10/09/2026
Para esclarecimento!
A vespa velutina é uma espécie invasora com impactos na apicultura e nos insetos polinizadores.
A informação sobre o seu perigo deve ser rigorosa: permite prevenir acidentes e evita confusões que levam à destruição de outras espécies. Estes são os principais mitos e o respetivo esclarecimento técnico.
“𝗔 𝘃𝗲𝘀𝗽𝗮 𝘃𝗲𝗹𝘂𝘁𝗶𝗻𝗮 𝗲́ 𝗮 𝘃𝗲𝘀𝗽𝗮 𝗴𝗶𝗴𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗮𝘀𝗶𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
A Vespa velutina e a Vespa mandarinia são espécies diferentes. A velutina é, geralmente mais pequena do que o vespão europeu, Vespa crabro.
“𝗤𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝘃𝗲𝘀𝗽𝗮 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗲 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗿𝗮 𝗲́ 𝘃𝗲𝗹𝘂𝘁𝗶𝗻𝗮.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
A identificação exige observar um conjunto de características: corpo predominantemente escuro, faixa larga alaranjada no abdómen e extremidades das patas amarelas. O tamanho, isoladamente, não permite identificar a espécie.
“𝗔𝘁𝗮𝗰𝗮 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝘀 𝘃𝗲̂.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼
Em regra, uma velutina isolada, enquanto procura alimento, não apresenta comportamento agressivo dirigido às pessoas. O risco aumenta quando interpreta uma aproximação ou perturbação como ameaça ao ninho. A defesa da colónia pode desencadear um ataque coletivo, pelo que não se deve aproximar, tocar ou tentar destruir o ninho.
“𝗨𝗺𝗮 𝗽𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗲́ 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗺𝗼𝗿𝘁𝗮𝗹.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
A maioria das picadas provoca dor, vermelhidão e inchaço local. Contudo, pode ocorrer uma reação alérgica grave — anafilaxia — com compromisso respiratório ou circulatório. Dificuldade em respirar, inchaço da língua ou garganta, confusão ou desmaio exigem socorro imediato. A alergia a picadas, ocorre com qualquer inseto!
“𝗦𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗳𝘂𝗶 𝗮𝗹𝗲́𝗿𝗴𝗶𝗰𝗼, 𝗽𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
A ausência de antecedentes conhecidos não dispensa vigilância dos sintomas. Além disso, múltiplas picadas, picadas na boca ou garganta e picadas junto aos olhos justificam avaliação médica urgente, mesmo que inicialmente a pessoa se sinta relativamente bem.
“𝗦𝗼́ 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝗼́𝗶 𝗻𝗶𝗻𝗵𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝗮𝗹𝘁𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗮́𝗿𝘃𝗼𝗿𝗲𝘀.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
Pode instalar ninhos em edifícios, beirais e outros locais abrigados, incluindo posições próximas do solo. Os ninhos iniciais são pequenos; com o crescimento da colónia, pode ocorrer transferência para um ninho secundário, frequentemente maior e mais elevado. Não se deve excluir a presença da espécie apenas pela altura ou dimensão do ninho.
“𝗢 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼 𝗻𝗶𝗻𝗵𝗼 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮𝗱𝗼 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀.” — 𝗘𝗺 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗮, 𝗳𝗮𝗹𝘀𝗼.
O ciclo da colónia é anual. As novas rainhas procuram locais abrigados para passar o inverno e iniciam novos ninhos na época seguinte; os ninhos antigos não são normalmente reutilizados. Pode, contudo, surgir um novo ninho nas proximidades. A aparência de abandono deve ser confirmada antes de qualquer intervenção.
“𝗦𝗼́ 𝗰𝗼𝗺𝗲 𝗮𝗯𝗲𝗹𝗵𝗮𝘀 𝗲 𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗯𝗹𝗲𝗺𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗮𝗼𝘀 𝗮𝗽𝗶𝗰𝘂𝗹𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
A velutina captura abelhas, outras vespas, moscas e outros insetos. As presas fornecem proteína para alimentar as larvas. Nos apiários, a presença do predador também pode reduzir a saída das abelhas para recolher alimento. Os impactos abrangem, por isso, a produção apícola e potencialmente a polinização e a biodiversidade. Sem abelhas a vida na terra ficaria extinta em apenas 5 anos.
“𝗤𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝗿𝗺𝗮𝗱𝗶𝗹𝗵𝗮𝘀 𝗰𝗮𝘀𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗹𝗼𝗰𝗮𝗿, 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗮𝗺𝗯𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
A sua utilização deve ser orientada, com atenção à localização, seletividade e monitorização. A sua utilização deverá ser fortificada no início da primavera e com iscos muito específicos. Esta técnica é livre de riscos associados.
“𝗦𝗲 𝗱𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗼 𝗻𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗮𝗯𝗮𝗶𝘅𝗼, 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘃𝗼 𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗯𝗹𝗲𝗺𝗮.” — 𝗙𝗮𝗹𝘀𝗼.
Destruir a estrutura não garante a eliminação da colónia. Uma intervenção incompleta pode deixar vespas vivas e provocar uma resposta defensiva intensa. Queimar, golpear ou lançar produtos sobre um ninho por iniciativa própria coloca pessoas em perigo e aumenta o problema dado que irão construir mais ninhos.
𝗣𝗲𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝘂𝗺 𝗻𝗶𝗻𝗵𝗼 𝘀𝘂𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼, 𝗺𝗮𝗻𝘁𝗲𝗻𝗵𝗮 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗮̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝗼𝘀 𝗕𝗼𝗺𝗯𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗦𝗮𝗽𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲́𝘀 𝗱𝗼 𝗲𝗺𝗮𝗶𝗹: 𝘃𝗲𝘀𝗽𝗮.𝘃𝗲𝗹𝘂𝘁𝗶𝗻𝗮@𝗰𝗺-𝗯𝗿𝗮𝗴𝗮.𝗽𝘁.
𝗨𝗺𝗮 𝗳𝗼𝘁𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝘃𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗼𝗯𝘁𝗶𝗱𝗮 𝘀𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗶𝗿 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘅𝗶𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼, 𝗺𝗼𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗿𝗶𝗴𝗼𝗿𝗼𝘀𝗮 𝗲 𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗹𝗲𝗺𝗼́𝘃𝗲𝗹.