15/12/2025
CORDAS AO PESCOÇO NÃO APAGAM ANOS DE SILÊNCIO
Invocar D. Egas Moniz para comentar uma obra pública em Lamego é, no mínimo, um exercício de retórica exagerada e profundamente injusto.
Comparar o atual Executivo Municipal a uma alegada falta de nobreza ou de palavra é particularmente infeliz, quando estamos perante um Executivo que já investiu mais na rede de água e saneamento da Penajóia do que todos os executivos socialistas juntos desde o 25 de Abril.
D. Egas Moniz não resolve décadas de inação
O que verdadeiramente ofende a memória da população da Penajóia não é o presente, mas sim o passado. Um passado em que José António Santos foi vereador durante quatro anos e presidente da Câmara durante oito, num período em que, centenas de famílias continuaram sem água canalizada e sem saneamento básico em casa. Nessa altura, curiosamente, não houve cordas ao pescoço, nem dramas morais, nem grandes preocupações públicas com a dignidade das pessoas.
A nobreza política não se proclama em comentários de redes sociais nem se encena com metáforas históricas. Mede-se pelas decisões tomadas quando se tem poder e, nesse capítulo, os factos são teimosos. Só agora (talvez por ser o último mandato do actual executivo da Junta socialista) e quando finalmente se fazem as obras que sempre foram adiadas, surge uma indignação tardia, que soa mais a oportunismo do que a verdadeira preocupação pelas populações.
Honestidade política também é lembrar o passado
O povo da Penajóia tem memória, sabe quem esteve no poder e nada fez, e também sabe quem está a resolver problemas antigos. Talvez isso ajude a explicar porque razão José António Santos fala hoje como candidato derrotado.
A oposição é legítima, mas a demagogia e as lições de moral sem autoridade histórica, não honram ninguém.
Freguesia de Penajóia
Juventude Social Democrata de Lamego