10/03/2026
A Universidade de Aveiro entregou a sua VPN à empresa de software Check Point Software Technologies, uma das maiores empresas israelitas, com sede em Telavive e que tem ligações às forças armadas, aos serviços secretos e aos produtores de armas de Israel. O Bloco apela ao abandono dos serviços desta empresa.
Como o próprio aviso de ligação à VPN refere "a atividade da sua rede, incluindo dados de navegação e emails, está visível para o seu fornecedor de VPN". Ou seja, potencialmente, todo o tráfego de internet escoado através da VPN da Universidade de Aveiro, passa por Israel, controlado por uma empresa com elos estreitos com o governo israelita, podendo os conteúdos serem analisados e armazenados, violando a privacidade e a segurança da instituição, dos seus funcionários e dos seus alunos.
O Bloco de Esquerda considera que este VPN coloca em risco a segurança de toda a comunidade académica e lamenta que a Universidade de Aveiro recorra a uma empresa com ligações ao fabrico de armas, usadas contra o Direito Internacional e contra os direitos humanos, para serviços e infraestrutura críticos da internet da Universidade. A Universidade de Aveiro tem história no desenvolvimento da internet em Portugal e tem obrigações éticas para com os direitos humanos que a devem levar ao abandono desta empresa.
A Check Point tem uma colaboração estratégica e constituiu um consórcio com a Israel Aerospace Industries (IAI), uma empresa propriedade do Estado Israelita e que é uma das grandes produtoras de armas para as forças armadas desse país. O fundador da empresa e CEO durante 30 anos, assim como vários outros diretores, foi membro da Unit 8200 (serviços de informação do exército) que se dedica a usar espionagem eletrónica massiva sobre a população e na recolha massiva de informação eletrónica. Outro diretor integrou o "Talpiot Program", uma unidade de elite das forças armadas de desenvolvimento de tecnologia eletrónica e cibernética de espionagem.
Por ordens do governo israelita, as forças armadas perpetraram um genocídio na Palestina e tem em curso várias guerras ilegais, ao arrepio do direito internacional. É também amplamente reconhecido que os serviços secre