Organização Regional de Braga do PCP

Organização Regional de Braga do PCP P*P - Partido Comunista Português Distrito Braga

🏥 No dia que se assinala o aniversário do Serviço Nacional de Saúde importa reafirmar a sua importância e denunciar quem...
15/09/2026

🏥 No dia que se assinala o aniversário do Serviço Nacional de Saúde importa reafirmar a sua importância e denunciar quem o tem vindo a atacar

Distrito de Braga não pode continuar a ver opções essenciais serem comprometidas

Assinalam-se hoje 47 anos sobre a publicação da Lei que concretizou o Serviço Nacional de Saúde, inscrito na Constituição de Abril como instrumento fundamental para garantir o direito à saúde. É o dia em que todos aparecerão a saudar o SNS, até os que trabalham para o enfraquecer e destruir.

A situação que atualmente se vive exige que o aniversário da Lei do SNS seja um momento de exigência das políticas adequadas e não de mera comemoração. É um momento de denúncia das políticas que visam um SNS mínimo e um negócio de saúde máximo, negando o acesso a milhões de pessoas.

Temos no nosso distrito casos claros de forças políticas que hoje assinalarão o aniversário do SNS mas que entretanto, na prática, critério da verdade, tentam entregar a gestão do Hospital de Braga a privados, obstaculizam, por exemplo, a construção efetiva do novo Hospital de Barcelos com gestão pública, a construção de uma nova ala cirúrgica no Hospital de Braga, a construção do acesso direto ao Serviço de Urgência do Hospital de Guimarães a partir da Circular Urbana de Guimarães, não definem de um prazo para as obras de modernização, reabilitação e ampliação do Hospital de Vila Nova de Famalicão e que pretendem a entrega do Hospital de Braga de novo à gestão privada para além de protelarem o avanço da construção de um novo Hospital em Fafe. Ainda recentemente foi notícia a retirada de 4 ambulâncias do dispositivo direto do Instituto Nacional de Emergência Médica no distrito de Braga, sendo 1 em Fafe, 1 em Guimarães e 2 em Braga.

Não há propaganda que esconda as carências de especialistas médicos, enfermeiros e outros profissionais nos hospitais do SNS. Não há propaganda que esconda os números dos utentes sem médico de família, o aumento das listas de espera para consultas e cirurgias ou os elevados custos com medicamentos, exames, tratamentos e outros cuidados de saúde, que pesam sobre a nossa população e que muitos não podem pagar.

É inaceitável que o Governo tenha reiterado, há poucos dias, o que já tinha previsto desde 2025: manter mais de 1 milhão e meio de pessoas sem médico de família pelo menos até 2028.

Não é possível aceitar que um dos países com mais baixos rendimentos da União Europeia seja em simultâneo um daqueles em que a população mais paga diretamente do seu bolso o acesso à saúde, mais de 30% do total da despesa, num valor de 9 mil milhões de euros no último ano.

Não é possível tolerar o profundo desinvestimento nos cuidados primários de saúde, desvalorizando a política de prevenção da doença e promoção da saúde, o acompanhamento das doenças crónicas, das gravidezes de baixo risco, da saúde materna e infantil.

Não podemos ignorar que as condições de trabalho dos profissionais de saúde continuam a degradar-se, com remunerações insuficientes, precariedade, carreiras desvalorizadas, horários e carga laboral de grande intensidade, incluindo com o abuso de horas extraordinárias e más condições físicas de trabalho.

Os últimos meses confirmaram o agravamento da situação, com as consequências do encerramento e concentração de serviços, afastando-os das populações; as longas horas de espera nas urgências, única porta de entrada para muitos, em particular os que não têm médico de família; o agravamento dos tempos de espera para consultas e cirurgias, incluindo as oncológicas; a dificuldade cada vez maior das pessoas, em particular dos reformados, em fazer face às despesas com os medicamentos; as crescentes dificuldades de acesso à interrupção voluntária da gravidez.

O Governo não resolveu nenhum problema e acentuou muitos dos que existiam. Tem uma única aposta e prioridade: favorecer os interesses dos grupos privados.

Iniciou a entrega dos cuidados primários de saúde, prepara a contratação de novas Parcerias Público-Privadas nos hospitais públicos, aumentou a entrega a serviços externos de muitas funções, em particular exames e tratamentos, contrata aos grupos privados camas de internamento que encerra nos hospitais públicos, entregou hospitais do SNS às misericórdias, sabendo que vão ser subcontratados a grupos privados, prepara a entrada destes na emergência pré-hospitalar.

Quando falta dinheiro para reforçar o SNS, sobra sempre para alimentar os grupos privados da saúde.

Os portugueses já perceberam, apesar da propaganda do discurso neoliberal, que não é nos grupos privados que está a resposta para os seus problemas de acesso à saúde. Porque poucos podem pagar; porque sempre que há um tratamento ou uma situação mais complexa são reenviados para o SNS; porque os 4 milhões de seguros de saúde afinal correspondem apenas a 5% dos custos suportados; porque os portugueses conhecem o esbulho sem controlo feito aos utentes nas contas cobradas pelos hospitais privados; porque sabem que quando são enviados pelo SNS para os grupos privados vão para o fim da lista das disponibilidades de marcação e se houver complicações posteriores é no SNS que as vão tratar.

O povo português necessita do SNS. O SNS é o único capaz de dar resposta a toda a população e não só aos que têm mais recursos, a todas as patologias, mesmo as mais complexas e onerosas, e de chegar em proximidade a todo o território. Só com um SNS mais forte isto é possível.

Há solução para os problemas do SNS, para iniciar a sua recuperação, fortalecer a sua resposta e garantir o acesso em tempo adequado a consultas, cirurgias, exames e tratamentos.

É urgente uma melhoria significativa das condições dos profissionais de saúde, seja na remuneração, na valorização de carreiras, na redução da carga laboral e na melhoria geral das condições de trabalho, permitindo aumentar a atratividade do SNS, reforçando a contratação nas profissões tradicionais e aumentando a resposta em áreas largamente deficitárias como a saúde oral, a psicologia, a fisioterapia ou a nutrição, contratando mais profissionais e garantindo-lhes carreiras adequadas.

É indispensável investir fortemente nos cuidados de saúde primários que são a chave da melhoria de todo o funcionamento do SNS, diminuindo o recurso aos hospitais, valorizando a proximidade e a continuidade dos cuidados, garantindo médico de família e equipa de saúde familiar e apostando na prevenção da doença e na promoção da saúde, para o que é fundamental recuperar a figura do Centro de Saúde enquanto unidade agregadora das diferentes valências nesta área.

É necessário aumentar o investimento em equipamentos e nas infra-estruturas do SNS, aumentando a sua capacidade de produção e promovendo a sua modernização tecnológica, construindo e renovando edifícios e outras infra-estruturas.

É urgente reduzir os custos da população com a saúde, sobretudo para os mais velhos, os doentes crónicos e os que vivem com insuficiência económica, a começar pelos medicamentos, que são a principal fatia destas despesas.
A degradação do SNS não é inevitável, é uma opção política deste Governo. Mas esta orientação política pode ser derrotada. De forma crescente, utentes, populações e profissionais exigem a mudança da política de saúde. É o momento de intensificar a luta pelo SNS e pelo seu reforço. É possível derrotar esta ofensiva do Governo PSD/CDS, tal como foi possível derrotar o pacote laboral. Contem com o empenho do P*P nessa luta decisiva.

📢 Buzinão contra o aumento dos preços! 🗓️ 5ªf, 17 Set🕒17h📍BRAGA - rotunda Bosch/Aptiv🚩 Iniciativa que se junta a uma jor...
15/09/2026

📢 Buzinão contra o aumento dos preços!

🗓️ 5ªf, 17 Set
🕒17h
📍BRAGA - rotunda Bosch/Aptiv

🚩 Iniciativa que se junta a uma jornada nacional de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e das populações sob o lema “Romper com as injustiças. Novo rumo para Portugal. Uma vida melhor” com um dia de protesto contra o aumento do custo de vida e de exigência de resposta no aumento dos salários e pensões e no controlo dos preços.

👉 Nem a degradação da situação económica e social é inevitável, nem Portugal e o povo português têm que ser arrastados para o fundo. Os lucros de meia dúzia de capitalistas não podem valer mais que a vida de milhões de pessoas. A indignação e revolta que muitos sentem, face ao aperto que estão a sentir, precisa de ser ouvida ainda com mais força. É preciso intensificar a luta contra a actual política, exigindo a ruptura com a política de direita e um novo rumo para Portugal.

✊ O P*P tudo fará para travar o caminho de retrocesso e exploração, para promover a luta pelos salários, pelos direitos, pela melhoria das condições de vida, para defender a paz, a democracia e o progresso social.

15/09/2026
Plenário de Militantes do Sector Têxtil e Calçado do distrito de Braga🗓️19 Setembro, Sábado🕑10h📍Centro de Trabalho de Gu...
14/09/2026

Plenário de Militantes do Sector Têxtil e Calçado do distrito de Braga

🗓️19 Setembro, Sábado
🕑10h
📍Centro de Trabalho de Guimarães

Com a participação de Belmiro Magalhães, membro da Comissão Política do Comité Central do P*P

🚩 Derrotado o Pacote Laboral pela luta e unidade dos trabalhadores, exige-se agora dar resposta aos problemas que persistem, desde logo no sector têxtil e calçado, marcado pelos baixos salários e valores injustificáveis de subsídio de refeição. A luta é o caminho para novas vitórias, valorizar carreiras e garantir direitos. Para abrir caminho a uma vida melhor, é condição indispensável o reforço da organização e da acção do Partido junto das empresas e locais de trabalho!

Confirma a tua presença! ✊

07/09/2026
06/09/2026
06/09/2026

🚩 Nos 50 anos da Festa do Avante!, o Pavilhão de Braga tem como tema central os instrumentos musicais tradicionais do Minho, dando destaque à viola braguesa, ao cavaquinho, à gaita de foles, à flauta pastoril, ao bombo, ao tambor e a outros instrumentos que fazem parte da história e da cultura das populações da região.

A manhã de hoje foi dedicada às famílias, e no Pavilhão de Braga, músicos e construtores de instrumentos proporcionaram aos visitantes um contacto direto com a viola braguesa, o cavaquinho, a flauta e outros instrumentos tradicionais, com demonstrações e possibilidade de experimentar alguns deles.

A iniciativa contou ainda com a participação de Eduardo Baltar Soares que fez uma pequena alocução sobre o tema da participação da Organização Regional de Braga, relacionando a valorização da cultura popular com a sua transmissão às novas gerações.

Foi uma oportunidade para os visitantes conhecerem os instrumentos que fazem parte da identidade cultural minhota.

A escolha do tema pretende valorizar um património que nasceu das mãos e da criatividade do povo e que atravessou gerações. Instrumentos que desde há muito estão presentes nas romarias, nas festas, nas desfolhadas e nas vindimas, mas também no convívio e em diferentes momentos da vida das comunidades.

06/09/2026

com:

Paulo Raimundo
Secretário-Geral do P*P

Manuel Rodrigues
Membro da Comissão Política do CC do P*P e Director do Avante!

Inês Castro
Membro Comissão Política da Direcção Nacional da JCP

Endereço

Avenida Da Imaculada Conceição, 736
Braga
4700-034

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