, algumas também devido a disparates.