11/09/2026
📜 MINUTO DE ARQUIVO
De onde vinha o dinheiro? E onde era gasto?
Um documento de 1861–1862, conservado no Arquivo da Junta de Freguesia de Caria, permite-nos espreitar, por alguns instantes, a vida económica de uma comunidade há mais de 160 anos.
Entre as receitas, encontramos 9$600 réis provenientes das rendas das ervagens que se podiam arrematar e 3$960 réis do rendimento de uma casa, forno e curral.
E depois vêm as despesas…
27$000 réis para o ordenado do Capelão do Povo;
16$800 réis para o Secretário da Junta e papel;
16$000 réis para caminhos e calçada pública;
10$000 réis para os Sermões da Quaresma;
e 10$000 réis para várias despesas e outras a cargo da Junta da Paróquia.
O documento regista ainda despesas com o serviço do relógio, a cera, o Oficial da Junta e o Juiz da Igreja.
Tudo isto em réis, a moeda utilizada em Portugal naquela época.
À primeira vista, são apenas números escritos num velho documento de contabilidade. Mas, quando os lemos com atenção, começam a contar uma história.
Mostram-nos de onde vinham alguns dos recursos da comunidade e em que eram aplicados, entre a vida religiosa, a administração da Junta e a manutenção dos caminhos e da calçada pública.
📖 Um orçamento de 1861–1862.
Uma página de contas.
Um retrato da vida de uma comunidade há mais de 160 anos.
É para isso que serve o arquivo: para transformar números antigos em histórias que ainda hoje conseguimos ouvir.
📂 Referência: PT/AJFC/JPC/Mç.02, D.17
Arquivo da Junta de Freguesia de Caria