04/01/2026
Declaração Política sobre e a atitude do PS Tadim na Última Assembleia
A política local deve ser o espaço do diálogo, da divergência responsável e do respeito institucional. Contudo, o que se assistiu na última Assembleia, por parte do PS Tadim, afastou-se totalmente desses princípios, revelando um padrão de atitude e comportamento que não dignifica a democracia nem serve os interesses da freguesia e dos Tadineneses.
1️⃣Atitude de ameaça e intimidação institucional
Em vez do debate de ideias, o PS Tadim optou pelo caminho da ameaça. Durante a votação da ata, foram proferidas intimidações dirigidas à Mesa da Assembleia por parte do membro Manuel Rocha, num tom que mais se aproxima da coação do que da oposição democrática. Acresce a reiterada ameaça de apresentar queixas a diversas instituições relativamente a algumas das obras previstas por parte do membro Manuel Carvalho sem ainda sequer conhecer os dossiers, numa tentativa clara de criar um clima de medo e bloqueio. Esta postura assemelha-se a quem, incapaz de vencer pelo argumento, procura apagar a luz da sala para impedir que o jogo continue. A ameaça nunca foi, nem será, substituto da razão.
2️⃣Atitude de desrespeito democrático
A arrogância revelou-se de forma simbólica e elucidativa na sessão de tomada de posse. Quando foi concedida a palavra ao candidato da oposição, Manuel Carvalho, este optou pelo silêncio dirigido ao público, não cumprimentando a Assembleia nem dirigindo uma única palavra aos cidadãos presentes. Um gesto que traduz desprezo institucional e distanciamento da população que se diz representar.
Essa mesma arrogância persiste no discurso recorrente de deslegitimação dos eleitos da coligação, quando Manuel Carvalho afirma que não são “tadinenses” pelo simples facto de não terem nascido em Tadim e por isso não conhecem a freguesia. Esta visão estreita e exclusivista reduz a identidade de uma freguesia a um critério de nascimento, ignorando que Tadim se constrói todos os dias com quem cá vive, trabalha, participa e serve os Tadineneses.
3️⃣Atitude de insinuação e ataque pessoal
Desde a campanha eleitoral que o PS Tadim tem recorrido à insinuação e ao ataque pessoal como arma política. Primeiro, afirmaram que o Parque da União foi construído junto à casa do Presidente com o intuito de o beneficiar pessoalmente. Agora, repetem o mesmo guião, insinuando que a obra destinada a resolver os graves problemas de águas na Rua Luís Martins / Antero Silva que afetam os moradores e as centenas de pessoas que usam a via, visa apenas beneficiar o Secretário da Junta. Estas acusações, sem fundamento, transformam investimentos públicos necessários em suspeitas artificiais, como se cada obra fosse um favor pessoal e não uma resposta a problemas reais. Trata-se de uma política de sombra, que prefere lançar dúvidas em vez de reconhecer necessidades, e atacar pessoas em vez de discutir soluções.
Em democracia, a oposição é essencial, mas deve ser exercida com responsabilidade, elevação e respeito. Tadim merece uma política que construa, não uma política que ameace, uma política que una, não uma política que exclua, uma politica que esclareça, não uma política que insinue. Quando o debate desce ao nível da intimidação, da arrogância e do ataque pessoal, perde a política e perdem as instituições.
Os eleitos pela coligação à Assembleia de Freguesia.