14/04/2026
𝐃𝐞𝐜𝐚́𝐥𝐨𝐠𝐨𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞̂𝐬 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚𝐥𝐯𝐚 𝐞 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐠𝐚𝐦 𝐝𝐚 𝐝𝐨𝐮𝐭𝐫𝐢𝐧𝐚 𝐬𝐨𝐯𝐢𝐞́𝐭𝐢𝐜𝐨-𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚.
𝐑𝐞𝐠𝐫𝐚 𝐧.º 𝟏: Se um paladino do comunismo, formado na prestigiada escola dos doutores em História, proclama que o comunismo salva, ai de quem ouse recordar que foram praticados atos criminosos pela armada do COPCON, MRPP ou pela organização terrorista FP-25, no período do pós 25 de abril, lembrai-vos, foram atos isolados, e, portanto, irrelevantes.
𝐑𝐞𝐠𝐫𝐚 𝐧.º 𝟐: Se alguém ousar discordar, pese embora não negue que durante o período colonialista foram cometidos crimes hediondos, infelizmente típicos da época e transversais aos impérios, mas recusa a romantização simplista do 25 de abril como mera “paz, povo e liberdade”, porque são de direita, apodai-os de porcos e burros, pois não pensam como nós.
𝐑𝐞𝐠𝐫𝐚 𝐧.º 𝟑: Fale-se abundantemente de corrupção do Estado Novo, mas jamais se permita falar no novo estado da corrupção, defendam-se José Sócrates, Manuel Pinho, Armando Vara, António Oliveira e Costa, e outros camaradas, líderes e amigos do nosso comité central.
Quando a lama já não lhes sai da boca, é sinal que estão deitados nela.
A eloquência e sapiência não vêm com um cartão cor de rosa, e a liberdade democrática que dentro de dias tantos irão aclamar é precisamente a que nos permite debater e discordar da própria interpretação que é dada à nossa história, com o direito de, ainda assim, nos honrarmos dela.
Ventura não é perigoso por convencer milhões. É perigoso por rasgar em público os livros de romance publicados pela esquerda e que, pouco a pouco, vão perdendo os seus leitores.
Também eu continuarei a tentar ajudá-lo.
Pedro Vaz Marques