Agrupamento de Escolas da Cidadela

Agrupamento de Escolas da Cidadela Para mais informações consulte a página oficial: http://www.aecidadela.pt

O Agrupamento de Escolas da Cidadela situa-se na freguesia e concelho de Cascais e distrito de Lisboa. É composto pelas seguintes escolas: Escola Secundária da Cidadela (sede), Escola JI / EB1 da Malveira da Serra, Escola EB1 nº2 da Aldeia do Juzo, Jardim de Infância do Cobre, Escola EB1 nº2 de Birre, Escola José Jorge Letria e Jardim de infância de Murches.

09/01/2026

CNN Portugal

01/11/2025

Ninguém morre depois de morrer! E, não, isso não faz do mundo uma multidão de almas perdidas e penadas, mas de pessoas que, pela sua eternidade na nossa memória, vivem, para sempre, dentro de nós. Será, assim, a vida eterna.

É claro que as pessoas indispensáveis, “só” porque são indispensáveis a toda a hora, estão proibidas de morrer. Jamais estamos preparados para as perder. Talvez porque nunca se morra senão de morte súbita.
Jamais deixamos de sentir a sua perda como uma renúncia ao nosso amor por si. E como um abandono que nos rasga até à alma.
Jamais deixamos de viver o pavor de descobrir que não sabemos reagir à sua perda, com a qual morremos, também, aos bocadinhos.
E jamais, com ela, se desata um tufão de culpa que corrói, falando baixinho. Porque a sua morte traz a saudade de tudo o que não vivemos com elas: por desmazelo, por preguiça ou, simplesmente, porque supúnhamos que seriam tão eternas que nada do que não vivêssemos hoje chegaria a um tarde demais.
Jamais deixamos de sentir que há um antes e um depois da sua morte, como se, a partir do momento em que perdemos quem amamos, nunca mais voltássemos a ser crédulos ou ingénuos, alegres ou inocentes ou, mesmo, pequeninos.
Jamais, depois da sua perda, deixamos de nos sentir agredidos com todos os incentivos generosos com que nos acirram para a vida - com “força!”, “coragem!”, ou “tens de reagir”, e tudo o mais que dói - como se ninguém reparasse que aquilo que nos convoca para voltar a viver não deixasse de ser uma traição a quem se perde.
E jamais deixamos de perceber que, com a sua morte, “morrem”, uns atrás das outros, pedaços importantes das pessoas que imaginávamos saber quase tudo de nós. Unicamente porque parecem não perceber nada acerca da dimensão da nossa dor. E, seja o que for que nos digam, as palavras que nos sossegariam parecem morrer na sua boca, antes, ainda, de ser ditas.

Br**car com a morte e com o medo, no Halloween, ou celebrar aqueles que morreram, porque vivem em nós e nos iluminam (e são, de certa forma, todos os nossos “santos”), convida-nos para a vida. E para que nunca se aceitem perdas de tempo com ninguém. Que são uma forma de, aos poucos, ir-se morrendo antes de morrer.

01/11/2025
01/11/2025

Que se invente o pai!

O pai e os filhos são próximos. Enraizadamente próximos! Br**cam. Brigam. São inimitáveis quanto se trata de deixarem um rasto de alvoroço, depois de cozinharem. Mas quando, nos fins de semana, se sentam à volta dum filme, enquanto o pai dorme e eles se arrepiam, todos sabem que o pai é tão forte que até a dormir os protege dos medos.

Por causa de uma espécie de pudor silencioso, pai e filhos falam pouco das entranhas do que sentem. Das reticências que os separam. Das falhas pequeninas que guardam para si e só sussurram. E a vida deles, por mais que a dividam num montão movimentado de momentos, deixa-se acompanhar por brumas pequeninas que eles dividem vida adentro. Pai e filhos gritam por um golo. Repartem-se entre histórias e historietas. Trocam abraços. Mas parece existir uma espécie de presságio esquisito que leva a que os filhos, quando crescem, acabem a queixar-se aos bocadinhos das faltas de um pai. Que faz com que não o cuidem com delicadeza. O que leva a que o pai, talvez porque faça de conta que é mais forte do que é, mais facilmente se comova, se desmanche a rir ou permita ser despenteado diante dum neto. (O que quererá dizer que há um “tarde demais” no pai, na sua missão de guardião do medo, que o leva a ser estoico mas silencioso ou o rosto da “lei” e, ao mesmo tempo, um ser meio encolhido e assustado.)

Não é urgente reinventar o papel do pai; é indispensável inventá-lo. Porque o pai está, hoje, presente como nunca esteve na vida dos filhos. Porque se envolve mais e mais na vida deles. Porque rompe a distância dos pais doutros tempos e vai de cúmplice nas tolices a árbitro nas brigas. A vida do pai mudou tanto nos últimos cinquenta anos que é indispensável ajudar o pai a não ter medo do respeito que merece. E a pô-lo a falar. A assumir que é frágil. A comover-se. A reclamar mimo e colo. E a deixar que entre aquilo que dá e tudo o que recebe não perdurem espaços em branco que levem a que filhos e pai se sintam à procura do amor separados por paredes de vidro. Se a função da mãe, ao longo dos séculos, mudou tão pouco, com todas as mudanças que o pai trouxe à vida de cada filho é urgente, como nunca, que se invente o pai.

18/10/2025
18/10/2025

Eduardo Sá: "Não estamos a educar os nossos filhos como deve ser, se não lhes damos a capacidade de terem paciência". Veja mais nos comentários 👇

17/10/2025

E, depois, há os pensos rápidos. As aberturas fáceis. As máquinas de lavar, o micro-ondas e a Bimby. O velcro, claro. As mudanças automáticas, a condução assistida e os indicadores de parqueamento. O GPS (que nos dá, todos os dias, a ilusão de sermos só nós a introduzir as coordenadas do nosso destino). Os computadores. O delivery e o take away. O teletrabalho. O telemóvel (que tem câmara fotográfica, jornais, televisão, cinema, bibliotecas, terminais de pagamento, os recursos de um escritório, jogos e todo um comboio interminável de coisas, a caber dentro de um bolso). E há a inteligência artificial. E as “escadinhas” dos alertas, antes da chuva ou do frio nos assoberbarem, e que nos dão a ilusão de que a Natureza nunca nos apanha de surpresa. E tantas (mas tantas) coisas mais que - mesmo quando alguém, no meio duma tormenta, nos confidencia: “não está fácil!...” - a certa altura, quando se pára, é impossível não se sentir que a vida nos mima com facilidades. Ou (talvez mais isto) que a tecnologia tornou a vida mais fácil.

Ora - desculpem-me! - há muitas alturas em que, de forma denodada, andamos todos a trabalhar para a “publicidade enganosa”. Mas, desde quando, é que o parto sem dor faz da maternidade uma experiência fácil? E será que reparamos no trabalho, duro e dedicado, que um bebé tem que levar por diante para conseguir rodar sobre si, para se virar? E, por mais que nada disto seja fácil de aceitar pelos pais, será que crescer é fácil? E aprender: é fácil? E namorar? E amar? E ser feliz, por exemplo? E as pessoas: são fáceis, as pessoas? Começando por aquelas que nos amam?

Nada, na vida, é fácil! E não ser fácil não quer dizer, por inerência, que seja difícil. (Muitas vezes, sê-lo-á!) Quer dizer que não é fácil. Só isso! E não, não é a experiência que torna o que não é fácil e o difícil em coisas fáceis. É a inteligência com que reconhecemos uma dificuldade, a transformamos num problema e o resolvemos. Ao fácil chega-se com trabalho e com inteligência. E com pessoas!! Que nos ensinam que a vida se torna complexa e simples, de cada vez que a repensamos e repensamos e repensamos. Ao fácil chega-se muito mais depressa se não se “for” sozinho.

14/05/2025

O professor que br**ca

Os professores são pessoas “esquisitas”. Porque amam a escola e adoram ser professores. Mas os professores do 1.º ciclo são, ainda, um bocadinho mais “esquisitos”: porque abrem a sua mão para cada um dos seus alunos que a procuram; guiando-os, a saltar de dificuldade em dificuldade. Ligando br**car com aprender. E misturando, nas doses certas, a bondade com as regras, o entusiasmo com o espanto e a escuta com os porquês.

Um professor do 1.º ciclo fala pelos cotovelos. Conta histórias. Br**ca. Ri. E engelha o nariz. E, segredo dos segredos, comove-se! Deixa que as crianças corram, se sujem e fiquem vermelhuscas. Porque ele sabe que os recreios são a escola da vida. E que quem não br**ca não aprende. E sabe, como poucos mais, que elas aprendem melhor quando levam as matérias que descobriram para o recreio. E quando trazem o br**car para a sala de aula.

É por isto que um professor do 1.º ciclo é especial: porque atesta que as crianças são infinitamente inteligentes. Mas, ao mesmo tempo, nunca desiste de descobrir, em cada uma, a sua necessidade educativa especial. Ajudando-as a não a evitar. E a vencê-la! Porque ele sabe que a melhor forma de se ficar preso a uma dificuldade é fugir dela.

Um professor do 1.º ciclo sabe que só quando uma criança se deslumbra com o que está a aprender é que se torna quieta, calada e atenta. E só aí ela chega ao silêncio dos sábios. Próprio de quem sente e olha e imagina e pensa e discorre pela mão de quem a desafia a descobrir que só quem erra e quem pergunta aprende a voar.

Um professor do 1.º ciclo sabe que nunca se aprende sem se compreender. Aliás, como mais ninguém, ele sabe que as crianças só gostam das matérias que são ensinadas por quem gosta delas. É por isso que, paciente, ele diz aos pais que as crianças nunca aprendem do zero, à mesma velocidade e da mesma maneira. E que quando elas aprendem com as dificuldades umas dos outras a escola as ajuda a descobrir que é com diferenças se faz o aprender.

Um professor do 1.º ciclo não é bem um professor: ele é um bocadinho da família. E é por isso que, mesmo quando não está, a sua mão guarda a das crianças. E as guia, vida adentro. Para sempre!

Endereço

Rua Drive Fernando M. F. Batista Viegas 1, 1A
Cascais
2750-503

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