12/06/2026
MEDITATIO DO DIA: SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
(Sobre a 1ª Leitura)
1. Deus mostra-se a Israel como um Deus interessado no seu povo. O interesse do Senhor não provém da grandeza de Israel pois é um povo pobre, pequeno, insignif**ante no contexto dos povos da época. Outros povos podiam despertar maior interesse. Deus ama o seu povo. Um amor voluntário, livre, sem qualquer exigência para além da reciprocidade do amor. Este é o Deus fiel que fez promessas no passado e quer cumpri-las no presente, que libertou do Egito e quer continuar a libertar. Israel é convidado a deixar-se render a este amor cumprindo os mandamentos.
2. O Senhor prendeu-se a nós não por sermos os melhores entre todos os homens, o povo mais numeroso de entre os povos. O Senhor enamorou-se da nossa pobreza. Foi a nossa pequenez e fragilidade que comoveu o seu coração. Alterar esta raiz do amor é perder-se do olhar amoroso de Deus. Deus ama os pobres, os pequenos, os pecadores, os oprimidos, os que por si mesmos não podem salvar-se. Ele vem libertar todo aquele que se encontra na terra de opressão, no Egito da escravidão. É a nós, a mim, como sou, com a minha história de fragilidades que ele ama e que ele quer ver livre e feliz.
(Sobre a 2ª Leitura)
1. João coloca frente a frente o amor de Deus e o nosso amor a presença do amor e a sua ausência. Onde há amor está Deus e onde não há reina a ignorância. No amor Deus permanece com o homem e o homem com Deus, mas onde não há amor só pode existir ausência. O amor de Deus é o amor que amou primeiro e amou ao ponto de nos dar o seu filho. Na força deste amor que nos ama primeiro somos chamados a amar-nos uns aos outros. Confessar este amor maior, este amor primeiro é ser habitado pelo Pai, o Filho e o Espírito.
2. Reconhecer o amor de Deus é o primeiro passo para amar a Deus e aos irmãos. Se recusamos que Deus é amor e que nos ama antes de o amarmos, gera-se em nós a ausência do amor e viveremos para nós próprios. Jesus, enviado pelo Pai, é o grande sinal deste amor que permanece em nós e nos faz permanecer em Deus. Torna-se difícil para os nossos corações demasiado apegados a nós mesmos, abrir o coração para amar aqueles que Deus amou primeiro e reconhecer que neles amamos a Deus. Este amor é fonte de vida, daquela vida que não se acaba porque é vida de Deus, porque é amor eterno que permanece em nós.
(Sobre o Evangelho Mt 11, 25-30)
1. É emblemática esta passagem do Evangelho. Jesus revela em oração, com palavras simples, o coração de Deus que se dá a conhecer aos pequeninos. E estas palavras servem de introdução para manifestar a sua união com o Pai, de tal modo que, para conhecer um é necessário conhecer o outro, mas a revelação é feita por Jesus àqueles que ele entende. O Pai revela-se aos pequeninos através de Jesus, por isso ele convida todos os que andam inclinados sobre si mesmos, curvados sob o peso da vida, para que venham e aprendam uma nova forma de viver, uma forma livre de viver.
2. Sou convidado a ser pequenino, livre e desprendido das realidades que podem tornar-se um peso na minha vida. Só tornando-me pequenino poderei conhecer a Deus e só assim poderei aprender de Jesus que é manso e humilde de coração. Estar com Jesus é aprender uma forma nova de viver que pode ser loucura aos olhos dos homens, mas será sabedoria aos olhos de Deus.