21/05/2025
I Os resultados eleitorais, o quadro político e a situação nacional
A composição da Assembleia da República resultante das eleições de 18 de Maio teve uma evolução negativa, marcada pelo crescimento da AD (PSD e CDS), do Chega e da IL.
O resultado da CDU, com 180 943 votos, 3,03% e três deputados, marca a resistência num quadro particularmente exigente e não reflecte nem a expressão de apoio e reconhecimento que a campanha mostrou, nem o que a situação do País exigia: uma CDU reforçada para responder aos problemas e para enfrentar as forças e projectos reaccionários.
Os resultados destas eleições, particularmente o crescimento das forças reaccionárias e os riscos sociais e políticos que comportam, são inseparáveis da política de direita de sucessivos governos do PS, PSD e CDS.
O quadro institucional que resulta destas eleições, com uma maioria de PSD, CDS, Chega e IL, que representa mais de dois terços dos deputados da Assembleia da República, independentemente dos arranjos que venham a verificar-se entre estas forças, comporta o perigo da intensificação da agenda retrógrada, neoliberal e anti-social, e do ataque aos direitos, às liberdades democráticas e à Constituição da República Portuguesa.
Face a estes resultados eleitorais, não é tempo de conformação ou de entendimento com a direita e as suas concepções reaccionárias, retrógradas e antidemocráticas, nem de dar suporte à sua política antipopular.
Este é o tempo de combater a política de baixos salários e pensões, de ataque aos direitos dos trabalhadores e aos serviços públicos, de negação do direito à habitação, de privatizações e outras grandes negociatas, de mais injustiças e favores ao capital, de submissão nacional e corrida aos armamentos.
II Situação internacional
A trágica situação na Palestina, em particular na Faixa de Gaza, torna urgente a firme condenação da criminosa política genocida de Israel. Alertando para o brutal incremento da agressão israelita à população na Faixa de Gaza, à qual impõe um cruel e desumano bloqueio, e denunciando a vergonhosa e hipócrita indiferença, cumplicidade e apoio por parte dos EUA e da UE perante os atrozes crimes de Israel, o Comité Central do P*P apela ao prosseguimento da solidariedade com a heróica luta do povo palestiniano em prol dos seus inalienáveis direitos nacionais, consagrados em inúmeras resoluções da ONU.
III Resistência, resposta e iniciativa
A actual situação nacional e internacional coloca evidentes responsabilidades e exigências ao Partido, que continuará a cumprir o seu papel.
Resistir e tomar a iniciativa, mobilizar os trabalhadores e o povo, fortalecer as suas organizações unitárias de massas, desenvolver a acção com outros democratas e patriotas, afirmar a CDU nas eleições autárquicas, intervir nas eleições para Presidente da República, fortalecer o Partido, são aspectos particularmente importantes.
★★★
O P*P, honrando o seu percurso de 104 anos de intervenção e luta a favor dos trabalhadores, do povo e do País, num quadro de maiores responsabilidades e exigências, estará à altura de intervir, resistindo e tomando a iniciativa, com determinação e confiança, pela construção da alternativa política patriótica e de esquerda, pela democracia avançada com os valores de Abril no futuro de Portugal, pelo socialismo e o comunismo.
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