25/04/2026
Hoje, nas comemorações do 25 de Abril em Condeixa-a-Nova, a nossa deputada municipal Bruna Santos assinou uma intervenção notável em representação do PSD.
Com um discurso focado na responsabilidade política, na exigência e na transparência, a Bruna trouxe a essência de Abril para o presente, lembrando-nos que a democracia se constrói com resultados concretos e coerência. Uma reflexão lúcida e necessária sobre o futuro do nosso concelho e o compromisso que temos para com todos os condeixenses.
-------------------------------------------------------
Senhor Presidente da Assembleia Municipal,
Senhora Presidente da Câmara Municipal,
Senhoras e Senhores Vereadores,
Senhoras e Senhores Deputados,
Demais entidades convidadas, civis, militares e religiosas,
Caras e Caros Condeixenses,
Celebramos hoje o 25 de Abril, Dia da Liberdade um dia maior da nossa História coletiva, em que Portugal se reencontrou consigo próprio e devolveu ao seu povo a dignidade de escolher, de participar e de sonhar.
O dia em que o medo perdeu o seu lugar.
O dia em que o povo tomou a palavra.
O dia em que o futuro deixou de pedir licença para entrar.
Mas Abril não é apenas uma data.
Abril é liberdade conquistada.
Abril é verdade assumida.
Abril é esperança no futuro mas também responsabilidade.
Passaram 52 anos desde a Revolução dos Cravos. E se o tempo nos dá distância, não nos pode dar indiferença. Abril não é apenas memória é um compromisso vivo. Um compromisso com a democracia, com a transparência e com a responsabilidade de honrar a confiança que os cidadãos depositam em quem os representa.
Porque a democracia não se esgota no momento do voto.
Constrói-se todos os dias nas decisões, nas prioridades, na forma como se governa.
E é precisamente aqui, ao nível local, que a democracia se torna mais concreta.
É aqui que ela deixa de ser um conceito e passa a ser vivida.
Em Condeixa, esse compromisso ganhou uma expressão clara.
Os condeixenses falaram livremente, como Abril nos ensinou, e escolheram um novo caminho. Escolheram uma mudança, escolheram uma nova esperança, escolheram um novo Abril.
Mas quando um povo escolhe, não está apenas a decidir.
Está a confiar.
E a confiança, em democracia, não é simbólica nem ilimitada.
A confiança obriga.
Obriga a decidir com clareza.
Obriga a concretizar com seriedade.
Obriga, sobretudo, a não falhar.
É por isso que este não é um tempo de conforto.
É um tempo de responsabilidade política plena.
A quem governa não se pede apenas gestão.
Pede-se liderança.
Pede-se capacidade de decidir, de executar e de assumir.
Porque governar não é cumprir calendário.É transformar a vida das pessoas.
E essa transformação, em Condeixa, tem nome e tem rosto.
Tem o rosto de quem espera respostas na saúde e nos serviços públicos.
De quem precisa de mobilidade digna entre freguesias e ligações eficazes a Coimbra.
De quem procura habitação acessível para ficar, para trabalhar e construir vida neste concelho.
De quem investe, trabalha e espera condições para criar emprego local.
E de quem olha para o território do seu património histórico, como Conímbriga, ao seu potencial de desenvolvimento e exige planeamento, cuidado e visão para o futuro.
É disto que falamos quando falamos de política local.
É disto que falamos quando falamos de responsabilidade.
E por isso há decisões que não podem ser adiadas indefinidamente.
Há projetos que não podem ficar reféns de justificações sucessivas.
Há compromissos que não podem viver apenas no plano das intenções.
Porque cada atraso tem consequências reais na vida das pessoas.
Cada processo que não avança é uma oportunidade perdida.
Cada promessa por cumprir fragiliza a confiança.
E cada expectativa defraudada afasta as pessoas da política.
E esse é um risco que não podemos aceitar.
Condeixa não precisa de mais promessas.
Precisa de resultados.
De decisões claras. E de um rumo consistente.
Mas precisa também de algo ainda mais exigente.
Precisa de coerência entre aquilo que se diz e aquilo que se faz.
Precisa de Verdade.
Verdade na palavra.
Verdade na ação.
Verdade na relação com as pessoas.
Porque não há nada que desgaste mais a democracia do que a distância entre o discurso e a realidade. E Abril não se compadece com essa distância.
Abril é exigente.
É incómodo.
E obriga-nos a confrontar o essencial: aquilo que prometemos e aquilo que cumprimos.
Recordamos Sophia de Mello Breyner Andresen e as suas “madrugadas” esses dias “iniciais, inteiros e limpos”, em que o povo emergiu da noite e do silêncio.
Mas Abril não se fez apenas de madrugadas.
Fez-se do dia inteiro que veio depois.
Do dia das decisões difíceis.
Do dia da responsabilidade.
Do dia em que já não há silêncio.
E esse dia não ficou no passado.
Esse dia é hoje!
É quando se decide investir ou adiar.
É quando se escolhe avançar ou justificar.
É quando se responde às pessoas ou se deixa por responder.
É em cada rua, em cada freguesia, em cada projeto que impacta a vida concreta dos condeixenses.
Porque a liberdade só se cumpre quando se traduz em ação.
E a esperança só resiste quando encontra resposta.
Senhoras e Senhores,
O 25 de Abril não é apenas celebração.
É exigência.
Exigência com quem governa.
Exigência com quem decide.
Exigência connosco próprios.
Que não aceitemos o “mais ou menos”.
Que não normalizemos o atraso.
Que não banalizemos o incumprimento.
Que tenhamos a coragem de afirmar, com clareza, que quem assume responsabilidades tem de responder por elas.
Porque foi para isso que Abril existiu.
Para que ninguém estivesse acima da exigência democrática.
Para que ninguém governasse sem prestar contas.
Para que a voz do povo não fosse apenas ouvida mas respeitada.
E há uma forma muito concreta de honrar Abril hoje.
Não desistir de exigir mais e melhor.
Mais resposta.Mais eficácia.Mais respeito por quem confia.
Que não sejamos a geração que herdou a liberdade e a deixou esvaziar-se.
Que sejamos a geração que a concretiza com seriedade, com coragem e com ação.
E que em Condeixa saibamos fazer de Abril não apenas memória, mas um compromisso vivo todos os dias.
Um compromisso com a verdade,com a responsabilidade,e com um futuro que não se adia.
Viva o 25 de Abril.
Viva a Liberdade.
Viva Condeixa-a-Nova.