30/10/2025
Direito de defesa-Esclarecimento público
Na sequência da tomada de posse dos órgãos da freguesia de Amor, ocorrida no dia 28/10/2025, o Partido Chega foi acusado de se recusar a ocupar qualquer cargo na mesa da assembleia de freguesia.
Importa esclarecer que essa informação, embora verdadeira no seu resultado, carece de explicação quanto aos motivos que fundamentaram tal decisão.
Em primeiro lugar, existe uma clara incompatibilidade ideológica entre o Partido Chega e o Partido Socialista, que lidera o executivo da freguesia. Contudo, quero deixar bem claro que nada tenho contra as pessoas que integram esse partido ou qualquer outro. O respeito pessoal está sempre acima das diferenças políticas. Essa divergência prende-se apenas com princípios e visões distintas sobre a gestão pública e a representação democrática.
Em segundo lugar, foi percepcionada uma tentativa de condicionar o sentido de voto do representante do Chega através da atribuição de um cargo na mesa de assembleia, algo que jamais aconteceria. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa independente, de ideias firmes e convictas, que sabe muito bem o que quer e que defende os seus princípios acima de qualquer interesse político.
Relativamente às alegadas conversas com todos os partidos, é importante referir que nunca existiu uma reunião conjunta com todos os representantes, o que teria sido o procedimento mais transparente e equilibrado. Fala-se em pluralidade, mas a primeira proposta de mesa apresentada a votação era composta unicamente por membros do partido socialista. Só após a reprovação dessa proposta é que foi sugerido o nome do representante da iniciativa liberal, que foi aceite em votação. De seguida, foi proposto o representante do PSD, sem que este tivesse sido previamente informado, o qual recusou o convite. Assim, não corresponde á verdade a narrativa de que a composição inicial da mesa visava a pluralidade.
Por fim, reafirma-se que o Partido Chega foi eleito para exercer o papel de oposição, e é essa função que assumirá de forma responsável e construtiva . O Chega respeitará sempre a vontade dos eleitores e defenderá o bem da freguesia e das suas pessoas, votando favoravelmente sempre que as propostas sirvam o interesse público e votando contra quando tal se justificar.
O Partido Chega manterá a sua total liberdade e independência, valores que considera inegociáveis, e jamais aceitará qualquer condição que possa comprometer esses princípios.
O Representante do Partido Chega na Assembleia da Freguesia de Amor
Mauro Inês