06/11/2025
Lá perto de Montejunto,
Havia um velho moinho,
Onde um casal de cegonhas
Ia fazer o seu ninho.
Montejunto tem todo o pássaro,
E sempre o teve, afinal:
Da cegonha à abetarda,
Até à águia-real.
A sede de Montejunto
É a sede do animal.
A Inês, muito cuidadosa,
Leva-o logo para o hospital.
A Inês cuida com carinho,
Do bufo e do v***o;
Seja grande ou pequenino,
Nenhum f**a abandonado.
A médica veterinária
Faz bem o seu serviço:
Trata todo o animal,
Desde o texugo ao ouriço.
Tem o mocho e a coruja,
Também tem o morcego;
São animais noturnos,
Andam na noite em segredo.
Tem o melro e o rouxinol,
A galinha-d’água e o pavão,
O cuco e o abelharuco,
E também o trigueirão.
Tem o lobo e a raposa,
O porco-espinho e o javardo;
Também tem o gato-bravo,
Selvagens em todo o lado.
O corvo e a águia,
A calhandra e a codorniz,
O pardal e a gaivota,
O cuco e o chamariz.
Montejunto é o refúgio,
Da floresta e do país;
Quem o guarda e quem o ama,
Cuida do animal e é feliz.
Vidaúl Moreira