22/05/2026
COMUNICADO
A declaração, comunicado, ou o que lhe queira chamar, que o Vereador eleito pelo Partido Chega remeteu hoje aos órgãos de Comunicação Social locais, não merece muitas considerações. F**a, porém, claro que o Vereador que veio para servir Aveiro tem necessidade de afirmar que não foi «comprado».
Em primeiro lugar importa clarificar que a longa “intervenção” enviada à comunicação social não foi efetivamente produzida no Período Antes da Ordem do Dia da reunião privada de Câmara de ontem. O autor da mesma já o assumiu.
De facto, existe uma diferença grande entre intervir num órgão autárquico, perante os restantes eleitos, e escrever um exercício literário para circulação mediática.
Uma coisa é o debate político. Outra coisa é a reconstrução dramática posterior.
Os Aveirenses esperam dos seus eleitos trabalho, elevação e seriedade, e não, monólogos indignados, preparados para consumo nas redes sociais e enviados para a comunicação social, enquanto decorrem os trabalhos, como se fossem acontecimentos históricos.
E talvez resida aí a maior diferença: há quem esteja concentrado em governar e resolver problemas. E há quem esteja permanentemente concentrado em representar um papel. No caso em apreço, o do enamorado por Aveiro.
Já ninguém tem dúvidas que é por amor a Aveiro que, numa Câmara Municipal com um presidente e, agora, 4 vereadores, o Vereador eleito pelo Chega, a tempo inteiro desde o dia 1 de maio de 2026, assume um pelouro: Proteção Civil e Interlocução com as Corporações dos Bombeiros, enquanto o Presidente assume cinco pelouros: Cultura, Ciência e Ensino Superior; Relações Externas e Fundos Europeus; Ambiente e Saúde; Planeamento e Obras Públicas e Desporto, Juventude e Envelhecimento Ativo; o Vice-Presidente assume quatro pelouros: Serviços Urbanos e Espaço Público; Habitação e Desenvolvimento Social; Coesão Territorial e Educação; a Vereadora Ana Cláudia Oliveira assume três pelouros: Obras Particulares; Mercados e feiras e Assuntos jurídicos; o Vereador Pedro Almeida assume quatro Pelouros: Recursos Humanos, Modernização Administrativa e Transição Digital; Desenvolvimento Económico e Finanças Municipais; Inovação e Mobilidade e Transportes.
Num Município com mais de 40 000 eleitores, como é o caso do Município de Aveiro, a remuneração de um vereador a tempo inteiro corresponde a 80% da remuneração do Presidente da Câmara Municipal: 3 348,80€ + Despesas de Representação: 669,76€ + Subsídio de Alimentação: 6,15€/dia + 954,40€ de contribuições para a Segurança Social, Taxa Social Única de 23,75%, paga pela entidade patronal.
O vereador a tempo inteiro, com um pelouro, ou serão dois: Proteção Civil e Proteção do PSD?, custa, por mês, à Câmara Municipal de Aveiro 5108,26€. Em Junho e em Dezembro custa um pouco mais pois tem direito a subsídio de férias e a subsídio de Natal. Tudo por amor. A Aveiro. Aos aveirenses.
Colaborar com o executivo, votando favoravelmente as suas propostas, não tendo pelouros ou tendo um pelouro a meio tempo, seria uma fraca demonstração de amor…
Como diz o nosso povo, «com amor se paga, com amor se recebe».