07/04/2022
A verdade e os factos!
Circula nos últimos dias, em alguns órgãos de comunicação e nas redes sociais, comunicados sobre a situação da Junta de Freguesia de Góis.
Sobre o assunto esclarecemos o seguinte:
De acordo com a Lei quem ganha, sem maioria absoluta no caso de uma Assembleia de Freguesia, deve procurar estabelecer uma negociação séria com as restantes forças políticas de forma a conseguir uma solução de governabilidade que coloque os interesses comuns da freguesia e dos seus fregueses em primeiro lugar.
Devem ser feitas tantas propostas sérias, quanto as necessárias para se chegar a um entendimento/acordo que implicará sempre a cedência de todas partes envolvidas. Aliás no ato eleitoral anterior, em 3 das 4 freguesias foram feitos esses entendimentos, havendo acordos entre PS e PSD, PS e Independentes e entre PS, PSD e Independentes! Como é que em 2017 se conseguiram os entendimentos necessários, inclusivamente, na freguesia de Góis e agora tal não foi possível?!
Entre o ato eleitoral e a tomada de posse, foram efetuados contactos pelo Presidente eleito, com os líderes do GCEI e do PS, onde cada um manifestou interesse em que um dos seus elementos integrassem o executivo. Até hoje continuamos à espera da resposta!
No dia da tomada de posse os nomes propostos pelo Sr. Presidente, todos do PSD foram chumbados. Numa assembleia seguinte, voltaram os mesmos nomes a serem propostos e, novamente, chumbados. Tendo sido esta a única votação proposta em sede de Assembleia.
Na única reunião efetuada com os líderes dos Independentes, PS e PSD, após a primeira Assembleia, foram propostos quatro nomes para a formação de executivo. Fruto dessa reunião, resultou a integração de um elemento de cada partido. Porém de todos os nomes apresentados, estes não foram aceites pelo presidente eleito, argumentando este que “deste não gosto, com o outro não trabalho!”
Apresentada, pelo Presidente Eleito, uma proposta ao elemento feminino do GCEI, em plena reunião de Assembleia de Freguesia e sem qualquer acordo prévio, foi, nessa mesma reunião feita uma contraproposta pelo líder de bancada, do GCEI, que consistia na integração desse mesmo o elemento feminino, o líder de bancada do PS e a cedência da Mesa da Assembleia e respetivos lugares. Ressalve-se que tal, contraproposta, não foi aceite pelo Presidente de Junta eleito pelo PSD, ficando demonstrado, mais uma vez, que o cabeça de lista pelo Grupo de Independentes por Góis, ficaria de fora do executivo e da mesa da assembleia, não tendo sido possível chegar a uma solução de governabilidade! Ficando aqui demonstrado de quem é o assalto ao Poder.
A integração de um elemento do GCEI na Comissão Administrativa incomoda, porque mais uma vez apenas pretendiam exercer o poder sozinhos, pois por desconhecimento, ou não, podiam ter nomeado uma Comissão Administrativa “Ad Hoc”, até a nomeação oficial, à semelhança do que já foi feito em situações idênticas, mas para isso tinham de negociar com a oposição, algo que nunca souberam ou quiseram verdadeiramente fazer.
Quanto à presença de advogados nas reuniões da Assembleia que é um órgão fiscalizador e deliberativo, apenas serviu para colocar pressões externas sobre os membros da oposição.
Quem tenta negociar na presença de advogados munidos de pareceres verbais que apenas visam condicionar os membros da assembleia eleitos para a oposição, não está para chegar a um entendimento, mas para impor a sua vontade!
Quanto à questão dos ordenados consultem os documentos que publicamos em anexo, pois a verdade demonstra-se com factos e não com retórica enviesada!
Face à incapacidade de quem foi eleito para governar e conseguir encontrar uma solução para o impasse, e face ao sentido de responsabilidade dos membros da oposição relativamente à situação dos vencimentos dos funcionários e ao respeito pelos cidadãos da freguesia de Góis, apenas restou efetuar uma demissão em bloco da oposição para que se devolvesse o poder de decisão ao povo.
Nesse mesmo sentido de respeito pelos Goienses e de responsabilidade chegou-se a um entendimento para uma candidatura conjunta entre elementos do PS e Independentes por Góis para evitar um possível novo impasse após novas eleições, pois nós lutamos pela nossa terra e pela melhoria da qualidade de vida dos cidadãos da nossa freguesia acima de qualquer interesse pessoal.
No próximo dia 10 de abril, o povo que escolha de forma esclarecida e transparente o melhor para a Freguesia de Góis!
Unidos pela Freguesia de Góis!