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A aldeia histórica de Idanha-a-Velha: cidade, território e população na antiguidade (séc. PTDC/HAR-ARQ/6273/2020. I a.C. Adoricus. VII. IX ou inícios do séc. IX.
Endereço
Idanha-A-Velha
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Our Story
A atual aldeia de Idanha-a-Velha foi, em época romana, a importante capital da ciuitas Igaeditanorum. A cidade de Igaedis dominou um vasto território. Da antiga cidade romana restam significativas construções, entre as quais se destaca o templo do fórum (sobre o qual se ergueu a Torre Templária). Na época suévica, a cidade, desde então designada Egitania, foi promovida a sede de diocese, encontrando-se a presença dos seus bispos registada em vários concílios. Em 585, é integrada no reino visigótico, mantém-se como sede episcopal, tendo sido vários os reis visigodos que cunharam aqui moeda. Deste tempo parecem destacar-se dois batistérios e talvez parte da muralha que rodeia a atual aldeia. Face a todo o significado e potencial histórico e arqueológico que encerra, Idanha-a-Velha é um dos sítios mais emblemáticos da arqueologia portuguesa, tendo esta aldeia histórica sido classificada, primeiro, como Imóvel de Interesse Público (1956) e, depois, como Monumento Nacional (1997). Não obstante os trabalhos de investigação já realizados em Idanha-a-Velha, este espaço continua em grande medida por descobrir e são mais as perguntas do que as respostas que hoje podem ser dadas sobre a história deste singular sítio. Assim, face ao carácter único e desafiante de Idanha-a-Velha, foi apresentado e aprovado pela tutela (DGPC) o projeto de investigação Da Civitas Igaeditanorum à Egitânia. A construção e evolução da cidade e a definição dos seus territórios da época romana até à doação dos Templários (séculos I a XII). IGAEDIS, dirigido por Pedro C. Carvalho da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Catarina Tente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e no qual participam, em estreita articulação, investigadores de ambas as instituições universitárias e da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova.