14/01/2026
O mandatário da candidatura de António Filipe na Amadora, Carlos Almeida, historiador, investigador científico e apoiante da causa palestina, descreveu assim António Filipe, no almoço de apoiantes que decorreu na Amadora:
O António Filipe é daquelas pessoas que temos na vida com quem falamos sempre como se nos tivéssemos encontrado no dia antes. Conheço bem a sua simplicidade, a sua competência e seriedade, o seu proverbial sentido de humor.
A sua candidatura presidencial foi, desde o momento da sua apresentação, íntegra e verdadeira, definiu o seu lugar de fala, o mundo do trabalho e dos trabalhadores, e a partir dele dirigiu-se a todas e a todos, a cada um e cada uma, sem disfarces, sem tacticismos. Não renegou o seu lugar de origem, a condição de comunista, mas não fez disso uma trincheira, bem pelo contrário. Estabeleceu o seu chão comum, a Constituição da República Portuguesa e a ideia de país que nela se consagra e foi à fala com quem o quis ouvir, escutou quem com ele se dispôs a dialogar. Deixou claro que, para si, o juramento solene de cumprir e fazer cumprir a Constituição não é uma simples formalidade, mas um compromisso de responsabilidade.
O António Filipe nunca hesitou na defesa dos valores da paz, da resolução pacífica dos conflitos, do respeito pelo direito internacional. Nunca cedeu à chantagem, não esperou que o tempo e as circunstâncias fizessem com que o senso comum e o discurso dominante tornassem aceitáveis as suas opiniões. Esteve em todos os lugares em que se afirmou a solidariedade com o povo palestino, compreendeu que, com o genocídio em Gaza, o mundo cruzou a fronteira que nos separa do abismo e que será necessária toda a determinação para travar o caminho louco do militarismo e da guerra para onde nos empurram.
No dia 18 de Janeiro votarei no António Filipe. Dormirei descansado porque, em consciência, terei votado no candidato que melhor serve a democracia e, no dia seguinte, voltarei às lutas de todos os dias, com o António Filipe ao lado, como sempre esteve.