15/04/2026
Ontem tivemos a oportunidade de visitar a Santa Casa da Misericórdia de Fafe, num encontro marcado por uma conversa franca, próxima e profundamente esclarecedora sobre o papel essencial que esta instituição desempenha na nossa comunidade.
Ao longo da visita, fomos conhecendo melhor uma realidade que, muitas vezes, permanece invisível: uma rede de apoio sólida e abrangente, que acompanha os fafenses em todas as fases da vida — da infância à terceira idade, passando pelos cuidados de saúde — sempre com dedicação, sentido humano e um compromisso inabalável com o próximo.
É por isso que a Santa Casa é muito mais do que uma instituição. É um verdadeiro pilar social, que diariamente garante respostas onde muitas vezes mais ninguém chega, apoiando quem mais precisa, independentemente da sua condição.
Contudo, esta missão, tão exigente quanto indispensável, enfrenta desafios sérios. Tornou-se claro que é fundamental assegurar um financiamento mais justo e ajustado à realidade dos serviços prestados, nomeadamente através de um acordo estável com o Estado, atualizado aos custos atuais. Um acordo que permita não só garantir a sustentabilidade da instituição, mas também reforçar a oferta de consultas de especialidade e cirurgias, alargando a sua capacidade de resposta a Fafe e a toda a região envolvente.
Porque, na verdade, não são os edifícios que garantem melhores cuidados de saúde. São os recursos, os profissionais, os serviços disponíveis e, acima de tudo, as decisões políticas que permitem que esses cuidados existam e cheguem efetivamente às pessoas.
A Santa Casa da Misericórdia de Fafe tem demonstrado, ao longo dos anos, um trabalho notável, sustentado num profundo sentido de missão e, muitas vezes, no esforço generoso de quem a serve com espírito verdadeiramente voluntário — mesmo enfrentando um subfinanciamento crónico nas valências sociais que assegura.
O PSD Fafe reconhece esse trabalho e reafirma o seu compromisso de continuar a colaborar de forma construtiva, para que esta instituição tenha as condições necessárias para prosseguir a sua missão com qualidade, dignidade e ambição.
Fafe deve muito à sua Santa Casa. E é tempo de garantir que esse contributo é acompanhado pelo reconhecimento e apoio que verdadeiramente merece — nomeadamente através do aumento da utilização da capacidade já instalada para reduzir listas de espera, de um ajustamento do protocolo com o Ministério da Saúde à resposta efetivamente prestada em termos de urgência básica, e do alargamento de especialidades e do número de cirurgias disponíveis não só para servir Fafe, mas também todos os outros concelhos a nível nacional.