PNB - Povo e Natureza do Barroso

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Associação independente de cariz marcadamente ambiental, a missão da PNB é agir na defesa do património cultural e natural da biorregião de Barroso, que inclui os concelhos de Montalegre e Boticas.

Apoio à instalação de novos produtores pecuários com prémio de 30.000 eurosO diploma a que se refere é a Portaria n.º 14...
07/04/2026

Apoio à instalação de novos produtores pecuários com prémio de 30.000 euros

O diploma a que se refere é a Portaria n.º 142/2026/1, publicada esta segunda-feira, 6 de abril de 2026, no Diário da República.

Este regulamento estabelece o regime de aplicação de apoios integrados no Programa de Apoio à Redução da Carga Combustível através do Pastoreio, uma iniciativa conjunta dos ministérios do Ambiente e Energia e da Agricultura e Mar.

Principais Detalhes do Apoio
O prémio de 30.000 euros destina-se a incentivar a instalação de novos produtores pecuários em territórios específicos (que inclui o concelho de Montalegre), com o objetivo de utilizar o pastoreio extensivo como ferramenta de gestão de combustível e prevenção de incêndios rurais.

Forma de Apoio: Subvenção não reembolsável (fundo perdido).

Duração do Compromisso: 5 anos.

Distribuição do Valor:

8.400 € anuais durante os primeiros 3 anos.

2.400 € anuais nos restantes 2 anos.

Apoio Complementar: Além do prémio de instalação, o diploma prevê ajudas à aquisição de animais (bovinos, ovinos e caprinos) e à conversão de matos em novas pastagens (com uma dotação adicional de 5 milhões de euros para esta última medida).

Beneficiários e Localização
O apoio foca-se em novos produtores que se instalem em freguesias consideradas prioritárias para a gestão de combustível, abrangendo diversos municípios de regiões como o interior Norte e Centro, Alentejo e Algarve (incluindo Almodôvar, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Monchique, entre outros).

Entrada em Vigor
A portaria entrou oficialmente em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, ou seja, na terça-feira, 7 de abril de 2026. As candidaturas deverão ser submetidas através do portal do IFAP (Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas).
Limites de Idade e Condições:

Idade Máxima: O candidato deve ter menos de 41 anos à data da apresentação da candidatura (ou seja, até aos 40 anos inclusive).

Perfil do Candidato: O apoio é desenhado especificamente para o conceito de "Jovem Agricultor" ou novo instalador, com o intuito de promover o rejuvenescimento do setor em zonas de risco de incêndio.

Primeira Instalação: O produtor não pode ter iniciado a atividade pecuária há mais de 24 meses antes da submissão da candidatura.

Outros Requisitos Relevantes
Além da idade, para garantir o prémio, o novo produtor deve cumprir as seguintes condições:

Formação: Possuir formação agrícola adequada (ou comprometer-se a adquiri-la num prazo de 24 meses).

Plano de Gestão: Apresentar um plano de exploração que demonstre como o efetivo pecuário vai contribuir para a redução da carga combustível (limpeza de matos através do pastoreio).

Localização: A exploração deve situar-se obrigatoriamente nas freguesias prioritárias identificadas nos anexos do diploma, que inclui o concelho de Montalegre.

Nos primeiros três anos, o apoio aos novos produtores pecuários é de 8.400 euros, passando a 2.400 euros anuais nos restantes dois anos.

PORQUE É QUE SÓ SE AGE QUANDO JÁ ESTÁ TUDO A ARDER? O concelho já arde há semanas. E todos os anos é a mesma coisa.Respi...
03/04/2026

PORQUE É QUE SÓ SE AGE QUANDO JÁ ESTÁ TUDO A ARDER?

O concelho já arde há semanas. E todos os anos é a mesma coisa.

Respiramos fumo dias seguidos. Garganta a arder. Olhos a picar.
Crianças, idosos, animais — todos expostos.

E continuamos a viver isto como se fosse inevitável.

Mas não é.

Portugal continua a ser um dos países da Europa com maior área ardida.
Em média, mais de 100.000 hectares por ano.
E 2025 já está entre os anos mais graves desde 2017.

Sabemos hoje que isto tem impacto direto na saúde:
mais doenças respiratórias, mais internamentos, mais mortalidade.

Isto é saúde pública.
E exige antecipação.

A Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais reuniu ontem para efetuar a análise da situação relativa ao número muito elevado de incêndios.
Mas a questão é inevitável:

Porque só agora?

Antecipar não é reagir quando o território já está a arder há semanas.

Antecipar é:
– mais sensibilização da população para os riscos de incêndio
– vigilância ativa no território (patrulhas militares no monte) nas épocas que sabemos com mais riscos
– aplicação de coimas dissuasoras
– gestão e limpeza florestal contínua (incluindo o incentivo a projetos de silvopastorícia, como os animais sapadores)
– investimento sério na prevenção e encontrar novos modos de valorizar o mato (pellets...)
-.....

Não podemos continuar todos os anos no mesmo ciclo:
esperar → arder → reagir → esquecer.

Solicitamos o Município de Montalegre e Drª. Fatima Fernandes:
– uma apresentação pública de um plano de prevenção para os próximos meses
– medidas concretas de vigilância e intervenção antecipada
– transparência sobre os meios mobilizados

Este problema repete-se há anos.
E continuará a repetir-se se nada mudar na forma de agir.

Não é inevitável.
Mas exige decisão.
Município de Montalegre aguardamos resposta pública.

Fotos: PNPG a arder (Manuel Soeira) e Tourém (Antero G Ribas)

25/03/2026

É para isto que serve o volfrâmio (tungsténio)...

BORRALHA: A MINA FOI UM EPISÓDIO. O TERRITÓRIO É MUITO MAIS. Ninguém pode negar a importância que a mina teve na históri...
07/03/2026

BORRALHA: A MINA FOI UM EPISÓDIO. O TERRITÓRIO É MUITO MAIS.

Ninguém pode negar a importância que a mina teve na história recente da Borralha. Durante várias décadas do século XX, a exploração do volfrâmio trouxe trabalho, atraiu população e deu origem a uma localidade que praticamente não existia antes. O lugar das Minas da Borralha nasceu e cresceu em torno dessa atividade industrial, e é natural que muitas famílias mantenham uma ligação emocional forte a esse passado.

Essa memória merece respeito. Faz parte da história humana da Borralha. Mas reduzir a identidade deste território apenas à sua fase mineira seria esquecer uma parte essencial da sua história: a Borralha não nasceu mineira. Tornou-se mineira durante algumas décadas.

Antes da abertura da mina, no início do século XX, o território fazia parte do sistema rural tradicional do Barroso, composto por lameiros e baldios das actuais aldeias de Paredes e Caniçó. Durante séculos, as comunidades da região viveram da agricultura de montanha, da criação de gado e da utilização comunitária das terras. Os campos, os muros de pedra, os lameiros e os pastos que ainda hoje marcam a paisagem são testemunhos dessa história muito mais antiga.

Foi apenas no início do século XX, após a descoberta e avaliação do minério de tungsténio e a atribuição de uma concessão mineira, que se construiu a aldeia das Minas da Borralha para servir a exploração. Ou seja, a mina criou uma localidade industrial num território rural que já existia muito antes.

A exploração mineira marcou profundamente a região durante cerca de oitenta anos. Mas, na história longa do Barroso, esse período foi apenas um capítulo.

A MINA NÃO DEFINE O TERRITÓRIO. FOI UMA FASE INDUSTRIAL QUE TERMINOU.

E quando terminou, deixou também consequências desastrosas. Como aconteceu em muitos territórios mineiros, o encerramento da mina trouxe uma forte depressão económica e social. Os empregos desapareceram e muitas pessoas foram obrigadas a partir.

Além disso, a mineração deixou um legado ambiental pesado: escombreiras, resíduos mineiros tóxicos e áreas degradadas que ainda hoje exigem intervenção e recuperação. Este passivo ambiental recorda uma realidade conhecida em muitas regiões mineiras: a exploração mineral pode gerar riqueza durante algum tempo, mas raramente constitui uma base duradoura para um desenvolvimento equilibrado e verdadeiramente sustentável.

Precisamente porque a mineração deixou um passivo ambiental importante, o território precisa hoje de investir na recuperação e valorização do que tem de melhor. O futuro da Borralha pode construir-se aprendendo com a sua história e procurando caminhos mais duradouros para o desenvolvimento local.

Hoje, o Barroso é reconhecido internacionalmente pelo valor do seu sistema agrícola tradicional.

O BARROSO É PATRIMÓNIO AGRÍCOLA MUNDIAL. NÃO É UM TERRITÓRIO MINEIRO. É UM TERRITÓRIO RURAL QUE SOFREU UM EPISÓDIO MINEIRO.

Hoje, projeta-se reativar a mina. Porém, num cenário mais otimista apresentado pelo promotor, a exploração mineira prevista para a Borralha teria uma duração aproximada de 15 anos. Quinze anos não são um projeto de desenvolvimento duradouro para um território — são apenas mais um episódio potencialmente devastador. Uma decisão desta magnitude não pode hipotecar o futuro de uma região inteira por uma atividade tão curta e incerta.

O seu futuro pode e deve assentar na valorização do território, da agricultura, da paisagem, da biodiversidade e do património cultural que foram construídos ao longo de séculos pelas comunidades locais, reforçando a identidade e a sustentabilidade do território.

Respeitar a memória mineira da Borralha não significa ficar preso a ela. Significa integrá-la numa história mais ampla, que inclui o mundo rural que existia antes da mina e as oportunidades de desenvolvimento que podem existir depois dela.

O FUTURO DO BARROSO NÃO ESTÁ DEBAIXO DA TERRA.

Está na paisagem, na agricultura, nas comunidades, na natureza e na recuperação do território.

MINAS DA BORRALHA NA RTP2Clique no link abaixoHá uma frase que tem sido repetida:“A mina não vai poluir as águas.”Mas a ...
01/03/2026

MINAS DA BORRALHA NA RTP2
Clique no link abaixo

Há uma frase que tem sido repetida:
“A mina não vai poluir as águas.”

Mas a própria Declaração de Impacte Ambiental diz outra coisa.

A DIA impõe:
– um plano detalhado de gestão de águas ácidas
– um estudo hidrológico mais robusto, porque o apresentado não foi considerado suficiente
– garantias para evitar galgamentos e percolação de lixiviados
– adaptação obrigatória a fenómenos extremos de precipitação

Se não existisse risco de contaminação da água, nada disto seria necessário.

A própria decisão reconhece ainda a existência de escombreiras associadas a drenagem ácida, um problema histórico que todos conhecemos.

E é aqui que a pergunta se torna inevitável:

Como pode um projeto com risco reconhecido sobre recursos hídricos ser considerado totalmente compatível com:

– agricultura de qualidade
– produção certificada
– território classificado como Património Agrícola Mundial
– turismo sustentável

A qualidade agrícola vive da confiança.
Confiança na água.
Confiança no solo.
Confiança na imagem do território.

A própria DIA reconhece a vulnerabilidade das atividades económicas locais.
Quando se coloca em causa a água, coloca-se em causa tudo.

Não estamos a falar de ideologia.
Estamos a falar de risco técnico reconhecido oficialmente.

E quando o que está em causa é água, agricultura e saúde pública, a exigência não pode ser mínima.

Tem de ser máxima

Esta semana o Biosfera percorre Portugal de norte a sul para dar a conhecer iniciativas cívicas em prol do ambiente.Apresentamos diferentes movimentos de cidadãos empenhados em travar a exploração de volfrâmio nas minas da Borralha, proteger o rio Paiva e preservar as populações de bivalves n...

Sobriedade e solidariedade ou... barbáriePara refletir... Artigo de opinião publicado no Público:"Doravante, há dois cam...
23/02/2026

Sobriedade e solidariedade ou... barbárie

Para refletir... Artigo de opinião publicado no Público:

"Doravante, há dois caminhos possíveis: sobriedade e solidariedade ou... barbárie. Tudo indica que estamos a caminhar para a segunda opção, impulsionados pelas elites e poderes mundiais. É tempo de os cidadãos do mundo unirem forças e exigirem mudanças imediatas".

Ler artigo completo aqui:
https://www.publico.pt/2026/02/23/azul/opiniao/sobriedade-solidariedade-barbarie-2165181

29 de janeiro de 2026 - Desabamento de escombreiras nas Minas da Panasqueira gera alerta ambientalFoi logo decidida a su...
02/02/2026

29 de janeiro de 2026 - Desabamento de escombreiras nas Minas da Panasqueira gera alerta ambiental

Foi logo decidida a suspensão temporária da captação de água naquele afluente!

Disto ninguém fala. Não convém. E nós é que somos alarmistas...

Um desabamento ocorrido recentemente em escombreiras das Minas da Panasqueira provocou preocupação ambiental na região, após a queda de grandes quantidades de inertes para linhas de água próximas, nomeadamente para a ribeira de Cebola. O incidente levou as autoridades locais a ativar medidas i...

Ação de restauro ecológico para conservação do lobo-ibérico em Pitões dia 7 de fevereiro. Participe.
30/01/2026

Ação de restauro ecológico para conservação do lobo-ibérico em Pitões dia 7 de fevereiro.
Participe.

Montalegre promove ação de restauro ecológico para conservação do lobo-ibérico

"A autodestruição é muito provável’: pesquisador de Cambridge antecipa colapso global com base em 5.000 anos de história...
24/11/2025

"A autodestruição é muito provável’: pesquisador de Cambridge antecipa colapso global com base em 5.000 anos de história".

Uma análise argumenta que um colapso global está por vir, a menos que a desigualdade seja vencida.

“As pessoas são fundamentalmente igualitárias, mas são levadas a colapsos por elites enriquecidas e obcecadas por status, enquanto colapsos passados muitas vezes melhoraram a vida dos cidadãos comuns”.

“À medida que as elites extraem mais riqueza do povo e da terra, elas tornam as sociedades mais frágeis, levando a lutas internas, corrupção, miséria das massas, pessoas menos saudáveis, expansão excessiva, degradação ambiental e má tomada de decisões por uma pequena oligarquia. A casca oca de uma sociedade acaba por ser quebrada por choques como doenças, guerras ou alterações climáticas.”

“A história mostra que o aumento da desigualdade de riqueza precede consistentemente o colapso.”

“Os colapsos no passado ocorreram em nível regional e muitas vezes foram benéficos para a maioria das pessoas, mas o colapso hoje seria global e desastroso para todos. Hoje, não temos impérios regionais, mas sim um único Golias global interconectado. Todas as nossas sociedades agem dentro de um único sistema económico global – capitalismo.”

“Ele vê dois resultados: autodestruição ou uma transformação fundamental da sociedade”.

Embora esteja muito pessimista quanto ao futuro da humanidade, Luke Kemp afirma que ainda há esperança: uma revisão global do nosso modelo social, envolvendo em particular a redução das desigualdades económicas:

“Em primeiro lugar, é preciso criar sociedades democráticas genuínas para nivelar todas as formas de poder que levam aos Golias” Isso significa gerir as sociedades através de assembleias e júris de cidadãos, auxiliados por tecnologias digitais para permitir a democracia direta em grande escala. A história mostra que sociedades mais democráticas tendem a ser mais resilientes,
Escapar do colapso também exige tributar a riqueza, diz ele, caso contrário os ricos encontrarão formas de fraudar o sistema democrático”.

“Hoje, as pessoas acham mais fácil imaginar que podemos construir inteligência sobre silício do que podemos fazer democracia em grande escala”

“Apesar da possibilidade de evitar o colapso, Kemp continua pessimista quanto às nossas perspectivas. “Acho improvável,” ele diz. “Estamos lidando com um processo de 5.000 anos que será incrivelmente difícil de reverter, pois temos níveis crescentes de desigualdade e de captura de elite de nossa política”.
“Mas mesmo que você não tenha esperança, isso realmente não importa. Isto é sobre desafio. Trata-se de fazer a coisa certa, lutar pela democracia e para que as pessoas não sejam exploradas. E mesmo que falhemos, no mínimo, não contribuímos para o problema.”

An epic analysis of 5,000 years of civilisation argues that a global collapse is coming unless inequality is vanquished

Enquanto se fala em reabrir a mina da Borralha, estudos chegam a conclusões óbvias: a redução de poluentes como o arséni...
24/11/2025

Enquanto se fala em reabrir a mina da Borralha, estudos chegam a conclusões óbvias:
a redução de poluentes como o arsénio na água que bebemos no dia-a-dia (presente no subsolo da Borralha), diminui drasticamente o risco de doenças graves como o cancro !

Como é possível imaginar reabrir uma mina deste tipo a montante duma captação de água potável que abastece dezenas de milhares de pessoas?

Isso seria pura e simplesmente um crime contra o meio ambiente e contra a saúde pública.

Redução de arsénio na água potável diminui 50% o risco de morte por cancro e outras doenças

Endereço

Rua Do Forno, Nº 20
Fiães Do Rio
5470-151

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