10/05/2021
O VOZ Madeira cumprimenta todos os presentes, companheiros deste que será um grande projeto de futuro.
É com muita pena que não estarmos convosco presencialmente, contudo e sendo o VOZ criado e organizado através das novas tecnologias, já estamos habituados às videoconferências.
Observo e analiso este encontro como uma grande oportunidade para cimentar a confiança interna, a união e a promoção ao incentivo.
Por isso meus caros, aproveitem, dediquem-se a este projeto como acredito que muitos se dedicam, daqui a 1, 2 ou 3 anos não saberemos o que alcançaremos, por isso, deixem o vosso contributo, o vosso cunho e a vossa dedicação.
Assim e após este preambulo, vou essencialmente aproveitar para vos elucidar da importância de Portugal garantir uma ligação territorial por via marítima às ultra periféricas e lançar o desfio a vós para considerar este assunto, como mais uma prioridade nas nossas batalhas.
Nós somos o único pais que não possui as ditas “vias rápidas” marítimas.
Nós que fomos pioneiros nas navegações marítimas, hoje somos reféns dos lobys existentes.
A única ligação entre as ultraperiféricas portuguesas com o continente português em contexto de movimentação de passageiros é apenas por via aérea, não havendo outra alternativa.
Por outro lado o transporte de mercadorias é assegurado por via marítima cuja operação é dominada por um só grupo empresarial.
Ainda relativamente às mercadorias e a título de exemplo, uma viatura ligeira custa cerca de 500euros por trajeto neste momento, correndo sempre o risco de danos e furtos e que demora em todo este processo em média uma semana.
Com a alternativa desta ligação ser possível através do recurso a um ferryboat ro/ro ou ro/pax como em tempos existiu entre 2008 e 2012 com ligação triangulada entre as ilhas canárias, RAM e Portimão pelo armador espanhol “Naviera Armas”, essa mesma viatura tinha o custo por trajeto 150euros, sendo que esta operação dura apenas 24h, otimizando não só a movimentação de viaturas como também de mercadoria perecível. A juntar a isto, possibilita a movimentação de passageiros acomodados em camarotes ou poltrona pelo mínimo de 50euros por trajeto.
Repare-se no caso espanhol e nas ligações com as ilhas Canarias.
Não irei pormenorizar toda esta operação de forma a vos maçar, está no trabalho partilhado nos grupos whatsapp.
Assim e para terminar, o VOZ – Madeira desafia a todos a se juntar nesta obrigatoriedade constitucional que é a garantia da continuidade territorial às ultraperiféricas RAM e RAA.
Viva o VOZ
Viva Portugal