ADGRD - Arquivo Distrital da Guarda

ADGRD - Arquivo Distrital da Guarda Arquivo Distrital da Guarda, dependente da DGLAB, este último, tutelado pelo Ministério da Cultura.

Um Serviço Público com História…

A ideia da criação de um arquivo de âmbito distrital na sede de cada Distrito estava já patente no Decreto n.º 19.952 de 27 de Julho de 1931. O Decreto-Lei n.º 46:350 de 22 de Maio de 1965, criava e remodelava vários arquivos distritais entre eles o da Guarda, no entanto só quase duas décadas depois o Arquivo Distrital da Guarda abriria ao público. A 1 de Outubro

de 1982, a Direcção Geral do Património do Estado, cede ao Instituto Português do Património Cultural, o edifício do antigo Convento de São Francisco da Guarda, que recentemente tinha deixado de ser quartel e sede do Regimento de Infantaria n.º 12. Após obras de adaptação numa pequena parte do edifício, o Arquivo Distrital da Guarda, começaria a funcionar em Setembro de 1984. A incorporação de documentação proveniente de diversos organismos públicos e privada, Claustros de
todo o Distrito, cedo quase esgotou a pequena capacidade de depósito de então. Uma recuperação mais profunda das alas sul e poente do edifício do antigo convento franciscano, veio dotar o Arquivo Distrital, a partir de Junho 1993, de uma capacidade de depósito para cerca 3 km de documentos, dispondo de uma ampla sala de leitura, de um espaço polivalente destinado a exposições e auditório, entre outros recursos.

8 de setembro | Dia Internacional da Literacia       O Dia Internacional da Literacia celebra-se anualmente a 8 de setem...
08/09/2026

8 de setembro | Dia Internacional da Literacia

O Dia Internacional da Literacia celebra-se anualmente a 8 de setembro, tendo sido instituído pela UNESCO em 1966. A data destaca a literacia como um direito humano fundamental e uma ferramenta essencial para a dignidade, a justiça social e o desenvolvimento sustentável.
Ler e escrever nem sempre esteve ao alcance de todos. Nos documentos históricos do ADGRD, é frequente encontrar a expressão “não assina por não saber escrever”.
No registo de casamento de José Felizes com Maria Joze, realizado a 23 de fevereiro de 1865, na igreja de Santa Maria de Celorico da Beira (registo n.º 4/1865), o prior Joze Mendes de Almeida termina o registo com a seguinte referência:

“E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido, e conferido perante os conjuges, testemunhas, e pais da Nubente, o assignei com o Nubente, e primeira testemunha, deixando os outros de fazelo por não saberem ler nem escrever.”

Neste Dia Internacional da Literacia, recordamos como um simples assento paroquial nos mostra uma realidade, não tão distante, onde assinar o próprio nome ainda era um privilégio.

PT/ADGRD/PRQ/PCLB19/002/00007 – Registos de casamentos da paróquia de Santa Maria de Celorico da Beira, 1865.

Curiosidade | Licença de porta aberta       Sabia que no passado, para estabelecimentos de cariz comercial, como as merc...
26/08/2026

Curiosidade | Licença de porta aberta

Sabia que no passado, para estabelecimentos de cariz comercial, como as mercearias, cervejarias, casa de pasto, cafés, hospedarias, estalagens e pensões que estavam abertos ao público, era necessária uma licença emitida diretamente pelo Governador Civil?
Ao abrigo da legislação do século XIX (como as Leis de 1869, 1872 e a Portaria de 1879), o funcionamento de estabelecimentos comerciais dependia do pagamento de uma taxa e da emissão destas licenças autorizadas pelo Estado, as conhecidas licenças de porta aberta.
No Livro de Registo de Licenças, 1888-01-11/1925-09-26 (PT/ADGRD/ACD/GC/H-HC/004/00001), preservado no fundo do Governo Civil, é possível encontrar, entre outras licenças concedidas pelo Governador Civil as denominadas de Porta aberta.

Consultando o documento referido encontramos, no dia 5 de setembro de 1899, o registo da concessão de licença de porta aberta ao Grémio Artístico Sande e Castro*, pelo período de 4 meses.

Estes registos são verdadeiras preciosidades para a história local e para compreender a vida quotidiana das nossas terras há mais de um século.

* "A Casa de recreio da Rua Direita, que passou a chamar-se Grémio Artístico Sande e Castro, e no qual ocorriam serões musicais e bailes familiares, num ambiente modesto mas respeitável, frequentado sobretudo por famílias de empregados do comércio e dos serviços públicos."

Fonte: «Carta Dominical», por Jesué Pinharanda Gomes, consultado em 31/07/2026 em https://capeiaarraiana.pt/2015/12/13/92177/ #:~:text=Deste%20facto%20edit%C3%A1mos%20o%20%C2%ABRegulamento%20Interno%20para,Castro%20deixados%20%C3%A0%20Guarda%20e%20ao%20distrito.

🎬Em cartaz | "Cantinflas Aviador" No dia 18 de agosto de 1959, no Cine-Teatro da Guarda, foi apresentado o filme “Cantin...
18/08/2026

🎬Em cartaz | "Cantinflas Aviador"

No dia 18 de agosto de 1959, no Cine-Teatro da Guarda, foi apresentado o filme “Cantinflas Aviador” com interpretações de Cantinflas (Mario Moreno), Ángel Garasa, Andrés Soler, entre outros.
Em Portugal, Cantinflas, tornou-se um enorme fenómeno de popularidade em meados do século XX, deixando uma marca profunda na cultura popular e no imaginário do cinema no país, tornando-se numa figura acarinhada por sucessivas gerações de portugueses.

Fundo: Delegação Distrital da Inspecção dos Espectáculos, Espectáculos Visados

PT/ADGRD/ACD/DIE/003/0019/000139

Documento em destaque | 1838 Livro que hade servir para as Tutorias dos Orffaons do Distrito de Cazal de Cinza1838-01-01...
14/08/2026

Documento em destaque | 1838 Livro que hade servir para as Tutorias dos Orffaons do Distrito de Cazal de Cinza
1838-01-01/ 1838-12-18
Do fundo do Juízo de Paz de Casal de Cinza, destacamos o “Livro que hade servir para as Tutorias dos Orffaons do Distrito de Cazal de Cinza”. Este livro regista a nomeação de tutores e a gestão dos bens das crianças que ficavam sem proteção paternal (tutorias dos órfãos da freguesia de Casal de Cinza e suas anexa, que eram: Gonçalo Bocas, Arrifana, Carpinteiro, Casal de Cinza, Casas da Ribeira, Criado, Gata, João Bragal e Pessolta).
A Carta Constitucional de 1826 estabeleceu os juízes de paz, essencialmente destinados a promover a conciliação de pessoas desavindas e evitarem os recursos a tribunais superiores.
A Lei de 15 de outubro de 1827 institui juízes de paz em cada freguesia ou capela curato do reino, definindo-os como magistrados eletivos que presidiam ao Juízo Conciliatório.
O Decreto de 16 de maio de 1832 institui um distrito de juiz de paz para cada freguesia.
Posteriormente, em 1836, o Decreto de 29 de novembro determina: “os distritos dos juízos de paz” que compreenderão uma ou mais freguesias até perfazerem 200 fogos.

Código de ref.ª PT/ADGRD/JUD/JPCCZ/00001
Consulte o documento na íntegra seguindo a ligação: https://digitarq.arquivos.pt/documentDetails/b76da8d32e6245bebab87a2e2e19d7f6

PERSONALIDADES DO DISTRITO DA GUARDA |  Francisco Manuel dos SantosSabia que a origem de uma das maiores histórias de su...
08/08/2026

PERSONALIDADES DO DISTRITO DA GUARDA | Francisco Manuel dos Santos

Sabia que a origem de uma das maiores histórias de sucesso empresarial de Portugal tem raízes profundas no distrito da Guarda?
Falamos do Grupo Jerónimo Martins, cuja reestruturação e grande expansão se devem a Francisco Manuel dos Santos.
Nascido a 8 de agosto de 1875, na aldeia do Safurdão, concelho de Pinhel, Francisco Manuel dos Santos era filho de Manuel Narciso, natural da mesma freguesia e de Teresa de Jesus, natural de Pala.
Frequentou a escola primária até aos 10 anos, idade em que deixou a terra natal rumo ao Porto para trabalhar como ajudante de mercearia. Após quase duas décadas de intenso trabalho e poupança, iniciou o seu percurso em nome próprio ao adquirir a Casa da Índia em 1905, fundando mais tarde, em 1920, os Grandes Armazéns Reunidos.
O grande ponto de viragem deu-se em 1921, quando transferiu os seus negócios para Lisboa e assumiu a prestigiada mercearia "Jerónimo Martins", no Chiado. Sustentado pela sua enorme reputação de honradez e trabalho, reestruturou a empresa e transformou-a num modelo de inovação, sendo pioneira no país ao atribuir o 13.º mês aos seus operários, além de assegurar creche e colónias de férias para os filhos dos colaboradores.
Nas décadas seguintes, o grupo expandiu-se para a indústria com a FIMA e celebrou uma parceria histórica com a Unilever em 1949.
Antes de falecer, em 1953, fundou em 1941 com os seus sete filhos a Sociedade Francisco Manuel dos Santos — estrutura familiar que hoje detém 56,14% da Jerónimo Martins.
Em 2009 foi fundada, em sua homenagem, a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS). Nos termos dos seus estatutos, a FFMS tem por missão estudar, divulgar e debater a realidade portuguesa, de uma forma inteiramente livre e independente.
A FFMS publica livros e elabora estudos, sobre temas relevantes para a sociedade, como a educação, a economia, a justiça ou políticas públicas; organiza encontros e debates onde reúne e dá voz a especialistas nacionais e estrangeiros; e cria, reúne e difunde dados quantitativos sobre Portugal, a Europa e o mundo através de várias plataformas.
Nas palavras de Alexandre Soares dos Santos, um dos seus descendentes, a Fundação “É a forma que foi escolhida para estudar os grandes problemas nacionais e levá-los ao conhecimento da sociedade civil, visando o debate e estimulando a discussão entre os seus membros. Pretendemos uma sociedade aberta à cultura, consciente dos seus problemas e das soluções mais adequadas à sua resolução. Uma sociedade ativa que, sem medo e em plena liberdade, expõe os seus pensamentos, a sua crítica e os seus anseios.”

Registo de batismo n. º13/1875 da Paróquia de Safurdão, Pinhel
Cód. Ref.: PT/ADGRD/PRQ/PPNH28/001/00017
https://feed.jeronimomartins.com/business/our-business/family-behind-jeronimo-martins/

Processos de pedido de concessão de alvarás a Agentes Volantes de Emigração | 1918No mês em que, por tradição, os emigra...
01/08/2026

Processos de pedido de concessão de alvarás a Agentes Volantes de Emigração | 1918

No mês em que, por tradição, os emigrantes regressam à sua terra natal, destacamos uma figura histórica do século XIX e início do século XX: os agentes volantes de emigração.
Os agentes de emigração constituíam uma vasta e hierarquizada rede de intermediários (cerca de três a quatro mil pessoas nos anos de 1890 ), que articulavam os interesses das companhias de navegação com as necessidades dos emigrantes.
Operando a diferentes níveis, desde grandes representantes no Porto e em Lisboa até figuras locais nas províncias (como comerciantes, proprietários, autarcas e até clérigos), estes agentes angariavam passageiros a troco de comissões, promoviam a obtenção de passaportes e facilitavam o transporte. Para além do apoio burocrático, atuavam como financiadores das dispendiosas viagens e das obrigações fiscais ou militares, concedendo empréstimos a juros elevados, frequentemente garantidos por hipotecas de bens familiares.
Apesar de criticados pela opinião pública, devido a práticas abusivas e ao incentivo à clandestinidade de mancebos sujeitos ao recrutamento militar, desempenhavam um papel central na infraestrutura económica da emigração, viabilizando a deslocação de milhares de portugueses.
Perante a forte saída de população e as crescentes denúncias de abusos (como famílias deixadas ao desamparo ou passageiros abandonados em condições precárias nos portos), o Estado português viu-se forçado a intervir. Através de leis rigorosas (como as de 1896 e 1907), proibiu-se o aliciamento direto, exigiram-se cauções financeiras elevadas, regulamentou-se a emissão de passaportes, passaram a distinguir-se os emigrantes dos simples viajantes, reforçou-se a fiscalização policial a bordo dos navios, exigiram-se contratos formalmente visados pelas autoridades e impôs-se um rigoroso controlo estatal às saídas do país.
No distrito da Guarda, a 4 de março de 1918, Joaquim Augusto Correia de Carvalho, proprietário, natural de Seia, submeteu um pedido de concessão de alvará ao Governador Civil do Distrito da Guarda, "desejando habilitar-se como agente volante de emigração, com a exclusiva faculdade de solicitar passaportes, entregar bilhetes de passagem e acompanhar emigrantes, para o que junta os documentos exigidos pelo artigo terceiro do regulamento do distrito da Guarda, de vinte e dois de agosto de mil oitocentos e noventa e seis".
Fundo: Governo Civil da Guarda
Subsecção: Licenciamentos
Série: Processos de Concessão de Alvarás a Agentes Volantes de Emigração:
Código de referência: PT/ADGRD/ACD/GC/H-HC/003/00001

Em cartaz | "O Tesouro de Tarzan"No dia 29 de julho de 1943, no Coliseu da Beira, foi apresentado  filme o "O Tesouro de...
29/07/2026

Em cartaz | "O Tesouro de Tarzan"

No dia 29 de julho de 1943, no Coliseu da Beira, foi apresentado filme o "O Tesouro de Tarzan" (Tarzan's Secret Treasure), uma produção do género de aventuras, do estúdio MGM. Este filme realizado por Richard Thorpe e com interpretações de Johnny Weissmuller, Maureen O'Sulivan, John Sheffield, entre outros.
A respeito deste filme partilhamos a seguinte curiosidade: após a morte do famoso produtor da MGM Irving Thalberg em 1936, os orçamentos para os filmes de Tarzan sofreram cortes drásticos. Por causa disso, o realizador utilizou imensas cenas de arquivo de filmes anteriores. A célebre e perigosa cena da luta com o crocodilo foi aproveitada de Tarzan e a Sua Companheira (1934) e esta foi a terceira vez que a MGM usou exatamente a mesma gravação num filme.
Este cartaz pertence ao Fundo Delegação Distrital da Inspecção dos Espectáculos, Espectáculos Visados. A expressão "espetáculos visados" refere-se a peças de teatro, exibições de cinema, circo ou concertos que, durante o Estado Novo em Portugal, tinham de ser obrigatoriamente submetidos à aprovação prévia do regime antes de chegarem ao público.
Cód. Ref.: PT/ADGRD/ACD/DIE/003/0015/000079

O processo de ordenação sacerdotal como fonte para a investigação genealógica        No Arquivo Distrital da Guarda, a b...
27/07/2026

O processo de ordenação sacerdotal como fonte para a investigação genealógica

No Arquivo Distrital da Guarda, a busca pelas raízes familiares e pela memória dos antepassados é uma constante. Entre os vários fundos documentais disponíveis, destacamos, hoje, os processos de ordenação sacerdotal.
Os processos de ordenação sacerdotal que contém, entre outros, as inquirições de “genere et moribus” (purgando o sangue e os costumes de impurezas ou heresia) constituem uma das fontes mais ricas e fidedignas para a investigação genealógica, uma vez que a Igreja exigia uma rigorosa comprovação da legitimidade, moralidade e ascendência do candidato antes de lhe conceder o sacramento. A grande relevância destes processos reside no facto de conterem, por vezes, as transcrições integrais dos assentos de batismo e casamento dos pais e de todos os avós do habilitando. Além disso, as detalhadas inquirições de testemunhas locais oferecem um valioso contexto biográfico e socioeconómico, registando o estatuto social da família, a ausência de impedimentos canónicos, a profissão dos antepassados e o chamado "património" (instituído para garantir o sustento financeiro do futuro padre), transformando um simples registo burocrático numa autêntica biografia familiar do candidato.
Como exemplo desta riqueza documental, partilhamos o processo de ordenação de Manuel de Osório, natural da paróquia de Manteigas, datado do ano de 1637.
No caso de Manuel de Osório, numa das petições do habilitando é explicado que nas diligências ordinárias os seus inimigos opuseram que o suplicante tinha "raça da nação Hebrea", pelo que se ordenou que se fizesse secretamente informação de geração do avô paterno do suplicante, tendo sido apurado que eram cristãos velhos.

Processo de ordenação de Manuel de Osório – PT/ADGRD/DIO/DIOGRD/C/001-009/00003
https://digitarq.arquivos.pt/documentDetails/d5467ae845124bc58df415229c102d88

PERSONALIDADES DO DISTRITO DA GUARDA | Brigadeiro Joaquim Teles Jordão       No aniversário da sua morte, recordamos o B...
23/07/2026

PERSONALIDADES DO DISTRITO DA GUARDA | Brigadeiro Joaquim Teles Jordão

No aniversário da sua morte, recordamos o Brigadeiro Joaquim Teles Jordão, uma das figuras militares mais marcantes (e controversas) do distrito da Guarda.
De acordo com as fontes, nasceu em São Vicente, Guarda (cerca de 1777), filho de Bernardo Teles Jordão e Catarina da Conceição de Azevedo Barreto.
Iniciou a sua carreira militar em 1796 no Regimento de Infantaria N.º 11. Passou pelo Regimento de Milícias da Guarda e combateu com bravura na Guerra Peninsular contra as invasões francesas, subindo rapidamente na hierarquia.
No entanto, foi o turbilhão político do século XIX que traçou o seu destino. Apesar de ter começado por combater pelos liberais, acabou por se aliar à facão conservadora e absolutista de D. Miguel, chegando ao posto de brigadeiro. Participou na Martinhada e desempenhou um papel de grande relevo na repressão do movimento liberal em Lisboa na sequência da restauração da monarquia tradicional por D. Miguel I. Destacou-se no Cerco do Porto e depois na defesa de Lisboa contra o avanço das tropas liberais comandadas pelo duque da Terceira.
Já como Marechal-de-Campo, assumiu em 1832 o governo da Torre de São Julião da Barra, prisão dos opositores políticos. A crueza e dureza com que tratou os presos liberais granjearam-lhe um profundo ódio por parte dos seus inimigos.
Em 23 de julho de 1833, tentou travar o avanço das forças liberais na margem sul do Tejo. Derrotado no Combate de Cacilhas, tentava embarcar em fuga quando foi capturado e morto a golpes de sabre pelas tropas liberais.
O rancor popular era tal que o seu corpo acabou por ser enterrado na praia de Cacilhas e o povo de Lisboa cantou nas ruas:

"Já morreu Teles Jordão / Nas profundas do Inferno / Os diabos lá disseram / Temos carne para o Inverno!"

O inventário por óbito de Joaquim Teles Jordão correu no Tribunal Judicial da Comarca da Guarda, mais de 20 anos após a sua morte, sendo Cabeça de casal a viúva, Dona Mariana Rita de Andrade, do lugar da Faia.

Inventário por óbito de Joaquim Teles Jordão | Código de ref.ª PT/ADGRD/JUD/TJGRD/B/001/01376

Nota: neste inventário consta com data da sua morte o1.º de abril de 1834, contudo historicamente, ficou registado o dia 23 de julho de 1833, considerando que morreu durante a Batalha da Cova da Piedade (combate de Cacilhas).

Documento em destaque |  “Registo de Visitações da Paróquia de Aldeia Nova da Teixeira" (1635-07-03/ 1725-06-10)O Concíl...
17/07/2026

Documento em destaque | “Registo de Visitações da Paróquia de Aldeia Nova da Teixeira" (1635-07-03/ 1725-06-10)
O Concílio Tridentino impunha aos bispos a obrigação de visitar anualmente as freguesias do seu bispado. Tal objetivo era impossível de realizar, quer pela extensão de algumas dioceses, ou ainda por dificuldades de ordem vária. Assim, os bispos desempenhavam essa missão por interposta pessoa, que podia ser o Provisor, o Vigário Geral, ou ainda outros elementos conceituados do clero local.
As visitas não se destinavam somente a inspecionar aspetos relativos ao culto, mas também a exercer uma vigilância sobre os comportamentos sociais, através do julgamento dos “pecadores públicos”.
Assim, da inspeção resultavam livros de visitas e/ou de devassas onde se registava a “inspeção” feita às igrejas (nomeadamente às alfaias, livros, obras de arte e relíquias de circunscrição paroquial), às capelas e aos oratórios. Tratam ainda da observância da liturgia, do direito católico, da punição dos reincidentes, da promoção do clero, do número de pessoas e fogos das paróquias, da profissão das testemunhas e culpados, dos costumes locais, dos direitos dos visitadores (em géneros e dinheiro), da construção e destruição de igrejas, da sua reparação e restauro e da colocação dos objetos de culto.
Este mês, destacamos “Registo de Visitações da Paróquia de Aldeia Nova da Teixeira" (1635-07-03/ 1725-06-10).
Este documento inclui à f. 177, escrito no sentido inverso, o "Inventário dos movens e pecas que ha na hermida de nossa Senhora da Teixeira, conforme o mandado do Reverendo Visitador as folhas 23".
O documento pode ser consultado na íntegra no nosso repositório: https://digitarq.arquivos.pt/documentDetails/da3371c865f44bedb14e06d346c8b4c3
Código de Ref.ª PT/ADGRD/DIO/DIOGRD-PGRD55/001/00001

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